Um dia sonhei um porvir risonho

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Como brasileiro, lembrei-me de um dia perdido lá na minha infância, aqui mesmo, na minha bela e altaneira Rio Preto. Quando cantávamos o hino brasileiro no pátio da escola e, depois o hino da Independência, já na sala de aula, eu sentia um puto orgulho da pátria onde havia nascido e, lágrimas vinham aos meus olhos de emoção.

Belos tempos, muitas emoções, vasta fartura na mesa, educação de primeira, professores que viviam com dignidade e jovens que entravam para a faculdade realmente alfabetizados. Depois já no ginásio, no IEMG, que na época era famoso como colégio e mais parecia uma faculdade.

Ali prendi latim com o saudoso professor Ricieri, francês com a professora Anita, geografia como também saudoso professor Serrinha, o diretor Trefílio, a professora de música de sobrenome Gandini, muito rígida por sinal. Estudávamos sérios, mas fazíamos brincadeiras sadias nos recreios.

Dentro da sala de aula havia respeito, silêncio e concentração nos estudos. O Instituto de Educação Monsenhor Gonçalves, já parecia uma faculdade de tão competente que era seu corpo docente e discente também.

Ali sonhávamos um porvir risonho, um futuro promissor e, hoje há homens importantes não só aqui, mas no Estado e no País, de políticos e profissionais de várias áreas, que saíram daquelas salas de aulas onde se alfabetizava, educava e ficavam preparados para enfrentar o mundo e alfabetizar outras crianças.

Hoje, os tempos são outros, nas salas de aula não há respeito com os professores, os alunos são maus educados, filhos de pais separados, drogados, ou irresponsáveis. É claro que temos muitas exceções. Ainda há pais responsáveis, mas a evolução demográfica, aliada a governos incapazes de administrar a educação com seriedade, colocou o Brasil nos últimos lugares no índice da UNESCO, órgão da ONU que controla e mede essa situação em nível mundial.

O Brasil está lá na rabeira, no bico do urubu, diz minha desolada Santa Tambura lá dos cafundós da Amazônia.

As crianças de hoje já aprendem a teclar celulares, computadores e toda parafernália eletrônica ainda no ventre da mãe. Depois quando vai para a escola, está cheio de vícios que faz com que não aprendam a escrever e a ler com desenvoltura como fazíamos desde os primeiros anos de escola em nossa época.

Quem paga o pato são os mestres de hoje que convivem com policiais militares em salas de aulas, ou fazendo palestras, ou acalmando os ânimos da garotada ou levando-os para a Delegacia da Criança e do Adolescente. A diretora vai pra delegacia fazer o BO.

Alguns desses menores são até levados para a Fundação Casa e ficam confinados como carneiros em apriscos, porque, na verdade, os nossos códigos estão ultrapassados e o Judiciário precisa ter novas leis, se realmente quiser tratar o assunto menor, com mais eficiência.

E volto a repetir, mas leis que não sejam feitas por congressistas, mas sim por juízes, delegados, promotores e ministros aposentados. Estes sim, dominam a jurisprudência, têm tempo de militância e sabem o que se deve fazer.

Na atualidade, os professores e outras classes de profissionais remunerados pelo Estado, como policiais, médicos e administrativos, estão com seus salários atrasados ou defasados, há muitas greves em universidades e escolas públicas praticamente no país inteiro paralisadas, o que inviabiliza a educação e a torna retrógrada. Isso é uma ignomínia!

E agora vem o governo aumentando impostos, penalizando a classe trabalhadora, as indústrias, os aposentados, querendo recriar a famigerada CPMF para pagar o rombo do roubo praticado por maus servidores e gente do partido do próprio governo?

Enxugar a máquina e levar a sério a administração o governo não quer. Sabem quando a Operação Lava Jato vai acabar? Diz o seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, que nunca! E sabem o que disse o famoso ladrão que vive numa caverna lá no Saara, desde as Mil e Uma Noites, o Ali Babá? Que teria vergonha de roubar no Brasil, só se fosse para doar o butim para os pobres das periferias.

Durma com essa dona presidente Dilma. A senhora que prometeu várias coisas boas e somente praticou ações ruins para todos nós que agora vamos pagar a conta mais uma vez! Quero ver a senhora tirar a vaca atolada do brejo! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-991886-7015.

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