Dilma viaja e dá calote provisório ao PMDB

Dilma na onu

 

 

Pois é, a ONU salvou momentaneamente a pele da presidente Dilma Rousseff, depois que ela conseguiu com ajuda do seu aliado e vice, Michel Temer, do PMDB, aprovar 26 dos 32 vetos que mandou ao Congresso Nacional na última terça-feira, cuja sessão terminou na madrugada de quarta. Foi uma decisão aflitiva para a presidente. Ela apostou no tudo ou nada.

Até ai tudo parecia tranquilo para a presidente, alívio para seu coração e para seus apaniguados petistas e aliados. Inclusive os de última hora que, através do famoso troca-troca de favores, a apoiaram e ela saiu fortalecida, prometendo passar ao seu maior aliado, o PMDB, os ministérios da Saúde e o da Infraestrutura.

Ai a jurupoca piou. Todo mundo, inclusive o Nézim Manguaça, quer um ministério desses, afinal são os dois que mais movimentam reais na federação brasileira. Mas antes de resolver, porque há aquela historia antiga dos coronéis de barranco: “se der os anéis, terás que levar os dedos também”. Simplificando, ninguém quer perder os dedos. Que se vão os anéis!

Dilma saiu à francesa, pegou seu jato e foi para Nova Iorque discursar na ONU onde, pretende mostrar ao mundo capitalista lá representado, um leque de opções comerciais e fazer promessas para eles voltarem a aplicar na bolsa brasileira. Ela que já se sentia como uma vedete à moda antiga, provavelmente esqueceu, que no mesmo dia, o Papa Francisco, também vai discursar na ONU e ela só terá ouvidos moucos na hora do seu discurso apelativo.

Ela agiu como qualquer indivíduo que adia um problema grande a ser resolvido e se manda, pensando que na sua volta,  terá acontecido um milagre e resolvido sua questão. E faz como a avestruz que, na hora do perigo, corre ou enfia a cabeça num buraco para não ver o que está acontecendo ao seu redor, mas deixa o corpo descoberto para seu predador.

Acontece que, como já disse em artigo anterior, me lembrou o culto seringalista Sissi, lá das entranhas verdes da Amazônia, que o PMDB e até opositores, votaram a favor dos vetos da presidente esperando em troca as fatias mais gordas do bolo.

E, não foi porque morrem de amores por ela. Na verdade, alguns congressistas menos sórdidos que outros, outros até patriotas e honestos, a maioria todavia apoiou os vetos, porque a situação política e econômica do Brasil não permite mais ao governo cometer erros de modo algum.

Não esqueça caro leitor, que a maioria dos brasileiros quer o impeachment da presidente, sobre isso, até o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, na noite de ontem cometeu uma gafe ao abordar os pedidos da oposição sobre esse tema. É o roto falando do rasgado!

Caso faça isso novamente, a balbúrdia estará instalada e sistematizada no Congresso Nacional. Vamos continuar no fim do poço e, não vai ter corda e nem caçamba capaz de tirar esta grande nação vilipendiada, saqueada e esquartejada por maus políticos de onde estamos todos.

Enquanto Dilma está tomando um “refresco” político em Nova Iorque, aqui no Brasil tudo continua como Dantes no Quartel de Abrantes e, quem pode, já comprou passagem somente de ida para Passagardas. Inclusive o filósofo Zé Praxedes e sua amada Santa Tambura. Ah, ia me esquecendo, o Zaratustra também afirmou que vai embora pra lá. Arre égua! Quem vai apagar a luz então? O brasileiro que sobreviver de enfarte do miocárdio até terça ou quarta-feira, vai ver o corre-corre novamente no Mercado Persa de Brasília, ferver outra vez. Ah, vai mesmo!

Enquanto isso os crentes oram, os católicos rezam, os umbandistas batem no batuque e os ateus fazem contas, mas tudo para melhorar a política e a economia de uma nação que já foi uma das maiores do planeta e que hoje, como já disse antes, está à deriva como um navio sem leme ou um passista no sambódromo, sem lenço e sem documento.

Imaginem os bons nacionalistas que tiveram o privilégio de conhecer, até mesmo através da história, homens como Ruy Barbosa, o nosso Águia de Haia, os estadistas de peso como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Magalhães Pinto, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e, por que não dizer até do presidente militar João Batista Figueiredo que proporcionou o retorno da democracia ao Brasil? Como se sentem? Qualquer um deles diria que seria bem melhor do que todos que vieram depois deste último, com certeza! Né, não? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazoniaworpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

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