Gasodutos, quanto custaram para o país?

Um delegado da Polícia Federal, porta-voz da Operação Lava Jato, disse na mídia televisiva que a corrupção no Brasil está endêmica, em fase de metástase. Para nós que militamos há décadas na imprensa, passamos por vários terremotos e furacões políticos, realmente ele tem razão.

Entretanto, esse câncer foi diagnosticado muito tarde, deveria ter sido há pelo menos no início do primeiro governo civil, depois do período dos militares. Mas cientistas políticos e jornalistas especializados afirmam que os primeiros sintomas desta doença terrível na política brasileira, começaram realmente com a volta da democracia.

No entanto, ninguém até hoje não especificaram em que governo. Todavia, alguns dos entendidos disseram que acreditam que toda essa armação dentro da Petrobras já estava institucionalizada desde o primeiro governo civil. Era questão de tempo para ela explodir.

E ela explodiu! E quem vem pagando o pato são todos os brasileiros que pagam impostos que são usados pela administração pública, mas que não dá nada em troca.  Ela tem ido até agora parar no ralo da corrupção. Com razão, esta arrecadação serve de enriquecimento ilícito, para maus servidores públicos, políticos e grandes empreiteiras. Assim disse Zaratustra, que foi coadjuvado pela minha querida Santa Tambura que vive lá nos peraus da minha pirateada Amazônia.

O delegado federal, que atua na Lava Jato tem razão: a corrupção no Brasil é endêmica mesmo. Eu diria que se tornou uma instituição oficializada no Governo Federal com a volta da democracia, só que os governantes que se utilizam dela, estão com os dias contados. Faltam ideologia e patriotismo neste país, além de uma democracia com responsabilidade.

Pelo contrário, sem sofismas algum, podemos afirmar que corrupção no Brasil pode-se descobrir diariamente, basta pesquisar e encontrá-la.

Segundo o filósofo Zé Praxedes, um ex-araponga que foi do extinto Serviço Nacional de Informações – SNI – teria lhe confessado que se a Polícia Federal ou a Procuradoria Geral da União investigassem as construções dos gasodutos, outros escândalos viriam à tona.

Só para exemplificar, o SNI foi criado em 13 de junho de 1964, através da lei 4.341 pelo general Golbery do Couto e Silva e encerrado em 1990, pelo lunático ex-presidente e atualmente senador da República Fernando Collor de Mello, que recentemente teve vários carros de luxo apreendidos por não vir pagando seus impostos. Com certeza ele vai se ferrar na operação Lava Jato que o teria denunciado, mas cujo processo corre em segredo de Justiça por ele ser senador da República.

Em 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso instituiu a ABIM – Agência Brasileira de Inteligência – que funciona na atualidade, mas que segundo especialistas, carece de mais contingente especializado e equipamentos técnicos, para garantir um trabalho eficiente na era cibernética, que já vivemos. Dizem que ela falhou feio, não identificando a escuta clandestina dos Estados Unidos nos telefones do Planalto e no celular da presidente Dilma Rousseff (PT).

Pois bem, voltando ao contato feito com o ex-araponga, que vive em Manaus, e que sabe das coisas, a construção do gasoduto Coari-Manaus foi iniciada em 1977, mas o interessante, é que somente em 2001 é que foi solicitada a autorização de construção para alteração do projeto original.

Segundo o ex-araponga, esta autorização nova de construção visava alterar a fluidade de gás natural para GLP. Do poço a Coari, o gasoduto foi construído sob 278 quilômetros de florestas abatidas, e, em cujo leito, se perdeu milhões em equipamentos e acidentes estruturais. De Coari a Manaus, são mais 500 quilômetros.

A pergunta do ex-araponga é a seguinte: valeu a pena a construção do gasoduto, que teve vários aditivos financeiros até ele enviar os primeiros metros cúbicos de gás natural para a capital manauara? Atualmente ele produz 6.860.000 de metros cúbicos. Será que sua produção vai pagar os custos da  obra? E o superfaturamento, quem vai pagar a conta? E os aditivos foram necessários e para que serviram? 

E, o ex-araponga do extinto SNI, mas eficaz na época dos militares, pergunta novamente: quanto o governo de Lula (diga-se o Brasil) perdeu no repasse da refinaria da Petrobras, na Bolívia? E quanto custou a polêmica construção do gasoduto Bolívia-Brasil?

Não sei, e tampouco o seringalista Sissi me confidenciou dizendo que “nesta tuba tem gato”, também não sei e acredito que nem os brasileiros. Uai, eu não sabia que o Sissi sabia tocar Baixo Tuba, será? Enquanto isso, a eficiente Polícia Federal vai levantando novos escândalos… Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – blog https://kfouriamazonia.wordpress.com/ – Contatos para palestras: 17-99186-7015.

 

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