POR QUE RACISMO?

ONTEM ESTAVA EU NEGLIGENCIADO, PASSANDO AO LADO DE UM COLÉGIO TRADICIONAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, MINHA BELA E GALANTE CIDADE, QUANDO VEJO E OUÇO A DISCUSSÃO ENTRE TRÊS OU QUATRO JOVENS USANDO UNIFORMES ESCOLAR.
ATÉ AI NADA DEMAIS. DE REPENTE, NADA MAIS QUE DE REPENTE, SURGE UMA DISCUSSÃO ENTRE DOIS DELES, TAPAS E PALAVRÕES IMPUBLICÁVEIS. O MAIS ESTRANHO, FOI UM DELES CHAMAR O OUTRO DE “NEGRINHO” SE, AMBOS ERAM DA MESMA COR, AMBOS TINHA A TEZ PARDA QUASE NEGRA.
A TURMA DO DEIXA DISSO ENTROU EM AÇÃO ANTES QUE EU TIVESSE A MESMA REAÇÃO EM SEPARÁ-LOS E OS ÂNIMOS SE ARREFECERAM.
FOI AI QUE ME LEMBREI DA CÉLEBRE FRASE DO ATOR NEGRO MORGAM FREEMAN QUE DISSE A RESPEITO DO RACISMO CERTA VEZ:
“O DIA EM QUE PARARMOS DE NOS PREOCUPAR COM A CONSCIÊNCIA NEGRA, AMARELA OU BRANCA E NOS PREOCUPARMOS COM A CONSCIÊNCIA HUMANA, O RACISMO DESAPARECE”
NADA MAIS ELEMENTAR,MEU CARO WATSON!
POR QUE RACISMO, SE NUMA EMERGÊNCIA MÉDICA, TODOS USAM O MESMO SANGUE, E ELE TEM SÓ UMA COR, E NINGUÉM QUESTIONA ELA. TODOS QUEREM SE SALVAR, INDEPENDENTEMENTE DA COR DO DOADOR DO SANGUE USADO. O QUE IMPORTA NESTE MOMENTO? USAR O SANGUE QUE NÃO SE SABE QUEM DOOU, MAS QUE VAI SALVAR UMA VIDA. SERÁ DE NEGRO? SERÁ DE BRANCO? SERÁ DE VERMELHO OU DE AMARELO? ! vISMAR kFOURI – O FILÓSOFO DA SELVA

Prefeito de Rio Preto não gosta de banheiro

 

valdomiro

Calma pessoal  molhem o bico primeiro, caso contrário vocês vão pensar que estou afirmando que o prefeito de Rio Preto, o médico Valdomiro Lopes, não toma banho, não gosta de banheiro etc e tal. Nada disso, ok?

Acontece que na edição de quinta-feira, deste prestigiado DHOJEINTERIOR, na página A3, a manchete da política foi a seguinte: ”TJ derruba projeto de Alessandra que previa banheiro em feira livre”. Até aí nada demais, até apoio a ideia da parlamentar rio-pretense. Têm muitas cidades por aí que faltam banheiros públicos, e nossa bela e altaneira metrópole também merece uns banheiros públicos estrategicamente construídos para atender principalmente mulheres gestantes ou com bebês à tiracolo.

“O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liminar à Prefeitura de Rio Preto e suspendeu a lei da vereadora Alessandra Trigo (PSDB) que concedia incentivos fiscais aos estabelecimentos que abrissem banheiros nos locais onde acontecem as feiras livres na cidade”

Ora, numa cidade onde praticamente há feiras livres pelos bairros diariamente, e nenhuma delas com este beneficio para atender as urgências e emergências do cidadão que paga impostos altíssimos, nada mais elementar em tê-los, meu caro dr. Valdomiro, respondeu lá dos confins das selvas rondonienses o pajé Miratinga da tribo dos Uru Eu Uau Uau.

Abaixo da manchete da mesma página, onde destaquei o assunto em epígrafe, vem também outra matéria do mesmo redator, o competente Lucas Israel, sob o título: “Valdomiro já barrou banheiros cinco vezes”.

Caramba! A senhora vereadora Alessandra Trigo, atuante parlamentar rio-pretense, não sabia que o “patrão” Valdomiro não gostava de banheiro? Pois é, foi o que enfatizou o jovem repórter deste diário, Lucas Israel, ao afirmar em sua matéria que “o veto não é novidade, desde que assumiu em 2008, Valdomiro Lopes já vetou cinco projetos de lei que versavam sobre banheiros públicos em diversos pontos da cidade”.

Ao saber sobre esse assunto, o seringalista Sissi, lá das entranhas da verde e luxuriante floresta Amazônica, além de ficar atônito com o veto do prefeito de Rio Preto-SP, foi enfático ao perguntar:  “Será que este médico-prefeito da falada e lisonjeada cidade paulista pelo lendário e culto representante da Academia Rondoniense de Letras, o Jotatê, não é humano como os demais? Será ele um ET?

Será que ele não faz necessidades fisiológicas, não tem “perrengue”, não toma banho? Ou é por que as obras não dão retorno eleitoral? Vá saber lá, rebateu o Nezin Manguaça que, neste momento, estava sóbrio e aperreado, procurando um banheiro público pra tirar água do joelho e não encontrava um por perto. O jeito foi xingar todos os santos e o prefeito também…

Bem lembrado pelo filósofo da desguarnecida e pirateada Calha Norte Brasileira, o Zé Praxedes, é que ele recomendou para os transeuntes das feiras livres de Rio Preto para se precaverem e não pegar qualquer folha de mato numa emergência, pois poderão pegar uma de urtiga e, aí sim, será um Deus nos acuda! Calma Praxedes, recomendou o sábio seringalista Sissi, coadjuvado pela querida e doce Santa Tambura que, afirmaram: “Fica frio hôme, em Rio Preto tem de tudo, menos pés de urtiga nas vias públicas; tem até um prefeito que não gosta de banheiro, ué! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contato P\palestras: 17-99186-7015.

Atazanando o capeta

janot

De uma coisa, minha meia dúzia de leitores podem ter certeza, não dou descanso para políticos e servidores públicos corruptos. Já fui responsável por denúncias que fizeram vários deles perderem seus empregos nas tetinhas da vaquinha governamental, mesmo na época do governo militar. Medo do bicho papão é coisa do passado: hoje é pau, é pedra, é o caminho da verdade…

Na terça-feira última, quando percebi que o senhor Procurador Geral da República Rodrigo Janot seria sabatinado no Senado Federal para ser reconduzido ao cargo que exerce com zelo e eficiente, mesmo num governo petista, disse ao meu sábio amigo seringalista Sissi, que estavam-no jogando ao rio como boi de piranha. Ou como carne às feras enjauladas.

Foi ai que o Matuzalem do filósofo Zé Praxedes, lá dos confins da maior floresta tropical do mundo, na Calha Norte, me disse via tambor, que “matemática exata só existe uma: aquela que é elaborada no Congresso Nacional do Brasil”.

E explicou afirmando que nossos senadores, quando querem, somam dois mais dois e fazem o resultado se transformar em 500 milhões de reais para distribuírem entre eles, que é para coagir a incapacitada da presidente Federativa do Brasil.

Afinal, não foi ela que colocou o país no final de um túnel sem saída e sem luz? E continua sugando o sangue do contribuinte para tampar o rombo feito pela sua própria administração, através de corrupção e pactos que jogaram bilhões de reais no propinoduto dos PACs I e II, Mensalão e Lava Jato?

Pois é, em política, tudo é possível. Menos perder. Assim falava o Imperador Cesar da Roma Antiga, o cavalo Incitátus do Imperador Calígula e, não falava o Zaratustra. Este era mais culto, nacionalista e erudito que os demais.

Mas voltando à atualidade, Rodrigo Janot surpreendeu até os mais céticos cientistas políticos e jornalistas que vivem de plantão no Planalto. E, explico: Ele foi novamente apontado para ser reeleito por quem? Pela presidente Dilma. Por que? Porque ele foi um dos três procuradores mais votados de acordo com a tradição, para concorrer ao cargo de Procurador Federal da República, ou porque reza a Constituição Nacional. Por isso foi obrigado a ser indicado para a reeleição e jogado às feras do Congresso Nacional.

Mesmo sendo ele o líder inconteste, que vem realizando uma caçada jurídica contra os corruptos da Petrobras, entre eles vários dos senadores que o sabatinaram, o Congresso Nacional foi obrigado a engoli-lo como fizeram com nosso campeoníssimo técnico de futebol Zagalo, tempos atrás, quando o velho guerreiro criou essa frase ao ser reconduzido ao cargo de técnico da Seleção Brasileira de Futebol, de onde os cartolas o queriam tirá-lo.

E para sustentar sua reeleição, Rodrigo Janot conta com o trabalho perfeito praticado pelo juiz Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Foi ai que a senhora presidente Dilma Rousseff se viu obrigada a indicá-lo novamente para concorrer à reeleição por ter sido ele o mais votado dos três candidatos. Assim reza a regra constitucional, caso contrário ela mandaria fritá-lo no caldeirão dó capeta.

Agora, com 500 milhões de reais nas mãos, através de emendas aprovadas por eles próprios, os nossos congressistas, ainda não satisfeitos, querem ressuscitar a famigerada CPMF para ferrar ainda mais o brasileiro que convive com uma inflação de 10% ao ano.

Ora, sem dinheiro nem pra dar pão e leite aos filhos, alimentação e estudos dignos, quanto mais segurança e saúde pública, o operariado, demitido à procura de emprego que não encontra, porque a indústria ou faliu, ou fechou, devido o descalabro administrativo dos mandatos da senhora Dilma Rousseff, como fazer hoje para não continuarmos sendo vítimas de políticos que só pensam neles? Como fazer para mudar isso?

Foi ai que se meteu o pajé Miratinga, lá da tribo dos Uru Eu Uau Uau, do interior de Rondônia: “manda a presidente pro tacho do capeta e acaba com a perrenga, bordunadas nela uai!” Menos meu pajé, menos… E viva Janot, Sergio Moro e a Polícia Federal. Continuem apertando estes políticos antipatriotas, sim. Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.worpress.com – Contatos P\palestras: 17 – 99186-7015.

Meio Ambiente continua ameaçado

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Se não fosse a providência da própria natureza ter amenizado a temperatura aqui no Sudeste com um pouco de chuva e queda da temperatura, com certeza teríamos mais catástrofes ambientais com centenas de queimadas que pululam aqui e acolá.
Vimos estarrecidos na região de Bauru centenas de animais feridos em incêndios e outros que ficaram órfãos por causa também de queimadas, umas naturais devido o aquecimento do efeito estufa e, outras, praticadas por mãos criminosas. É o fim da esperança para os ambientalistas que continuam sendo assassinados por que teimam em defender a natureza?
Os políticos nada fazem para proteger a natureza, pelo contrário, ajudam Meio empresas, maus servidores públicos, e quadrilhas especializadas em falsificar notas fiscais e Projetos de Manejo na Amazônia para surrupiarem madeiras de lei de áreas indígenas, áreas de proteção ambiental e de terras devolutas da Federação Nacional.
Para piorar a situação, os parlamentares que são os autores das leis que regem a Constituição Nacional e os códigos Civil e Penal, só elaboram leis que Imagem5os ajudam em certos casos quando são flagrados praticando corrupção ou locupletando-se por causa dos cargos que estão ocupando.
Enquanto isso o Brasil não consegue sair da crise econômica e política que atravessa. Vizinhos, Venezuela e Colômbia, ameaçam fazer guerra por causa da ação despótica do ditador venezuelano Nicola
Nicolás Maduro que não consegue governar seu próprio país como acontece aqui no Brasil. E o Meio Ambiente é quem paga o pato, lá detonaram tantas bombas incendiárias que queimaram centenas de hectares de mata amazônica e proibiram a imprensa até de fazer fotos. Isso é uma ignomínia!
Aqui na região uma equipe de televisão flagrou funcionários de uma usina de açúcar tentando incendiar no canavial, fato que hoje é proibido e contribui muito para aumentar o efeito estufa.
Outro ambientalista foi assassinado de tocaia numa área de preservação ambiental na região amazônica do Estado do Maranhão. A mulher do ambientalista morto continua internada, mas fora de correr risco de morte.
É o ônus da dedicação que nos cobram por protegermos o Meio Ambiente para que o Planeta tenha uma possibilidade de continuar servindo de moradia para todos os seres viventes, inclusive o humano.
Outro assunto que chamou a atenção nas últimas 24 horas foi a recondução do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que, mesmo, tendo sido sabatinado por senadores que foram denunciados por ele na Operação Lava Jato, foi aprovado para mais um mandato. Menos mal.
Pior para a presidente Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer que, ainda têm dois processos em andamento e que num futuro não tão distante, poderão cassar seus mandatos e dar uma chance para outros políticos mais capacitados e íntegros assumirem o timão deste navio chamado Brasil que está ainda em mar revolto e sem destino.
O velho seringalista Sissi e o filósofo Zé Praxedes, que estão na fronteira da Calha Norte com a Venezuela, informaram que nossas fronteiras continuam desprotegidas por serem longas e nossas forças armadas deveriam fazer sua vigilância. Ai a Santa Tambura, que hoje está séria e triste por causa da do assassinato do colega maranhense, perguntou: “Se o Exército pode ficar mais de ano protegendo as favelas no Rio de Janeiro, lutando contra traficantes, por que não proteger nossas fronteiras na Calha Norte, onde nossas riquezas continuam sendo pirateadas livremente?”
Por que as coisas não caminham como deveriam nesse país? Quem souber mande informações, por favor. Vou! Fui! Inté
Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contato P\Palestras: 17- 99186-7015.

PROTEGER A AMAZÔNIA É PRECISO

Venho afirmando há décadas, que para proteger o planeta, é preciso primeiro proteger a maior biodiversidade do mundo, a floresta Amazônia e também seus povos tradicionais. Estes vivem dela e a protegem porque sabem que sem ela, suas existências também correm riscos de serem extintas.Estão sempre procurando destruir suas riquezas naturais que saem pelos milhares de quilômetros desguarnecidas de suas fronteiras.
Além disso, temos também como inimigos naturais que ajudam a depredá-la, roubá-la, saqueá-la, muitos dos servidores federais dos principais órgãos que estão lá na Calha Norte para protegê-la e não para ajudar em em sua extinção.
Anos atrás realizei um trabalho investigativo como jornalista e descobri uma grande rede de corrupção na BR-230, a Transamazônica, na região da cidade amazonense de Humaitá. Servidores do IBAMA E FUNAI, em conluio com empresários desviavam milhares de toras com Projetos de Manejo falsificados, o mesmo que aconteceu agora e, felizmente, também foram novamente presos pela briosa Polícia Federal. POR ISSO INSISTO EM DIZER: DESMATE ZERO JÁ! Vou! Fui! Inté!

Uma estória história sobre os feitiços dos botos (2ª Parte)

boto

Zé Maria continuava bravo com os botos que estavam comendo os peixes que ele e seus companheiros  esperavam pescar para o jantar de suas famílias. Ele não se conformava com isso: dizia quase aos gritos que não iria embora do meio do cardume e que continuaria pescando no meio dos botos.

Um dos amigos mais chegados disse-lhe para deixar para o dia seguinte e pediu que ele voltasse para a ilhota de areia no meio do Madeira para continuarem a jogar bola com uma pelota velha e puída, mas que fazia a alegria dos jovens nativos da região.

Mas Zé Maria estava possessivo, fora de si e os amigos em várias outras canoinhas, de madeiras voltaram para a ilhota de areia e, foram jogar futebol alegremente, mas não tiravam os olhos do amigo que continuava pescando no meio do cardume de botos e também não parava de gritar palavrões contra os animais.

De repente um dos amigos do jovem enfurecido percebeu que alguma coisa não estava bem com o jovem que de pé no meio de sua canoinha, esbravejava e fazia movimentos estranhos com os braços e abaixava a cabeça e a erguia repentinamente e gritava continuamente com os botos. Notaram que o jovem começou a tirar a roupa e ficou nu como vieram ao mundo.

Preocupados, meia dúzia dos amigos em duas canoas das maiores que lá estavam, se dirigiram até onde estava  Zé Maria e ficaram preocupados com o amigo. Nu, mais bravo que siri na lata, não parava de gritar palavrões contra o cardume de botos que, agora nadavam em volta de sua canoa.

Vendo que o amigo perdera a razão, pularam para dentro de sua canoa e tentaram pegá-lo, mas ele estava envolto numa gosma como a que envolve os peixes de couro, só que era em maior quantidade. Como não conseguiam segurá-lo, um dos amigos lembrou aos demais de ir pegar uma rede para envolvê-lo e assim, poderiam levá-lo para o postinho de Saúde da comunidade de Assunção e medicá-lo.

Com a rede, Zé Maria foi envolvido nela  por seis companheiros que usaram muita força, mas conseguiram levá-lo para a Unidade de Saúde local onde a enfermeira da localidade, Maria de Oliveira, lhe aplicou uma injeção de Decepam para acalmar o jovem nativo da região que fora enfeitiçado pelos botos. Zé Maria foi levado para o Hospital de Base de Porto Velho, o terceiro do Brasil e, lá ficou internado no setor de psiquiatria para ser tratado.

A cura de Zé Maria demorou meses e contou com o carinho dos amigos e da família do senhor Valdemar Vieira, cuja filha a enfermeira que o atendera em Assunção, agora estava trabalhando como enfermeira no Hospital de Base na capital e lhe dedicava mais tempo e carinho.

Depois de curado e já em sua casa na localidade de Assunção, o jovem contou aos amigos numa rodada de assados com farinha e bebidas, onde estavam presentes também algumas das famílias da periferia, festejando a volta do jovem. Ele contou o seguinte:

Quando estava no meio do cardume de botos, muito irritado por eles estragarem a sua pescaria, gritou para que uma bota pulasse para dentro de sua canoa para transar com ela. De repente ele notou a traseira de sua canoa afundar e quase ir a pique, olhou para trás e viu duas lindas jovens de corpos esculturais,  nuas, sorridentes, muito parecidas uma com a outra, convidando-o com gestos de suas mãos para ir até elas e disseram que foram mandadas ali para namorá-lo, satisfazer seu desejo e depois levá-lo para as profundezas do rio Madeira. Desse instante em diante, disse o jovem, não me lembro de mais de nada, apenas vocês me socorrendo e a Maria me aplicando uma injeção que me fez apagar de vez.

Certo dia Zé Maria foi até a casa da dona Ritinha Pretinha para se benzer e, assim que ele sentou à sua frente, a benzedeira lhe disse que iria lhe contar um fato e que era para ele não “mangar” (tripudiar ou gozar) da cara dela, gíria da Amazônia.

Quando o jovem ia saindo para ir embora, acompanhado de sua mãe, e chegaram na soleira da porta de taipas, Dona Pretinha lhe disse novamente para ele não mangar mais dos botos, porque eles realmente tem poderes sobrenaturais e que os humanos descendem deles, mas desconhecem seus verdadeiros poderes.

Quando Zé Maria e sua mãe estavam já para sair pela porta, dona Pretinha perguntou ao  jovem:

– Você sabe quem eram as duas moças que subiram à sua canoa e o convidaram para namorar?

– Não sei não dona Pretinha, a senhora sabe?

Sei sim, meu filho, são as duas gêmeas da Mundoca, que morreram com ela no naufrágio quando elas ainda estavam no ventre materno naquela noite de Natal!

Esta é uma história verdadeira, acredite se quiser!  A Santa Tambura e o seringalista Sissi se arrepiaram, porque eles conhecem bem as lendas da linda e exuberante floresta da

Amazônia.Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamasonia39@gmail.com Bloog: https:\\kfouriamaasonia.worpress.com – Contato P\palestras: 17-9981-7015.

Uma estória sobre os feitiços dos botos (Parte I)

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Como já não aguentamos mais falar ou ver a mídia relatando o caos político e econômico que atravessa o Brasil, resolvi escrever outra estória do meu livro “Amazônia Incrível, suas Lendas Contos e Mistérios”, pois assim, não vamos alterar nosso nível de adrenalina no sangue.

Essa é uma historia para ser levada a serio, pois me foi contada por pessoas serias, que vivenciaram os fatos, e fazem parte da família do senhor Valdemar Vieira e dona Maria Vieira de Carvalho, tem advogados, enfermeiras e outras pessoas de curso superior, mas que viviam naquela época no interior da floresta amazônica onde tinham seringais e postos de revenda de produtos de primeira necessidade que revendiam para os ribeirinhos.

Esse fato se passou nas proximidades da Ilha de Assunção, no Rio Madeira, abaixo de Porto Velho, capital de Rondônia. Era noite de véspera de Natal e a casa do seu Valdemar estava cheia de amigos e vizinhos das localidades próximas. Todos comiam e bebiam esperando a chegada de Natal para comemorarem o nascimento do menino Cristo.

Entre os convidados do senhor Valdemar estava o casal Justino Honorato e Raimunda de Souza, mais conhecida por Dona Mundóca com uma leva de quatro filhos sendo o maior com 10 anos. Mundóca estava grávida de gêmeos e o parto estava bem próximo segundo ela. Após comemorar a chegada do Natal, dona Mundoca começou a sentir as dores do parto  e pediu para seu

marido ir preparar a canoa que ela queria dar à luz em casa, era para ele também pegar no caminho a velha parteira da região, dona Ritinha Das Dores, uma velha tão enrugada como jenipapo maduro e que tinha uma enorme verruga no nariz. Mas era boa parteira, já tinha, falaram os conhecidos, apanhado mais de mil crianças pelas barrancas dos rios amazônicos.

Apesar da insistência do seu Valdemar para que passassem a noite ali e chamassem a parteira, eles insistiram em partir. Seu Honorato e dona Mundóca e os quatro filhos menores teriam que subir o velho Madeira umas duas horas antes de chegar em casa já  com a parteira à bordo.

A família subiu o rio rente à margem como fazem todos os ribeirinhos para não cansarem muito, afinal, rente a margem não há correnteza. Mas esta foi a última vez que viram a família do seu Honorato e dona Mundoca. Simplesmente desapareceram. Deram parte na Policia em Porto Velho, mas os bombeiros em vários dias de busca não encontraram nada que pertencesse à família.

A Polícia prendeu um caboclo chamado Índio Biluca, que era desafeto do seu Honorato e que sempre afirmava que virava Boto ou Onça para dava fim aos seus desafetos. O advogado e professor, filho do seu Valdemar Vieira afirmou ao repórter que Biluca era realmente índio, tinha os dedos dos pés separados e como pés de pato, mas sempre era amável e prestativo com todos os vizinhos ou estranhos que chegavam â localidade. Biluca tinha um álibi perfeito para esta noite, estava na casa de outra família esperando a ceia de Natal.

Dona Ritinha Da Dores, a benzedeira vizinha dos Vieira, muito conhecida também na região pelas benzições que também  fazia partos, disse que foram os botos ou uma cobra grande que virou a canoa do seu Honorato e dona Mundóca, quando eles passavam pela embocadura do igarapé do Mururé, lugar muito piscoso e onde morava uma cobra grande. Mas era também o lugar onde, a rapaziada da Ilha do Assunção, e das barrancas vizinhas, iam pescar no verão, e brincar de bola nas praias de areias finas e brancas que surgiam no meio do lendário Rio Madeira. Afinal jovens naquela idade são como todos os outros de qualquer lugar, sempre se acham invencíveis e imortais.

Cerca de doze ou treze rapazes de idades que variavam de 13 a 20 anos, estavam em quatro canoas na praia de areia no meio do rio, brincando de jogar bola e, de vez em quando, iam até a entrada o igarapé do Mururé, olhar as redes que deixaram armadas para ver se tinham caído algum peixe nas redes.

Quando os jovens chegaram perto de um cardume de peixes que estavam indo em direção às suas redes, apareceram vários botos que foram pra cima do cardume de peixes das espécies de curimatãs, pacus e sardinhas que os meninos esperavam cair nas suas redes e que iriam servir de jantar para eles e suas famílias. Adeus Jantar! Foi o jantar dos botos!

Muito irritado, o jovem José Maria de Souza, que tinha 20 anos na época, gritou enfurecido na direção dois botos:

— Esses f.d.p. não podiam caçar em outro lugar? Eu queria que uma bota pulasse aqui dentro da minha canoa para ver como é bom me namorar! Os outros rapazes tentaram acalmar o rapaz e lembraram que os botos são encantados e cheios de mistérios e poderiam fazer algum mal para ele. E o jovem, enfurecido, continuou esbravejando contra os botos…  CONTINUA  – Kfouriamazonia39@gmail.com Contatos P\palestras: 17-99186-7015 – Bloog: https\\kfouriamazonia.worpress.com

Onde está o futuro?

Dilma

Depois dos protestos de domingo não vejo perspectiva a curto prazo para o brasileiro respirar. Atualmente, ele vive como peixe em lagoa ou rios poluídos, com falta de oxigênio. Respira pouco e nada tem para comer, o rio está secando, está assoreado, está morrendo a nascente, porque a mata ciliar foi derrubada pelo bicho homem que tirou a madeira para vender e fazer casa bonita na cidade.

Depois dos protestos de domingo, realmente o analista ou o cientista político que tiver uma varinha mágica, vai poder traçar um futuro para o Brasil. Promissor ou não. Mas vai tentar fazer.

Os novos marqueteiros vão inventar meios estrambóticos aos novos políticos, e estes irão querer traçar novos rumos, inventar meios para criar coragem para pedir votos novamente à massa ignara. Vão querer trocar novamente pererecas, telhas, receitas, tampas de panelas de pressão em troca do voto.

Têm caras de paus, que compram votos somente com a metade da cédula do dinheiro, se eleito ele dá a outra metade. Brasileiro só vai aprender quando for alfabetizado, tiver cultura e vergonha de vender o voto por um salário família que escraviza as mentes mais desprotegidas da cultura e dos meios trabalhistas.

Como plotei ontem à noite no meu blog, nem eu, nem os cientistas políticos, jornalistas especializados, nem o espírito de Alberto Einstein ou o de Platão, nesse momento pelo qual passa o Brasil, teria uma solução imediata para baixar os juros, a inflação, fazer a indústria crescer novamente, recontratar os milhões de operários que foram para a rua e não tem comida para alimentar suas famílias, nem dinheiro para pagar a conta da água que não chega às torneiras, pois não existe, da luz que a Dilma mentirosa diz que vem abaixando o preço desde o ano passado, mas sobe todos os dias, nem da carne para pobre  comer, a não serem os ossos para fazer sopa que o açougueiro distribui gratuitamente e, daí por diante, a coisa ainda fica mais braba mesmo.

Não falam dos descalabros que passa o Nordeste e nem o Norte por causa das obras inacabadas no Velho Chico, em Cuiabá, em Rondônia, Manaus  e alhures, tudo ainda com dinheiro do PAC 1. Imagine o que será do dinheiro do PAC 3, o que o PT não fará?

São conjeturas caso o PT consiga reverter o quadro caótico que colocou o país na atualidade. Nenhum país europeu nos jornais de ontem acreditavam ou davam um centavinho sequer de crédito para dona Dilma Rousseff governar o Brasil.

Imaginem agora quando tudo é possível se fazer por causa da Operação Lava Jato. O Lula e o resto da quadrilha que ainda não foram presos, mas que poderão ser trancafiados juntamente com o Eduardo Cunha e o lunático senador Collor de Mello.

A rainha da Petrobras, senhora Dilma Rousseff pode  deixar o governo por causa de um impeachment. O Congresso Nacional ser fechado por causa de um desacordo total e se tornar palco de um ringue onde seus parlamentares que, a bem da verdade, só têm uma ideologia, a da locupletação.

O seringalista Sissi, o filósofo Zé Praxedes e a minha doce Santa Tambura torcem por minhas ideias derem certo, caso contrário… O jeito é continuar pescando traíras e piranhas nos igarapés da nossa linda Amazônia. Se isso não der…

Quero sentar lá na praça, para ver a banda passar falando coisas de amor…

Quero ir num parque verde para ver e ouvir risos e gritos de crianças brincando alegremente…

Quero ver casais de idosos sentados um banco na praça, de mãos dadas e sorrisos nos lábios lembrando tempos felizes…

Quero ver professores ensinando seus alunos com sorrisos nos lábios e suas casas abastecidas…

Quero ver alunos educados desde casa e dando alegria aos seus pais e aos mestres…

Quero ver o policial andando tranquilamente nas ruas sendo saudado pelos cidadãos e seus filhos…

Quero ver um Brasil com políticos éticos, honestos e com verdadeiras ideologias…

Chega de trambicagem, corrupção e falta de Justiça…

Vou! Fui! Inté!

 

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com –  blog https:kfouriamazonia.worpress.com  – contatos para palestras: 17-9981-7015

como será o futuro do brasil em tempo real?

Penso que o Brasil está com seu futuro tão distante quanto o Sol está da Terra.
Não vejo o Zé Povinho se alimentando…
E tampouco seus rebentos…
Não vejo a indústria crescer…
Só vejo o operariado perder o emprego…
Não vejo comida na mesa do pobre…
Nem pão e leite…
Carne muito menos…
Não vejo luz no final do túnel…
Não vejo ninguém dando dizimo nas igrejas…
Mas vejo o Edir Macedo pedindo para seus bispos apertarem os fieis…
Só vejo o crime se avolumando…
As escolas vazias…
Os professores sem receber…
A polícia também…
A merenda não tem para fazer…
Vejo o Brasil dentro de um navio à deriva…
E nenhum comandante para salvá-lo..
Nem ratos vai ter neste navio pra pular…
Estão todos no Congresso Nacional…
Todos vão juntos abandonar o navio à deriva!
Vão morrer abraçados…
Mas não vão largar o osso não!
Vou! Fui! Int´!

Não há exceção, o Brasil quer mudanças já!

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O que vimos neste domingo foi o exercício da plena democracia e também o repúdio nacional que o povo brasileiro demonstrou de Norte a Sul, de Leste a Oeste, que não aguenta mais o governo de Dilma Rousseff, o PT e o senhor Lula da Silva. Se pudesse o povo brasileiro os mandaria para Bagdá ou para um Oasis no meio do Saara.

Foi uma verdadeira aula de democracia do povo brasileiro, sem confrontos, sem ordem de palavras contra os cidadãos petistas, mas apenas contra o que representa hoje no cenário brasileiro os representantes políticos radicais desse partido que não querem largar o osso, ou fazem ouvidos de moco.

O povo espoliado, faminto, exaurido, que teve sua dignidade tirada todos esses anos de governo petistas, não suportou mais e foi às ruas do país todo pedir o impeachment der Dilma Rousseff e que o senhor Lula da Silva desapareça de vez do cenário. Ou pelo menos, ele seja levado para a mesma cela em que está seu ex-ministro Zé Dirceu, aliás, até roupa de presidiário o Zé povinho deu a ele neste domingo.

No entanto, o estilista que fez a roupa de presidiário do Lula, deve ter copiado a roupa que os Irmãos Metralhas, personagens  do saudoso Walt Disney, vestia os inimigos mortais do Tio Patinhas. Mas tudo bem, a carapuça serviu.

Lá em Garanhuns, a cidade pernambucana onde Lula nasceu, um cabra da peste foi pra rua com uma peixeira de quase um metro de tamanho e, disse solenemente: “aqui este cabra da muléstia não pisa mais não, sinão eu corto os bagos dele.” “Num percisa mais não homi, aquilo só tá lá de infeiti, respondeu outro conterrâneo enraivecido do ex-presidente.”

A Santa Tambura se “arrupiou,” como se fala na Amazônia, o seringalista Sissi, disse que os cabras machos de Garanhuns ainda estão residindo lá, não migraram não e, o filósofo Zé Praxedes, muito pensativo, tem outras ideias a respeito deste domingo.

Para início de conversa ele se lembrou da megalomania de Adolf Hitler, mas depois ponderou o seguinte: o que o alemão tinha na barriga é o que Lula tem no lugar dos neurônios. E a batatinha dele já está quase assada pelo mestre cuca Sérgio Moro que não tá perdoando ninguém, caiu na sua rede tá em cana.

Tenho certeza que este juiz gostaria que as leis fossem mais severas, afinal, foram feitas pelos congressistas que legislaram em causa própria e, agora estão se beneficiando delas.

A mídia internacional deu destaque aos acontecimentos aqui no Brasil. A maioria diz que o país está ingovernável, a presidente Dilma não pode ser tirada do Poder devido às leis, mas também não pode governar porque perdeu o poder de administrar. A sua popularidade, diz um jornal europeu, o Francês Le Figaro: “o partido dos Trabalhadores perdeu a união dos partidos da aliança que dava a maioria ao governo no Congresso Nacional e, este se dividiu e o país ficou ingovernável”. E o povo está sofrendo com a falta de governabilidade e bom senso dos políticos que presidem o Congresso Nacional. Está tudo rachado e falando em línguas da Torre de Babel.

Outros jornais europeus afirmaram que a Operação Lava Jato vai demorar muito, no entanto analistas brasileiros afirmaram que há material suficiente para levar a presidente ao impeachment assim que o TCU e o STF julgarem as contas e as pedaladas fiscais da presidente.

Outra situação constrangedora está para acontecer, o procurador da República Janot vai apresentar as denúncias contra o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, e contra o senador Fernando Collor, que foi presidente da República e foi vítima de impeachment.

A mesma situação que estão pedindo para a atual presidente Dilma Rousseff. Depois disso, o futuro da política brasileira ficará incerto e ninguém sabe o que acontecerá, acreditam os especialistas.

Uma coisa a presidente Dilma soube: nas regiões que votaram nela na última eleição e a elegeram, hoje nela não tem voto nem para elegê-la a gari de Prefeitura, nada contra os garis, pelo contrário, estamos livrando a cara deles de maus elementos. É o ônus do que o povo cobra para quem engana, mente, rouba, deixa roubar e ainda não sabe administrar o dinheiro do contribuinte.

E ainda permite que empresários, executivos, políticos e servidores formem uma imensa quadrilha, maior que a do famoso ladrão mitológico Ali Babá e seus 40 ladrões.

A manifestação de domingo foi uma unanimidade de desgosto que a nação brasileira mostrou aos governantes e políticos, sindicalistas e adeptos do Partido dos Trabalhadores que já tiveram tempos melhores. O futuro está nas mãos e nas ações dos homens que pensam que são bons brasileiros. Assim pensa minha Santa Tambura e eu também. Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – blog https://kfouriamazonia.wordpress.com/ – Contatos para palestras: 17-99186-7015.