Brasil, um país de patos?

 

patos

O Brasil está parecendo uma nave perdida no cosmos, sem rumo, sem tripulação. O cosmonauta piloto desapareceu num buraco negro, e a nossa grande nave que já foi majestosa, pode acabar colidindo com uma estrela como o sol e derreter em suas lavas incandescentes. E o que será dos patos, seus habitantes? Ué, disse a Santa Tambura lá dos confins da minha amada Amazônia, não somos nós que pagamos o pato? Pelo menos não é o que o Paulo Skaf diz?  Então, vamos pagar o pato novamente, já fizemos com Sarney e com Collor. É ou não?

O Nézin Manguaça, que ta lá nas areias brancas do Balneário do Belmonte, em Porto Velho, saboreando as águas do Madeirão e as caboclas morenas da Amazônia, mandou dizer depois da terceira garrafa de manguaça:  “com tanto avião caindo pelo mundo, por que o da bela senhora não sofre pane”? Menos Nézim, menos… vá curtindo as morenas ai e deixa a política para o Ali Babá e sua tropa lá do Congresso Nacional.

Aliás, a política no Brasil tá fedendo tanto que nem urubu chega perto, por isso, não dá pra dizer que a presidente Dilma está no seu bico. Ainda mais agora com o aumento da gasolina e óleo diesel. Se a lenda do nariz que cresce quando se conta uma mentira, lembrando do fictício Pinóquio, a presidente Dilma Rousseff já estaria usando tromba de elefante (aliá), né não?

O dólar continua subindo tanto quanto a cesta básica, assim como os impostos e a carne e demais alimentos que enchiam o bucho do Zé Povinho. O Filósofo Zé Praxedes afirmou que gosta de liberdade de pensamento e de expressão, mas que só disso o brasileiro não vai sobrevier, não, e pede ajuda pra Deus e o Satanás para os políticos brasileiros acharem um rumo, nem que for o caminho que os levem para os raios que os partam, lá onde estão o Joaquim e o Manuel. Arre égua! Praxedes, tu tá pior que o príncipe Maquiavel?

Aliás, falando em Maquiavel, me faz lembrar a presidente Dilma, ela dá com uma mão e tira com a outra.  Deu tanto ministérios para aliados e agora, nesse reajuste para não perder a presidência, quem era não é mais, e deu para os novos do PMDB seu maior aliado e que tem como seu vice o Michel Temer, cacique deste partido que abocanhou o Ministério da Saúde e o da Infraestrutura e, querem mais: é o tal de “ou dá, ou desce”.

Mas o tal de dar ou tirar vai contra a filosofia do príncipe Maquiavel que era contra o sistema de governos dar e depois tirar. Por causa desse imbróglio todo, foi que ela colocou um psiquiatra para comandar o Ministério da Saúde. Se não der certo o psiquiatra, ela chama um Pai de Santo. Ai vai resolver o Brasil e, ele não vai mais se chocar com o sol e nem derreter como sorvete no calorão do Saara.

Reformas ministeriais mal elaboradas e em número insuficiente, adequadamente políticos e conchavos com partidos de oposição para ter maioria no Congresso Nacional, não vão tirar o Brasil do lodo em que ela e o PT nos colocaram.

O que vai ajudar a tirar o Brasil do fosso é o governo aprender a ser ético e moral, cortar despesas com jatinhos, carrões com motoristas e diárias polpudas para quem não viaja, acabar com 90% de cargos comissionados, menos helicópteros, prédios públicos, gastar menos água, luz, cafezinho e até papel higiênico, se puder. Enfim, gastar menos até com promessas que nunca cumpriu. Quem disse isso foi o seringalísta Sissi, lá dos cafundós da pirateada e desguarnecida Amazônia Legal Brasileira. Seremos todos nós filhos de um país habitado por patos? Já somos vítimas de tiro ao alvo? Quem viver verá! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

Ligaram o liquidificador com o Brasil dentro

liquidificador

 

Agora é que ninguém acredita que no final do túnel tem uma saída ou uma luz para o Brasil escapar desse imbróglio que o governo Dilma Rousseff, PT, colocou a sétima maior economia do mundo.

Especialistas internacionais e nacionais estão para rebaixar outra vez a nota de seriedade de nossa economia. Na realidade atual, a administração conseguiu colocar o Brasil num liquidificar e o ligou na maior velocidade que é para não deixar resquícios do que foi este país gigante.

Na abertura da sessão da ONU, a senhora Dilma só faltou suplicar para as demais nações virem ao Brasil, em estado de emergência, aplicar seus dólares em nossos cofres esvaziados pela sua má administração em conluio com maus aliados, e gente do próprio partido. Sua peroração foi pífia e não levada a sério.

Lembrou o sábio seringalista lá dos confins da depredada Amazônia, que juntaram todos os políticos do Executivo e do Legislativo e os colocaram para construírem outra Torre de Babel. Como ninguém se entendeu, ela ruiu e caiu por terra. Bela apologia meu guru… Até minha querida Santa Tambura o aplaudiu!

Sobre o Meio Ambiente, tanto ela quanto os presidentes americano Obama e o russo Putin, sofismaram e de imediato provaram que nada irão fazer para diminuir o degelo, acabar com o efeito El Ñino e o efeito Estufa. A China e Rússia mal tocaram no assunto. Só falaram sério em torno de guerras e ditaduras que usam as armas fabricadas pelas suas nações. Dilma prometeu que até 2035 acabará o desmate na Amazônia.

O filósofo Zé Praxedes, que mora lá onde o coronel perdeu os coturnos, nos cafundós da maior floresta tropical do planeta, mandou dizer aos meus parcos leitores, que até 2035, não restará um só pé de pau em pé, (acho que ele quis dizer árvore) ainda mais tendo como ministra da Agricultura a senadora Katia Abreu, do PMDB, filha do Tocantins, mas que derrubou mais da metade de tudo quanto era verde por lá, para implantar agricultura e pecuária. Ela sim, não pode ver pau verde em pé.!

E essa ministra sinistra ainda tem como aliados outros dois que não podem ver pau em pé na Amazônia, o ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggie e, o atual ministro Aldo Rabelo, da Ciência e Tecnologia que, quando ministro do Meio Ambiente, mandou diminuir a largura das matas ciliares em todos os rios do Brasil. Em Santa Catarina diminuíram 15 metros de mata ciliar, que já era pequena e, mataram milhares de olhos d’águas que abasteciam os riachos.

Quem quiser conhecer a Amazônia do jeito em que ela está aproveitem o momento, pois seu futuro é incerto. Como é incerto também o que irá acontecer amanhã na política do Brasil, após o retorno ontem de Nova Iorque da presidente Dilma.

O PT está mais desacreditado que estelionatário atrás das grades. Até políticos do próprio partido e uma fundação que faz parte dele, criticaram severamente a atual administração. O maior aliado, o PMDB, tá mais rachado que o chão ressequido do árido nordestino.

Para piorar a situação de Dilma, o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), também está mais sujo que pau de poleiro de tucano, isso para não falar do presidente do Senado Renan Calheiros, também do PMDB, que  está no bico do urubu e, ambos podem ser processados a qualquer momento na Operação Lava Jato. As próximas 24 horas terão momentos memoráveis na política brasileira.

A presidente terá que acalmar a gregos e troianos do Congresso Nacional quando chegar o momento de fatiar o bolo dos ministérios. O PMDB rachado, o PT não querendo largar o osso, a presidente necessitando urgentemente agregar todos seus aliados e desafetos sob suas asas para tentar construir uma situação política econômica e sólida, se quiser continuar pilotando este grande navio que está à deriva em mar revolto.

O Congresso Nacional reflete o que aparece no espelho. Divergências em alto nível em todos os partidos, deputados xingando colegas de oposição e, usando de palavrões, mesmo estando ao vivo na mídia televisiva. O PSDB atacando como abelha africana no horário político, como se no partido só existisse santinhos. Preste atenção leitor, a jurupoca vai piar nas próximas 48 horas. Vai mesmo! Ligaram ou não o liquidificar com o Brasil dentro? Pobre Zé Povinho chorou a Santa Tambura! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. < kfouriamazonia39@gmail.com>Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-9918670-15.

E tem gente que não acredita em feitiçaria

 feitiçaria

 

Como a política nacional está fervendo, a Operação Lava Jato sendo operada por ministros e políticos que não querem ver seus nomes envolvidos e a presidente está voltando de Nova Iorque onde discursou na ONU, neste artigo vou continuar a contar causos da minha amada Amazônia. Política e pizza se fundem mesmo na atualidade brasileira, pelo menos histórias educam e confundem as mentes dos incrédulos e fascinam os que acreditam, no fundinho de nossos cérebros, também tememos o desconhecido.

Este fato se passou em meados de 80, quando o governo militar construiu a BR-319 que liga Porto Velho a Manaus, as capitais de Rondônia e Estado de Amazonas, respectivamente. Esta construção foi a mais cara da história mundial. Ela foi refeita umas quatro vezes. A terra para o suporte do leito carroçável era tratada a quente e viajava em caçambas uns 500 quilômetros até o local onde seria usada.

A Região Amazônica é plana e baixa, é também muito alagadiça. Por isso o 5° BEC – Quinto Batalhão de Engenharia do Exército – para fazer a base da estrada, usava colocar no leito sacas lacradas de cimento para construir uma base sólida e, que depois de solidificada, era coberta por aterro, cascalho, brita e a camada de asfalto para concluir. O trabalho do BEC era muitas vezes superior à das empresas privadas, que faziam outros trechos da rodovia.

Uma empresa de ônibus pioneira no Território Federal de Rondônia era a Viação Mota, que ia até São Paulo passando por Porto Velho e Cuiabá. No “inverno amazônico” a viagem durava um mês de Porto Velho a Cuiabá, devido os atoleiros.

O ônibus que fazia a linha até Manaus era dirigido por dois motoristas, o Mário e o Joaquinzão. Este era um homem de meia idade, alto e forte, sempre alegre, mas sem desconfiômetro algum. Não sabia quando uma brincadeira estava agradando ou não, mas ia até o fim mesmo que os ouvintes não gostassem. A BR-319 chega numa localidade chamada Careiro e, dali até Manaus os veículos são obrigados a seguirem numa balsa enorme.

Certo dia o ônibus do Joaquinzão já estava dentro da balsa e parado para a travessia, quando ele notou na parte traseira do ônibus, uma velha índia agachada ao lado de uma bacia com água e vários peixes matrixãs que ela descamava. Joaquinzão percebeu que ela estava com a cabeça na frente da saída do escapamento e disse pra si mesmo, que iria dar um susto na velha índia.

Sem medir as consequências, foi até a direção, sentou no banco do motorista e pedalou várias vezes o acelerador e ligou o motor. Foi um estrondo enorme que jogou fumaça muito preta e com violência na cabeça da velha índia, que caiu ao chão.

Os passageiros riam pra valer da velha, e Joaquinzão ria tanto, que saia lágrimas de seus olhos e segurava a barriga, tal era seu prazer com a desgraça da velha senhora índia. Esta se recompôs  e falou várias palavras num dialeto indígena que ninguém entendeu, e tanto Joaquinzão quanto os demais continuaram a rir dela.

Quando o ônibus ligou o motor para atracar no Careiro, pois ia para Porto Velho, a velha foi até a porta e falou para Joaquinzão que estava no volante: “esta foi a última maldade que o senhor fez na vida, seu moço.” Joaquinzão não deu bola para a velha, riu bem alto acelerou o ônibus  se mandando a toda velocidade pela rodovia. Ele e Mário se revezavam no volante, quando um cansava, o outro pegava ao volante.

Já dentro da balsa, que fazia a travessia do lendário rio Madeira, na periferia de Porto Velho, Joaquinzão estava no volante quando sentiu dores lancinantes no peito e, antes que recebesse qualquer socorro do colega e dos demais passageiros, morreu no chão do corredor do ônibus que dirigia com mórbido prazer. Todos que ouviram as palavras da velha índia passaram a acreditar em feiticeiras. Esta história é verdadeira, podes crer! Acredite se quiser! Vou! Fui! Inté!

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Fatos misteriosos na floreta amazônica

Mapinguari

 

Se há uma lenda na Amazônia que passa de geração para geração é a do lendário Mapinguari. Segundo os índios, ribeirinhos e caboclos, ele tem uns três a quatro metros de altura, tipo humanóide, corpo peludo, mas com carapaças no peito que parecem cascos de tartaruga. Diz a lenda, que ele quando zangado, ataca os homens e mata com as mãos a caça que vai lhe alimentar.  

Tiago de Melo em seu livro “Mormaço na Floresta” diz que o Mapinguari é o duende mais poderoso da floresta, considera-se o dono da mata. A narração de agora em diante foi verídica, dela além de mim, participou meu saudoso amigo capitão PM Brasil que faleceu há dois meses em Porto Velho em sua cama, em sua casa como ele desejava. O capitão Brasil foi um bravo delegado de polícia à moda antiga, um pacificador de rincões do antigo Território Federal de Rondônia, hoje um dos estados mais pujantes da federação brasileira.

Também faz parte da estória o atual governador rondoniense dr. Confúncio Moura que, na época morava numa cabana de tábuas e coberta de palhas na cabeceira da pista de pouso de Vila Velha de Ariquemes, juntamente com seu irmão Nobel Moura, também médico oriundos de Goiânia. Brasil foi um bravo delegado, pacificador do outrora Território Federal de Rondônia.

Certo dia estava eu na delegacia da velha Ariquemes, quando entraram  dois senhores  carregando a reboque um jovem de uns 30 anos, de quase dois metros, louro, forte, cabelos longos desalinhados e muito suado, com a roupa grudada ao corpo. Os olhos esbugalhados e não falava coisa com coisa. Estava totalmente em choque, catatônico, por isso chamei o capitão Brasil e este mandou deitar o jovem numa cama de cimento em uma das celas vazias.

Imediatamente mandei chamar o dr. Confúncio Moura para atendê-lo. O médico e hoje governador de Rondônia, depois de duas vezes deputado federal, aplicou uma série de injeções no jovem cujos documentos diziam que ele era gaúcho de Lagoa Vermelha. O rapaz parece ter voltado ao normal por uns raros minutos e disse que no acampamento onde ele e mais uma dezena de companheiros faziam uma derrubada, aconteceu algo estranho e todos estavam mortos. Logo em seguida ele voltou ao estado de choque e o médico mandou que o levasse para o Hospital São José, de Porto Velho. E Assim foi feito.

No dia seguinte o capitão Brasil, eu e os soldados Zé Bala e Trindade localizamos o acampamento descrito pelo jovem gaúcho, uns 15 quilômetros selva a dentro, fora da BR e, todos ficamos horrorizados e sentimos as pernas tremerem quando  vimos um quadro dantesco.

Quatro ou cinco barracos estavam amassados como se um pé gigantesco pisasse e amassasse todas as cabanas. Havia pedaços de corpos por todos os lugares do acampamento. O mais tétrico de tudo isso, era que os mortos pareciam frangos assados e despedaçados com as mãos, como se desmembrassem as asas, as pernas, os pescoços e as cabeças, sem sinais de facas ou qualquer outro tipo de armas.

O capitão Brasil falou com alguém em Porto Velho, via rádio que um soldado carregava nas costas e que tinha uma antena de uns três metros, acho que com seus superiores ou com membros do Exército Brasileiro, pois eu achei estranho as ordens recebidas. Fotografamos tudo com uma máquina russa que eu tinha, marca Laica, coberta de couro. E o capitão Brasil, depois de gastar dois rolos de filmes não a me devolveu mais. Abrimos valas e enterramos todos os pedaços de corpos humanos sem identificá-los e ficamos proibidos de comentar e, eu de fazer uma matéria que poderia ser de nível nacional ou, quiçá, mundial.

Na volta, fiquei na antiga Ariquemes, só o tempo de tomar banho no Hotel Mara, do seu João Piauí, e pegar meu Fuscão 72 e voar para Porto Velho, ainda com o estômago embrulhado. Queria ver, conversar e fotografar o jovem gaúcho de Lagoa Vermelha, no Hospital São José. Narrei tudo aos meus superiores no jornal O Guaporé e fui aconselhado a seguir as ordens das autoridades, mas me deram uma máquina nova e fui ao hospital entrevistar e fotografar o jovem gaúcho.

Fui recebido pela Dona Helena, diretora que me liberou e mandou um enfermeiro me acompanhar até o quarto onde estava o jovem gaúcho, que escapou da matança na floresta. Sabem como o encontramos no quarto do hospital? De joelhos, enforcado com seu próprio cinto amarrado na maçaneta da porta e a língua de fora e todo roxo. Foi assim que eu o fotografei e fiz a matéria na editoria policial do extinto jornal O Guaporé.

Aqui de São José do Rio Preto-SP, eu e minha esposa falamos com o capitão Brasil e sua esposa. Ela disse que ele estava em estado terminal e não podia falar. Mas quando soube que era eu, insistiu e com voz rouca e forçada falou emocionado comigo e eu idem. Ele falou para minha esposa que depois de sua morte, eu poderia contar nosso segredo.

Pronto meu querido amigo e capitão Brasil. O segredo não existe mais! Terá sido o Mapinguari? Só Deus deve saber! Vou! Fui! Inté!

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Dilma viaja e dá calote provisório ao PMDB

Dilma na onu

 

 

Pois é, a ONU salvou momentaneamente a pele da presidente Dilma Rousseff, depois que ela conseguiu com ajuda do seu aliado e vice, Michel Temer, do PMDB, aprovar 26 dos 32 vetos que mandou ao Congresso Nacional na última terça-feira, cuja sessão terminou na madrugada de quarta. Foi uma decisão aflitiva para a presidente. Ela apostou no tudo ou nada.

Até ai tudo parecia tranquilo para a presidente, alívio para seu coração e para seus apaniguados petistas e aliados. Inclusive os de última hora que, através do famoso troca-troca de favores, a apoiaram e ela saiu fortalecida, prometendo passar ao seu maior aliado, o PMDB, os ministérios da Saúde e o da Infraestrutura.

Ai a jurupoca piou. Todo mundo, inclusive o Nézim Manguaça, quer um ministério desses, afinal são os dois que mais movimentam reais na federação brasileira. Mas antes de resolver, porque há aquela historia antiga dos coronéis de barranco: “se der os anéis, terás que levar os dedos também”. Simplificando, ninguém quer perder os dedos. Que se vão os anéis!

Dilma saiu à francesa, pegou seu jato e foi para Nova Iorque discursar na ONU onde, pretende mostrar ao mundo capitalista lá representado, um leque de opções comerciais e fazer promessas para eles voltarem a aplicar na bolsa brasileira. Ela que já se sentia como uma vedete à moda antiga, provavelmente esqueceu, que no mesmo dia, o Papa Francisco, também vai discursar na ONU e ela só terá ouvidos moucos na hora do seu discurso apelativo.

Ela agiu como qualquer indivíduo que adia um problema grande a ser resolvido e se manda, pensando que na sua volta,  terá acontecido um milagre e resolvido sua questão. E faz como a avestruz que, na hora do perigo, corre ou enfia a cabeça num buraco para não ver o que está acontecendo ao seu redor, mas deixa o corpo descoberto para seu predador.

Acontece que, como já disse em artigo anterior, me lembrou o culto seringalista Sissi, lá das entranhas verdes da Amazônia, que o PMDB e até opositores, votaram a favor dos vetos da presidente esperando em troca as fatias mais gordas do bolo.

E, não foi porque morrem de amores por ela. Na verdade, alguns congressistas menos sórdidos que outros, outros até patriotas e honestos, a maioria todavia apoiou os vetos, porque a situação política e econômica do Brasil não permite mais ao governo cometer erros de modo algum.

Não esqueça caro leitor, que a maioria dos brasileiros quer o impeachment da presidente, sobre isso, até o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, na noite de ontem cometeu uma gafe ao abordar os pedidos da oposição sobre esse tema. É o roto falando do rasgado!

Caso faça isso novamente, a balbúrdia estará instalada e sistematizada no Congresso Nacional. Vamos continuar no fim do poço e, não vai ter corda e nem caçamba capaz de tirar esta grande nação vilipendiada, saqueada e esquartejada por maus políticos de onde estamos todos.

Enquanto Dilma está tomando um “refresco” político em Nova Iorque, aqui no Brasil tudo continua como Dantes no Quartel de Abrantes e, quem pode, já comprou passagem somente de ida para Passagardas. Inclusive o filósofo Zé Praxedes e sua amada Santa Tambura. Ah, ia me esquecendo, o Zaratustra também afirmou que vai embora pra lá. Arre égua! Quem vai apagar a luz então? O brasileiro que sobreviver de enfarte do miocárdio até terça ou quarta-feira, vai ver o corre-corre novamente no Mercado Persa de Brasília, ferver outra vez. Ah, vai mesmo!

Enquanto isso os crentes oram, os católicos rezam, os umbandistas batem no batuque e os ateus fazem contas, mas tudo para melhorar a política e a economia de uma nação que já foi uma das maiores do planeta e que hoje, como já disse antes, está à deriva como um navio sem leme ou um passista no sambódromo, sem lenço e sem documento.

Imaginem os bons nacionalistas que tiveram o privilégio de conhecer, até mesmo através da história, homens como Ruy Barbosa, o nosso Águia de Haia, os estadistas de peso como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Magalhães Pinto, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e, por que não dizer até do presidente militar João Batista Figueiredo que proporcionou o retorno da democracia ao Brasil? Como se sentem? Qualquer um deles diria que seria bem melhor do que todos que vieram depois deste último, com certeza! Né, não? Vou! Fui! Inté!

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Nem Governo e Congresso lembram o Meio Ambiente

queda da água

 

Acredito que diante do assédio do toma lá dá cá, entre Governo Federal e Congresso Nacional, dos 32 vetos pedidos e a maioria aprovada pelos senadores e deputados federais, nenhum tinha nada a ver com o Meio Ambiente.

Lembrou o seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, que a ministra Katia Abreu, o ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi e o ex-ministro do Meio Ambiente Aldo Rabelo, hoje na Ciência e Tecnologia, devem ter exultado por isso. Nada foi pedido em prol do Meio Ambiente.  Sinal que em pouco tempo não vai haver uma árvore em pé na Amazônia.

Recordou o filósofo Zé Praxedes, que não é a primeira vez que falo neste tema, os três políticos formam os mosqueteiros do mal. O negócio deles é diminuir a mata ciliar, derrubar floresta para pecuarista, graneleiros e empresas de minerações. São estas atividades que enchem sacolas com dólares que ficam escondidas por aqui, ou são enviadas para paraísos fiscais, lembrou minha querida Santa Tambura.

Tampouco a presidente Dilma Rousseff se liga na preservação da maior floresta tropical do planeta que fica encravada na Calha Norte brasileira. Aliás, pelo andar do andor, nem reza brava vai salvar a biodiversidade da bela e luxuriante Amazônia se, a Volkswagen mundial, com sede em Berlin, na Alemanha, mostrou ao mundo como se burla o Meio Ambiente usando tecnologia de ponta para enganar tecnologia de ponta. Pegou mal para uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.

Se as grandes empresas nacionais e internacionais recebem royalties para a compra de gás carbono, como pode uma das maiores empresas mundiais criar programa supermoderno para burlar a lei internacional?

Estamos vendo diariamente catástrofes provocadas pela mãe natureza que está cobrando o ônus do seu mau uso pelo homem. São incêndios e secas onde nunca houve, chuvas, raios e granizo onde também não havia registro anterior, terremotos, chuvas ácidas, áreas da Amazônia virando novos saaras aqui e acolá.

Tempestades de areia cobrindo países inteiros como a China, Marrocos e até países da Europa? Os rios do sudeste brasileiro assoreando como o São Francisco, cidades cujos prefeitos fazem apenas obras de infraestrutura e elefantes brancos com cimento e ferro e esquecem de comprar a merenda da escola…

Como pode um governo de uma rica nação estar tão quebrado como o Brasil? Como pode uma nação omitir a proteção da maior biodiversidade mundial, que fica em seu território? Que país é este? É o mesmo país das prefeituras que não planejam o Meio Ambiente, não constroem parques verdes ou plantam árvores para minorar o calor de seus munícipes? Isso é uma ignomínia! Vou me embora pra Passagardas…

Só falta este governo petista não pagar os aposentados e pensionistas do INSS e ainda cobrar impostos deles e não repor perdas salariais de quem trabalhou quatro décadas ou mais para construir uma das mais ricas e saqueadas nações do planeta terra. Aí diz o Nézin Manguaça, que não vai beber nunca mais, o imposto da bebida alcoólica vai estar tão alto e fazer ele se transformar num abstênico… Ufa! Até que enfim meu amigo… Pelo menos uma boa notícia!

Enquanto isso, o dólar vai batendo no real de goleada, o desemprego e a inflação cada hora que passa tira a comida da boca do trabalhador. A Operação Lava Jato está sendo sacaneada por forças ocultas, o degelo e o calor são realidades que podem acabar com a raça humana. Tudo bem, foi ela quem quis assim… Vou! Fui! Inté!

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Congresso vira mercado persa e Dilma respira aliviada

presidente

 

 

Desde a conturbada crise que passamos com Sarney e Collor de Mello, nos idos de 80 e 90, que não passávamos por outra de dimensões tão iguais ou pior. Já está cansativo falar que a presidente Dilma Rousseff e seu Partido dos Trabalhadores, estão, mais perdidos que nave brasileira no espaço sideral. Pois é, quem já viu uma nave brasileira singrando o espaço sideral?

Acreditem mesmo, pois nem eu e tampouco minha maravilhosa Santa Tambura lá das úmidas florestas da pirateada Amazônia brasileira em seus 1.750 quilômetros desguarnecidos e pirateados diariamente, acreditamos. Algum brasileiro viu uma nave nacional subir? Claro que não! Quanto mais perdida no infinito do cosmo!

Quem tá perdida por lá deve ser a presidente Dilma que negocia com o capeta e Deus ao mesmo tempo para se manter no Poder. Mas acredito que no Congresso Nacional, Deus não entra não!

Aliás, na noite de quarta para quinta, quando Dilma resolveu arriscar tudo no plenário, ela agiu como se estive no antigo mercado persa, aceitava e negociava por tudo e com todos. Prometeu e cumpriu. Em troca do Ministério da Saúde, os dissidentes do PMDB se uniram novamente e o desacreditado Congresso Nacional manteve o maior número de vetos da presidente e, nem chegou a analisar o pedido de aumento salarial do Judiciário, cujos funcionários lotaram o plenário e forçavam os deputados e senadores a aprovarem o pedido deles.

Mas o mesmo não chegou a ser analisado, deputados e senadores mantiveram 26 vetos dos 32 enviados pela presidente, incluindo o que barrou  a alternativa ao fator previdenciário. Os congressistas afirmaram já na madrugada que não há data para a retomada da votação.

No entanto, as medidas tomadas pelos congressistas, totalmente não ideológicas, mas sim mercadológicas, vai ajudar a presidente Dilma se manter no cargo e melhorar um pouco a crise em termos internacionais.

Acredito que vai demorar um pouco mais para sermos rebaixados novamente pelas agências de riscos internacionais. Até o sábio seringalista Sissi, lá das entranhas do seu seringal respirou um pouco mais aliviado, mas não consegue vender os precatórios que recebeu pela desapropriação de suas terras.

Aliás, sobre o impeachment da presidente, um deputado petista chegou a afirmar que a votação pode servir de espelho para o caso de pedidos sobre impeachment, porque o Congresso Nacional deu provas de que ela ainda pode unir todos os congressistas em torno de sua administração para tentar tirar a vaca atolada do brejo.  Quem viver verá! Filosofou Zé Praxedes que estava ontem em Belém do Pará, no Ver o Peso, saboreando um delicioso tacacá

Mesmo com o dólar ultrapassando a barreira dos quatro reais, a inflação beirando os 10% e a taxa de desemprego ultrapassando também os oito por cento, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou a afirmar depois da votação que beneficiou os vetos presidenciáveis, que “a ficha está caindo”… Só se for a dele quanto ao seu pedido de demissão que já ensaiou algumas vezes.

Até o Nézin Manguaça, que estava sobrio ontem pela manhã, ponderou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve tomar canjinha com caldo de galinha, pois ela sim não faz mal à ninguém. Sabedoria natural dos bebuns, que de vez em quando têm um rasgo de lucidez?

O único, dizem os cultos, que sabe escrever certo por linhas tortas, é Deus. Será o Nézin um anjo e eu não sábio? Arre égua! Faca, Facão, Farinha, Jabá! Se benzeu o Mundinho, lá na caatinga nordestina onde procurava água pra matar a sede dele e da família, já que a construção do rego de cimento que o Lula iniciou no rio São Francisco, não consegue terminar, apenas piorou a situação. O São Francisco está assoreado e pode desaparecer, dizem os ambientalistas, assim como a floresta amazônica se não tiver uma lei que decrete: desmate zero já!

Enquanto o mercado persa, aliás, o Congresso Nacional, trabalhou uma vez de verdade este ano, a crise no Brasil vai batendo os recordes das crises de Sarney que pendurou as chuteiras, e a de Collor de Mello que é senador da República e está para ser cassado de novo por corrupção.

Quando o brasileiro vai aprender a votar? Não sei. Perguntem ao Pelé! Quem souber que o diga. E agora vem mais um partido ai, a REDE, da senhora Marina Silva, que teve a inscrição homologada pela Justiça Eleitoral. Realmente o país tem que arrecadar mais para manter agora 34 partidos, todos sem ideologia política, mas todos com ideologia monetária. E o Zé Povinho, óh! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.