A política é a mesma, apesar da crise corrupção evolui

Collor 2

Encontrei ontem um recorte de um artigo que escrevi no dia 08 de outubro de 1990 no jornal “O Guaporé” de Porto Velho, capital de Rondônia, onde passei grande parte de minha vida como funcionário público federal e jornalista atuante nos principais jornais daquele promissor estado da federação.
Na data acima descrita, lá no jornal da Calha Norte, eu falava sobre a crise política e econômica que passávamos desde o governo Sarney e depois com o desastre administrativo do até hoje lunático senador Collor de Mello.
Por muito menos do que acontece hoje, Collor de Mello foi sacado da Presidência da República através de um impeachment que podemos afirmar, foi relâmpago.
A crise que vivemos hoje é muito maior em escala nacional ou mundial. Nada se compara com o impeachment de Collor de Mello que, na verdade, o Congresso só o cassou por causa de um automóvel modelo Elba que ele ganhou de presente. O resto que provocou sua cassação, foi realizado pelo clamor público.
A UNE naquela época agia como deveria agir até hoje, sem cor partidária e atuar contra os princípios pelas quais ela foi criada, ou seja, defender os ideais democráticos, éticos e pela moralização. E, não sendo ocupada para servir de trampolim político como atualmente. Falta o arrojo dos caras-pintadas!
A corrupção no Brasil é endêmica, cancerosa e, se não fosse a Justiça e a Polícia Federal, ela teria corroído todo o patrimônio nacional de modo geral. O PT teria vendido até a capital da República. Por isso tivemos as operações Mensalão, Petrolão e agora a Operação Lava Jato que, nesta segunda-feira, condenou o ex-secretário nacional do PT, João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, por corrupção e lavagem de dinheiro a 15 e 20 anos, respectivamente.
Falta ainda condenar vários outros integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), entre eles o ex-presidente Lula que, ainda assim, canta de galo, pensando que as tenazes da Justiça não o alcançarão. Ledo engano, a Justiça ainda vai ser feita para ele, e outros políticos, empreiteiros e servidores da empresa petrolífera brasileira surrupiada e estuprada. Que se cuidem aqueles aliados que mamam nas tetas da vaquinha de Brasília.
Enquanto o juiz Sergio Moro vai apertando as tenazes, condenando os vilões que levaram o Brasil à atual crise falimentar, a mídia vai mostrando as aberrações que existem hoje em nosso país. Está tudo parado como na crise de 90, só que nesta, Collor de Mello foi cassado à toque de caixa.
Na situação atual, nem a minha amada Santa Tambura, lá das entranhas da nossa saqueada Amazônia pode ajudar com seus milagres; por isso ela manda dizer, que a batatinha da senhora Dilma já está sendo assada na fogueira e, está quase no ponto de ser saboreada. Arre égua! Até o Nézin Manguaça, hoje quase sóbrio, se animou…
A presidente Dilma é insensível aos apelos populares e, para sair da crie econômica e política, que ela própria criou com sua nefasta administração, vive tentando conquistar a Deus e o diabo para salvar seu péssimo segundo mandato. Disse o sábio seringalista Sissi, que ela tá mais perdida que náufrago no mar das Tormentas.
Ora está mimando o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para ajudá-la a fazer as modificações, que tanto os aliados como os opositores, a sociedade de modo geral e a indústria brasileira desejam, para que o país possa sair desse túnel que não tem saída e nem luz em seu final, mas que foi feito a partir do primeiro mandato petista na nova democracia brasileira, pelo senhor Lula da Silva.
Ora ela claudica, pois ela não está fazendo as mudanças que todos brasileiros sabem ser necessárias, acredita que estará perdendo apoio de aliados que já pularam do barco em mar revolto por estar fazendo água. Diz o filósofo das selvas amazônicas, o Zé Praxedes que, mesmo sendo o jargão muito velho, ele ainda pode ser usado neste contexto, é aquele que diz que “quando o navio ameaça ir a pique, os primeiros a pular fora são os ratos”. Nada mais elementar, meu caro filósofo…
Ainda acredito que o melhor sistema de governo para nosso país, seja o parlamentarismo. Em caso de crise, se destitui o governo atual e promove novas eleições. Mas antes, só para terminar, nada resolve fechar somente 10 ministérios. Nada mudará, nada será economizado, tem que cortar a própria carne, governante tem que ter atitude, assim falou o senador Cícero da Roma antiga. Aprendam… Vou! Fui! Inté!
Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: http://www.ttps:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P|palestras: 17-99186-7015.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s