Fim da picada, começo do precípio?

 indio

 

O caro leitor sabe o que é uma picada? É claro que sei que vocês sabem o que pode ser uma picada. Mas a que desejo explicar está meramente ligada ao momento político em que o Brasil e seu povo passa em termos de situação econômica e política.

A apologia que pretendo fazer e passar à minha meia dúzia de leitores é a real situação pela qual passamos todos nós que habitamos este país continental encontrado por acaso pelo navegador português Pedro Alvarez Cabral, em 1.500, quando este país ainda era habitado por 19 milhões de indígenas. Era, isso é passado, hoje não chegamos a dois milhões de nativos originais.

Acredito que naquela época, quando ainda a cultura europeia não havia dizimado nossos irmãos vermelhos, a vida deles era bem melhor que a do confinamento e exclusão em que vivem hoje a meia dúzia de gatos pingados que tentam sobreviver de Sul ao Norte do país.

Pois bem, deixando de sofismar sobre o passado, a situação política e econômica dos governos petistas, desde o início deles, não souberam administrar a herança deixada pelos antecessores desde Itamar Franco, quando deram o começo do Plano Real e Bolsa Família. Tanto Lula quanto sua sucessora, com administrações populistas, ideias insanas e falaciosas, enterraram o futuro promissor que este barco tinha, antes de ser colocado a pique por eles.

Em termos de política moderna, administração voltada à realidade e sem corrupção, os atuais mandatários brasileiros estão num beco sem saída. E tampouco conseguem fazer seus aliados ajudarem a encontrar uma luz no final de um túnel.

Mal sabem eles que se não colocarem bons mateiros pra fazer a picada, irão encontrar no final desta que estão tentando construir, um tremendo precipício onde cairão toda a comitiva da equipe de agrimensores. E explico por que.

O governo da presidente Dilma mandou ao Congresso Nacional um projeto do Orçamento Financeiro no valor de 30,5 bilhões de reais negativo para ser aprovado para o ano que vêm. É uma situação “sui generis”. Simplesmente um Orçamento baseado em números negativos, isto é, sem previsão orçamentária real daquilo que se espera com certeza quanto o país vai arrecadar. É ou não, uma situação “sui generis”? E se não arrecadar, vamos cair no precipício sem dúvida.

O sábio seringalista Sissi e seu amigo o filósofo Zé Praxedes, lá dos confins da diariamente pirateada Amazônia, mandam um recado, querem consertar o relógio? Chamem um autêntico relojoeiro suíço e não o vice-presidente Michel Temer (PMDB), este, também está mais perdido que mateiro na selva em dia de tempestade.

Até minha amada e espevitada Santa Tambura, depois de um lual na praia Negra em Manaus, e ainda grogue por causa dos gorós que tomou a noite inteira, sabe mais que o vice de Dilma.

O governo petista quer administrar o ano que vem, na base da adivinhação. Como eles querem passar o projeto Orçamentário para 1916 com saldo negativo, seria a mesma coisa que perguntar a uma feiticeira se ela sabe quanto o país vai arrecadar e quanto vai gastar. Isso é uma ignomínia!

E olhem bem que isto pode acontecer, pois temos no Cone Sul o pior dos congressos nacionais, se duvidar, perde até para o do louco presidente venezuelano Nicolás Maduro. Arre égua! Assim vou mimbora pra Passagardas!

Somente à guisa de recordação, a economia brasileira está sendo a que menos arrecada na América do Sul, talvez empatada com sua maior parceira em desastre econômico, a Argentina.

A solução? Quem a forneceu foi o pajé Miratinga dos Uru Eu Uau Uau, lá das selvas rondonienses: encontrem um bom mateiro pra fazer a picada, caso contrário vão cair no precipício mesmo!

E aja escândalo de corrupção, se não bastasse a Lava Jato, diariamente, aparecem mais homens públicos com caras de pau, tentando estatizar até nos meios televisivos, a corrupção em prefeituras e câmaras de vereadores.

Temos que modificar as leis urgentemente, ou triplicar o efetivo da Polícia Federal, caso contrário, os mafiosos do mundo inteiro virão morar no país onde se faz de conta que a lei funciona. Enquanto isso, o presidente da Câmara Federal, que prega oposição ao governo, viaja de classe especial com comitiva para nada aos Estados Unidos e, ainda com uma comitiva a tiracolo. Quem paga a conta? Os imbecis de nós que votamos neles! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazonia.worpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

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