O que falta para mudar o Brasil?

Lula

Ex-presidente Lula da Silva

Diante do descalabro moral e ético que assisto impávido diariamente na mídia televisiva nacional, me sinto como Ruy Barbosa se sentiu antes de morrer. Vergonha de ser honesto e, quiçá, de ser brasileiro. Ao ouvir as desculpas esfarrapadas do presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, minha Santa Tambura, na plenitude de sua ingênua inocência silvestre, ergueu a saia para cobrir o rosto sem se lembrar que não vestia nada mais por baixo da saia. Arre égua! Ela descobriu um santo para cobrir outro, morou?

Mas tudo bem, minha meia dúzia de leitores entenderam. Já pensaram eles, se a Operação Lava Jato e a mais moderna, a Zelotes, forem concluídas eu vou então perguntar: “Vão ficar os réus  presos, ou detidos em suas casas, com tornozeleiras eletrônicas nas pernas, tomando vinho do Porto, comendo bacalhau e caviar russo, regado a um bom espumante francês?”

Quando os petistas vão dar conta que durante os seus dois governos, os cofres públicos foram surrupiados, roubados, vilipendiados desbragadamente por todos seus mandatários, sicários, filhotes, comadres e compadres, servidores e doleiros corruptos?

O seringalista Sissi, lá do seu seringal nos cafundós da Amazônia, perguntou se Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Collor de Mello, Lula e família, seus ex-secretários, noras, assessores, ex-ministros são todos anjinhos e se devemos rezar por eles, ou mandar um tonel de óleo de peroba para que, todos se lavem juntos com este material que está em extinção. Um tonel não basta meu irmão, aí da Calha Norte sempre surrupiada por falsos profetas de outras potências. Ela vai ter que replantar peroba e outras essências que são furtadas de nossa selva diariamente por nossas fronteiras desguarnecidas…

Agora, falando mais sério ainda, me perguntaram o que será que é o cúmulo da falta de vergonha neste país? Acertaram quem respondeu que é ter como presidente da Câmara Federal um deputado corrupto, mentiroso e tão falso quanto o senhor Eduardo Cunha. Ele manobra tão bem, que vai levando seu mandato empurrando com a barriga seus próprios pares e, jura de pés juntos que não tem contas secretas em bancos suíços.

Ai o filósofo Zé Praxedes, que já não suporta ouvir falar em Dilma, Lula, Rui Falcão, Berzoini, Vicentinho, Zé Dirceu, Genoino, Vaccari Neto, e tantos outros filhotes da corrupção petista que afundou esta rica nação, ainda vamos ter que conviver com mais uma grande patacada do presidente da Câmara Federal.

Pois esse filho de uma sucuri com arame farpado, que mais parece um porco espinho, não quer agora construir mais um prédio para os deputados federais, num custo de 400 milhões de reais? Para quê? Se o que queremos é reduzir para menos da metade o Congresso Nacional, tanto para termos mais governabilidade, quanto economia, fator que vai ocasionar e distribuir mais recursos para a saúde, escolas e segurança pública?

Até o Nézin Manguaça, que já estava trocando alhos por bugalhos, encostado num pé de sumaúma que lhe dava uma baita sombra, exclamou enfurecido: “Assim num dá ué, esse fio duma …. num pensa em nóis trabaiodôs?” Menos Nézin, menos…

Por outro lado, o pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau, lá também das selvas amazônicas retaliou: “Que pena que índio brasileiro canibal acabou faiz muito tempo, sinão ia cumê carne amaciada com vinho importado vindo lá de Brasília”. Cruz credo, “desconjurou” minha inocente Santa Tambura.

Sabem o que falta para mudar o Brasil? Se democracia e ditadura não resolveram, por que não mandar todos os políticos para habitar Marte e a Lua e deixar o povo trabalhador de verdade e a vontade, juntamente com os nacionalistas e acharem um jeito de governar sem lesar o próximo? Difícil, né, não? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri 0- jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: HTTPS:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

A Amazônia foi salva por quem?

selva

Li e não aprovei a reportagem de a revista Veja em sua edição 2448 de 11 de outubro recém-passado, em que o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy narra em sua pseuda, para mim, atividade em terras amazônicas desde 1965. Acho que são falácias e atividades em que ele almejava tudo, menos salvar a bela e luxuriante selva tropical mais admirada do planeta. A narrativa é uma bela matéria jornalística que revela a cobiça dos estrangeiros pela Calha Norte, é só prestar atenção nas entrelinhas.

Até minha Santa Tambura que tem somente dois neurônios, sabe desde priscas eras, que os norte-americanos nunca protegeram terras de ninguém, pelo contrário, invadem na força ou em contratos leoninos e, depois, tiram delas tudo que podem, desde madeiras de lei, ouro, diamantes, urânio, estanho, e compram a mídia mundial para dar a sua versão como verdadeira.

Quando cheguei na Amazônia, há 45 anos passados, para trabalhar, só com a cara e a coragem e, muita vontade de ajudar os povos tradicionais daquela bela e luxuriante selva verdejante, ela era chamada simplesmente de “inferno verde” como ele diz na matéria. Por que o biólogo estrangeiro não mandou um repórter brasileiro ir fazer “in loco” uma reportagem  para levantar os dados de sua manutenção sob a bandeira brasileira, desde a ocupação dela pelas Forças Armadas Brasileiras sob o pretexto de “integrá-la para não entregar”? A Calha Norte não foi internacionalizada como queria dona Margareth Thatcher, a ilustre Dama de Ferro que golpeou e derrotou a Argentina pela posse das Ilhas Malvinas, quando ainda era a primeira ministra da Grã Bretanha. Ela queria que o Brasil desse a Amazônia em troca da nossa dívida externa, simplesmente isso.  

O mundo inteiro queria tomar a Amazônia Brasileira, um jornal de Miami Beach, chegou a publicar na internet em meados da década de 80, o mapa do Brasil sem a Amazônia e, distribuiu cartilhas na sua rede escolar afirmando que a Amazônia pertencia a eles por direito devido sua ocupação por vários países que não tinham condições de preservá-la. Tanto eu quanto o seringalista Sissi ficamos furiosos e propaguei esta matéria na imprensa da Região Norte e em Brasília foi lida no Congresso Nacional. Estranho agora um biólogo que está usufruindo das benesses da floresta tropical mais furtada, roubada e saqueada do planeta, inclusive pelo seu país, vir posar de mocinho como se fosse o Indiana Jones ou o saudoso astro do faroeste John Waine.

 Perguntem aos índios e caboclos ribeirinhos se conhecem e o que acham desse biólogo e, se ele foi a Rondônia ou Acre fazer a defesa de suas matas, ou levar remédio e comida para os Povos Tradicionais das Florestas Tropicais?

É bom ficar dentro de uma tenda com ar-condicionado movido a grupo gerador. Mas eu simplesmente, dormia em redes amarradas nas árvores e peguei apenas 59 malárias e recebi uma extrema unção em 1974 feita por um padre camboniano, famoso em Porto Velho, pelas suas obras e que se chamava Padre Mário do Bairro Areal.

Eu e meus colegas jornalistas de Rondônia, todos correspondentes dos grandes jornais do sudeste, entre eles Montezuma Cruz, Lucio Albuquerque, Jorcêne Martinez e tantos outros, defendíamos o Nortão na mídia, com unhas e dentes, arriscando nossa pele diariamente contra grileiros de terras, madeireiros e garimpeiros ilegais que enganavam os índios, acobertados por Ongs e falsos religiosos. Estes, em sua maioria, ensinavam inglês e tiravam sangue  dos índios para levantar seus DNAs em troca de pedras preciosas e ouro.

Nunca vimos estrangeiros na Amazônia com boas intenções. Se duvidam perguntem ao pajé Miratinga dos Uru Eu-Uau Uau lá na Terra Djaru Uaru, nas selvas rondonienses.

Querem um culpado pelos 15% do desmatamento que há na Amazônia Legal? Conversem com o ex-governador de Mato Grosso Blairo Magge e com a senadora Katia Abreu do PMDB de Tocantins, atual ministra da Agricultura do governo Dilma. Sem esses dois, a Amazônia estaria mais inteira e as matas ciliares dos rios e igarapés de todo o país estariam ainda com 30 metros de matas em suas margens evitando o assoreamento em milhares de olhos d’água que secaram. Não precisamos de estrangeiros para nos ensinar como proteger nossa biodiversidade na Amazônia, precisamos de leis que sejam cumpridas e políticos sérios em nosso país! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos para palestras: 17-99186-7015.

É difícil acreditar em futuro sem corrupção

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Luís Cláudio Lula da Silva

 

O séquito amazônico reunido na aldeia do pajé Miratinga dos Uru Eu Uau Uau, nas selvas rondonienses, após analise acurada dos fatos políticos que vem ocorrendo no Brasil, especialmente na Calha Norte, onde as fronteiras permanecem desguarnecidas e a nossa madeira de lei vendida com falsos manejos no Sul da Amazônia, não eleva nossa estima e nem nos transforma mais em seres esperançosos com um porvir risonho para breve.

Em conversa de pé de ouvido com meu amigo e sábio seringalista Sissi, após ler informações num site de notícias, chegamos à conclusão de que não estamos percebendo ou visualizando nenhuma luz no final do túnel com relação a uma solução política e econômica que tire este país continental do buraco negro em que os governos petistas o colocaram.

São tantas as operações da briosa Policia Federal que trabalha em consonância com a Justiça Federal, chegamos a relembrar aquela célebre frase de Ruy Barbosa, onde ele diz que chegaríamos a uma situação de ter vergonha de ser honesto. Pois bem, o futuro que ele previu, hoje continua sendo uma realidade que enoja e envergonha o brasileiro que luta para que seu país seja mundialmente reconhecido como um dos mais íntegros dentre as potências mundiais.

Diante da atualidade, ontem, por exemplo, a Operação Zelotes, da Polícia Federal, teve mais uma etapa de cumprimento de mandados e prisões de corruptos que uma quadrilha de funcionários públicos da Receita Federal e empresários vinham praticando e furtando os cofres da União.

Dentre os acusados está o filho do ex-presidente Lula da Silva, Luis Claudio Lula da Silva,  como sendo um dos beneficiados da falcatrua que deve, segundo as autoridades que trabalham neste inquérito, ultrapassar os 19 bilhões de reais. Viva a corrupção! Gritou o estabanado Nézim da Manguaça, mais bêbado que peru em véspera de Natal. Arre égua!

O filósofo Zé Praxedes e o sábio Sissi, unidos em um só pensamento, após a análise dos últimos dias e momentos em que a Nação brasileira atravessa negativamente aos olhos do mundo e de seus eleitores que se sentem traídos, chegaram a uma só conclusão: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Eles, com semblantes sisudos, sob o olhar embevecido de nossa Santa Tambura, chegaram à conclusão que, se tirar a carniça, nada muda. Mas, também, se trocar os urubus, a carniça vai continuar incólume dentro do Congresso Nacional que está sendo dirigido por uma matilha de lobos sanguinários e corruptos sob a batuta de dois vândalos mafiosos que, em países evoluídos, estariam atrás das grades.

Não é de hoje que o pixuleco existe e sempre foi blindado pelos petistas, tanto do Executivo, como do comando do próprio partido responsável pela demissão de quase 1,9 milhão de trabalhadores que se sentem traídos por quem deveria lutar em seu favor. O estrago foi feito tanto nas famílias destes trabalhadores quanto nas indústrias fechadas que hoje formam um índice negativo enorme na economia do país. Isso é uma ignomínia!

Disse minha Santa Tambura que a maioria dos políticos faz do Poder um balcão de negócios. Isso é vero! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: HTTPS:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos para palestras: 17-991-86-7015.

As catilinárias – Cícero e Julio Cesar

cesar

Imperador Julio Cesar

Diante da barbárie política e econômica que atravessa nossa união, resolvi me encontrar com meu séquito amazônico para discutir o que fazer. Sentadinha ao meu lado minha amada Santa Tambura, depois o seringalista Sissi, o Pajé Miratinga dos Uru Eu Uau Uau e até o Nézin Manguaça, que neste momento ainda não havia entortado nenhuma.

Como não chegamos a nenhum veredicto, resolvemos consultar um advogado de renome e, por unanimidade escolhemos um de São José do Rio Preto, minha terra naturalis brasilis. Foi com grata surpresa que o doutor Wanderley Romano Calil se reuniu comigo e meu séquito e passou uma pérola acontecida no Império Romano. Deixamos a Lava Jato e os trambiqueiros políticos para o juiz federal Sergio Moro. Arre égua! Chumbo grosso neles doutor!

“A notícia histórica assevera que Julio Cesar foi o primeiro orador em seu tempo. Ele nasceu no ano 100 a.C. e morreu em 44 a.c., atacado às portas do Senado Romano por um bando de sicários, entre os quais seu filho adotivo Brutus. Cesar foi um verdadeiro gigante, na guerra e na eloquência. Na sessão em que se julgava Catilínia, também Senador General, depois da fala de Cícero (Catilinárias), nenhum outro Senador ousaria defender o acusado que, fora apresentado como o mais vil dos traidores, embora seu crime tenha sido o de revoltar-se sobre as medidas desumanas aplicadas contra a plebe.” Alguma semelhança com a realidade brasileira na atualidade, caros leitores?

E continuou explanando o causídico: “Se Julio Cesar fosse um comodista, ter-se-ia conformado com o destino de Catilina. Mas a sorte deste General já estava selada, principalmente depois do discurso de Catão, apoiando Cícero. Mas Julio Cesar jamais fora um homem comum. Suas posições eram tomadas com base no justo e no direito. Assim é que ele assumiu a tribuna e proferiu o discurso mais impressionante produzido no Senado Romano”. Prestem atenção, congressistas atuais do Brasil.

“Os que deliberaram sobre negócios duvidosos, devem ter cólera. Animados desses sentimentos, sentem-se todos em dificuldades para descobrir a verdade. Ninguém pode, ao mesmo tempo, servir as suas paixões e aos seus interesses. Desprendida a razão do que a ofusca, todos vos sereis fortes; se porém, a paixão se apoderar de vossos espíritos e os dominar, sentir-vos-ei sem forças. Seria oportuna a ocasião, senadores para lembrar-vos quantos reis e povos, arrastado pela cólera ou mal entendida compaixão, tomaram decisões funesta.” E o doutor foi além em sua peroração…

“Lembrar-vos, senadores de que não é permitido a uns o que é a outros. Os que vivem na obscuridade podem cometer falhas pelo seu arrebatamento. Poucos conhecê-las-ão, mas os que, revestidos de alta posição, nada fazem que não caiam no conhecimento público.” E, a Santa Tambura nem piscava diante de tanta eloquência do causídico rio-pretense sobre o discurso do imperador Julio Cesar.

E o imperador continuou: “Perguntar-me-ão, porém, se haverá crueldade para com os indivíduos responsáveis por um atroz atentado? Responderei com outra pergunta: Se a pena é leve, convirá respeitar a lei ou infringi-la, inferiorizando-a? Perguntar-me-ão ainda: Quem ousará censurar uma decisão contra os que desejam assinar a República, pois, que merece a sorte que tiveram. Entretanto senadores, é mister que reflitais nas consequências da vossa decisão sobre a sorte de dos acusados.”

E continuou Julio Cesar: “Os lacedominios impuseram a Atenas vencida um governo de 30 chefes que começaram por condenar a morte, sem julgamentos, aqueles que por cujos crimes eram odiados pelo público. O povo desse poder, aumentou, bons e maus, foram imolados arbitrariamente e a cidade vivia aterrada. Atenas escravizada, espiou cruelmente a sua alegria insensata. Em nossos dias, quando Sila, vencedor, fez estrangular Damasipo e outros, chegados às dignidades por desgraça da República, quem deixou louvar esses procedimentos? Esses celerados, esses facciosos, cujas sedições haviam subvertido a República, todos diziam que eles deveriam morrer. Aquelas execuções, porém, foram o prenúncio de uma grande carnificina. Depois, quando alguém queria apossar-se de uma casa, ou terras alheias e, até um vaso ou de um vestuário, arranjava uma intriga, de modo que o nome do possuidor figurasse no número dos prescritos.”

Dois mil anos depois, disse o doutor Calil, não vemos diferença entre os políticos de antes e os de agora. Perguntamos: Qual a semelhança ou similiaridade entre a atuação da avalanche acusatória que ocorre em Curitiba, e o caso retratado na oratória do mais eminente e maior orador do Senado Romano? Muitos, inclusive juristas, buscam justificar decretos prisionais espúrios, absolutamente ilícitos, desgarrados e tresmalhados do estado de flagrância, sob o pretexto inaceitável de que a inferiorização da lei, in casu, seria necessária. Não há dúvida, porém, que a extrapolação da legalidade vai acabar atacando todo sistema jurídico, e todas as leis sedizentes protetivas do cidadão. “Arrupiei”, disse Nézim Manguaça.  Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência… Vou! Fui! Inté!

 

A jurupoca vai piar no Brasil e na Venezuela

maduro

 

Algum dos meus leitores se lembra daquela frase caipira, que dizia: “Tu tá mais enrolado que fuminho mineiro?” Pois é, o sábio Sissi, seringalista e cabra sábio lá dos cafundós da linda Amazônia respondeu que se lembra sim e, juntamente com o filósofo Zé Praxedes, foram além e afirmaram que a cobra vai fumar aqui no Brasil e na Venezuela e, nem as grandes potências mundiais juntas, podem resolver as situações destes países latinos americanos na atual conjuntura.

Bom, verdade seja dita, aqui no Brasil o cidadão honesto que perdeu o emprego e o industrial que foi obrigado a fechar sua fábrica, se pudessem, entrariam no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto e tirariam todas as ratazanas que lá habitam, à tapas.

Arre égua! Será que tem cabra macho por ai pensando em fazer isso? Nem eu e o pajé Miratinga da tribo dos Uru Eu Uau Uau, acreditamos que haja um Dom Quixote com seu escudeiro Sancho Pança aqui no Brasil, dispostos a entrar nesta guerra, afinal, guerrear contra moinhos de vento é melhor, não?

Mas na Venezuela, a situação não é diferente, pelo contrário, é pior. Desde a implantação da ditadura Chavista, as principais oposições ao falecido ditador e ao seu sucessor, Nicolás Maduro, ou foram mortos ou estão presos em presídios militares. Como agora vai haver eleições e o ditador Maduro ameaçou até os representantes da União dos Países Latino Americanos – UNASUL – de  fiscalizar as eleições. Ele chegou ao cúmulo de rejeitar o representante brasileiro, embaixador Jobim, de fazer parte da comissão da UNASUL e o governo brasileiro fez muito bem de não enviar nenhum representante para lá. O Itamarati demonstrou que tem personalidade, ainda bem!

A minha amada Santa Tambura fez uma reza braba pra mandar o ditador venezuelano se tornar comida de piranha preta lá no lago do aningal nos peraus amazônicos. A verdade minha querida, que tanto lá como cá, estamos no mato sem cachorro e a onça tá pega não pega.

Só espero que resolvam a situação política o mais urgente possível aqui no Brasil, sem violência, porque, caso contrário, a pseuda democracia que vivemos não suportará mais tantos desmandos de políticos corruptos e caras de pau que aí estão surrupiando o dinheiro suado pago por nós através de impostos.

E eles continuam mentindo e querendo tapar o sol com a peneira diante da mídia inteira do maior país da América do Sul. Isso é uma ignomínia!

Não sou metido a guru e tampouco a ser líder de qualquer organização contraria ou pró, a qualquer situação política que vivemos, todavia, não posso, como jornalista, que viu ditaduras e guerras na África e no Oriente Médio, ficar isento e não colocar aqui meu ponto de vista democrático.

O brasileiro sente um resquício de esperança porque está assistindo, impávido, diariamente, que a Operação Lava Jato, capitaneada pelo juiz federal Sergio Moro, não está alisando ninguém e, doe a quem doer, vai chegar uma hora em que estes políticos corruptos do Legislativo e do Executivo, que brigam pelo poder, verdadeiros lesa pátria, e levam o país ao abismo. Com certeza irão dar com o costado numa cela de um presídio. Na Venezuela, onde morei seis anos na capital Caracas, sei que o “sangre caliente” dos descendentes de espanhóis, irá, infelizmente correr nas ruas do país. Infelizmente mesmo!

Vamos torcer, para que as bravatas do ditador venezuelano termine como a CPI da Petrobras aqui no Brasil, em pizza! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos\palestras: 17-99186-7015.

Precisamos de colo, amor, pão, vinho e honestidade

rio amazonia

Diante do quadro político, econômico, social e cultural em que o país está me recuso hoje a falar sobre os políticos que estão no poder da governança, ou dos legislativos brasileiro, tal o grau de podridão em que eles chafurdam e, como não sou parente de urubu, para conviver com carniça, não vou me referir a eles neste artigo. Vou deixá-los por conta do juiz federal Sergio Moro e do Procurador Geral, Rodrigo Janot.

Atendendo a um apelo de minha amada Santa Tambura, nesta dissertação somente vou falar sobre colo, amor, pão e vinho e, talvez, sobre Meio Ambiente, afinal a temperatura infernal que está nos assando é culpa exclusiva nossa, portanto, não adianta reclamar dela, mas dos governantes que não cuidaram como devia deste lindo mundo azul em que vivemos.

Arre égua! Recebi, por causa desta frase, até um cordial cumprimento do meu velho amigo e seringalista Sissi que vive no interior das selvas na Calha Norte.

Todavia, ele me alertou que a situação na fronteira da nossa bela e luxuriante floresta tropical continua tudo como Dantes no Quartel de Abrantes.  Ou seja, inóspitas, vulneráveis e sem vigilância alguma.

Disse ainda o Sissi, que os descaminhos que há por ela são imensuráveis e se não existissem somente o ouro, diamantes e cassiterita (minério de estanho) que saem sem pagar impostos, daria para pagar as dívidas internas e externas da nossa surrupiada nação. Acrescentou o sábio amazônida que ele tem certeza, porém não pode provar, porque a informação lhe foi repassada por garimpeiros errantes que vivem naquelas paragens, que até urânio está sendo desviado para o vizinho Suriname que, em contrapartida, manda para o território brasileiro armas, farta munição e drogas que são levadas para Belém e desta capital distribuídas para o Sul e Sudeste.

Disse um velho amigo do filósofo das selvas, o Zé Praxedes, que um ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informação –  SNI – lhe informou que seria bom o atual serviço de inteligência nacional, a ABIN, dar uma conferida na fronteira brasileira com o Suriname.

O ex-araponga, como eram chamados os agentes do extinto SNI, informou ainda que vai mandar para este escriba um mapa do Suriname onde está plotado à caneta, as localizações geodésicas de quatro pistas clandestinas onde aterrissam aviões que veem do Leste Europeu trazendo armas e munições e, levam em troca tudo  que foi acima mencionado. Estou na espera e, como bom brasileiro vou levar ao conhecimento dos setores competentes.

Estas informações me fez lembrar de um grande espião russo, cujo nome não me recordo agora, mas que foi preso pela CIA e depois trocado por um espião americano que estava preso na famigerada ex-KGB soviética, em Moscou. Ele disse: “Na espionagem, quem ganha não são as grandes potências, mas o espião duplo.” Nada mais elementar meu caro…

Mas hoje, agora, neste momento em que meu caro leitor estiver lendo estas mal redigidas linhas, o atual quadro do meu país me deixa muito para baixo. Por isso, peço colo, aconchego, uma taça de bom vinho, amor e uma rede preguiçosa para descansar meu quase centenário cadáver outrora ambulante.

Como agnóstico, mas de bom caráter e, acima de tudo um nacionalista, democrático e moderado, vou pedir que todas as forças da mãe natureza se juntem para salvar este pobre país rico, que é roubado dia e noite por maus brasileiros e, está deixando a todos desempregados, com fome, desamparados totalmente de saúde, segurança e educação, isto na mais rica pátria chamada de Terra Brasilis. Isso é uma ignomínia!

Quando penso nos irmãos que não conseguem um osso para fazer uma sopa para seus filhos, outros sendo despejados porque não conseguiram pagar seus alugueis depois que perderam seus empregos, ou porque a fábrica em que trabalhavam fechou, meu coração sangra e se solidariza com todos eles. PQP, como dói passar por isso meus irmãos!

Quando vejo a natureza cobrar seu ônus com desprezo ao bicho homem, através de grandes tempestades, furacões, tsunamis, chuvas de granizo num lugar e, seca e fogo acabando com tudo em outro ponto, me ponho a pensar que os prognósticos científicos anunciados dias atrás pela ONU de que até 2030 as grandes potências iriam diminuir em 50% das emissões de gases na atmosfera e, que esta medida acabaria com o degelo provocado pelo efeito estufa. Me engane que eu gosto! Só se for por loira, morena, ou negra e, bem bonita!

Por que acreditar nestes governantes que provocam guerras somente para vender suas armas? Ou nos políticos que fazem de tudo para se elegerem através de mentiras e falsas promessas?

Disse o velho pajé Miratinga lá da tribo dos Uru Eu Uau Uau nas selvas tropicais da Calha Norte, que o eleitor não deveria acreditar nunca em político, pois, segundo ele, os mesmos tem língua partida. Isso no linguajar dos silvícolas quer dizer que os caras-pálidas mentem sem remorso, desde que atinjam seus objetivos. Nihil est clarior! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\Palestras: 17-99186-7015.