Uma estória sobre os feitiços dos botos (Parte I)

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Como já não aguentamos mais falar ou ver a mídia relatando o caos político e econômico que atravessa o Brasil, resolvi escrever outra estória do meu livro “Amazônia Incrível, suas Lendas Contos e Mistérios”, pois assim, não vamos alterar nosso nível de adrenalina no sangue.

Essa é uma historia para ser levada a serio, pois me foi contada por pessoas serias, que vivenciaram os fatos, e fazem parte da família do senhor Valdemar Vieira e dona Maria Vieira de Carvalho, tem advogados, enfermeiras e outras pessoas de curso superior, mas que viviam naquela época no interior da floresta amazônica onde tinham seringais e postos de revenda de produtos de primeira necessidade que revendiam para os ribeirinhos.

Esse fato se passou nas proximidades da Ilha de Assunção, no Rio Madeira, abaixo de Porto Velho, capital de Rondônia. Era noite de véspera de Natal e a casa do seu Valdemar estava cheia de amigos e vizinhos das localidades próximas. Todos comiam e bebiam esperando a chegada de Natal para comemorarem o nascimento do menino Cristo.

Entre os convidados do senhor Valdemar estava o casal Justino Honorato e Raimunda de Souza, mais conhecida por Dona Mundóca com uma leva de quatro filhos sendo o maior com 10 anos. Mundóca estava grávida de gêmeos e o parto estava bem próximo segundo ela. Após comemorar a chegada do Natal, dona Mundoca começou a sentir as dores do parto  e pediu para seu

marido ir preparar a canoa que ela queria dar à luz em casa, era para ele também pegar no caminho a velha parteira da região, dona Ritinha Das Dores, uma velha tão enrugada como jenipapo maduro e que tinha uma enorme verruga no nariz. Mas era boa parteira, já tinha, falaram os conhecidos, apanhado mais de mil crianças pelas barrancas dos rios amazônicos.

Apesar da insistência do seu Valdemar para que passassem a noite ali e chamassem a parteira, eles insistiram em partir. Seu Honorato e dona Mundóca e os quatro filhos menores teriam que subir o velho Madeira umas duas horas antes de chegar em casa já  com a parteira à bordo.

A família subiu o rio rente à margem como fazem todos os ribeirinhos para não cansarem muito, afinal, rente a margem não há correnteza. Mas esta foi a última vez que viram a família do seu Honorato e dona Mundoca. Simplesmente desapareceram. Deram parte na Policia em Porto Velho, mas os bombeiros em vários dias de busca não encontraram nada que pertencesse à família.

A Polícia prendeu um caboclo chamado Índio Biluca, que era desafeto do seu Honorato e que sempre afirmava que virava Boto ou Onça para dava fim aos seus desafetos. O advogado e professor, filho do seu Valdemar Vieira afirmou ao repórter que Biluca era realmente índio, tinha os dedos dos pés separados e como pés de pato, mas sempre era amável e prestativo com todos os vizinhos ou estranhos que chegavam â localidade. Biluca tinha um álibi perfeito para esta noite, estava na casa de outra família esperando a ceia de Natal.

Dona Ritinha Da Dores, a benzedeira vizinha dos Vieira, muito conhecida também na região pelas benzições que também  fazia partos, disse que foram os botos ou uma cobra grande que virou a canoa do seu Honorato e dona Mundóca, quando eles passavam pela embocadura do igarapé do Mururé, lugar muito piscoso e onde morava uma cobra grande. Mas era também o lugar onde, a rapaziada da Ilha do Assunção, e das barrancas vizinhas, iam pescar no verão, e brincar de bola nas praias de areias finas e brancas que surgiam no meio do lendário Rio Madeira. Afinal jovens naquela idade são como todos os outros de qualquer lugar, sempre se acham invencíveis e imortais.

Cerca de doze ou treze rapazes de idades que variavam de 13 a 20 anos, estavam em quatro canoas na praia de areia no meio do rio, brincando de jogar bola e, de vez em quando, iam até a entrada o igarapé do Mururé, olhar as redes que deixaram armadas para ver se tinham caído algum peixe nas redes.

Quando os jovens chegaram perto de um cardume de peixes que estavam indo em direção às suas redes, apareceram vários botos que foram pra cima do cardume de peixes das espécies de curimatãs, pacus e sardinhas que os meninos esperavam cair nas suas redes e que iriam servir de jantar para eles e suas famílias. Adeus Jantar! Foi o jantar dos botos!

Muito irritado, o jovem José Maria de Souza, que tinha 20 anos na época, gritou enfurecido na direção dois botos:

— Esses f.d.p. não podiam caçar em outro lugar? Eu queria que uma bota pulasse aqui dentro da minha canoa para ver como é bom me namorar! Os outros rapazes tentaram acalmar o rapaz e lembraram que os botos são encantados e cheios de mistérios e poderiam fazer algum mal para ele. E o jovem, enfurecido, continuou esbravejando contra os botos…  CONTINUA  – Kfouriamazonia39@gmail.com Contatos P\palestras: 17-99186-7015 – Bloog: https\\kfouriamazonia.worpress.com

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