Política e desumanidade acabam com o planeta

sukhoi

 

A pior coisa que pode acontecer a um jornalista profissional, analista político ou ambiental, é se tornar chato, repetitivo ou não conseguir bons textos que prendam seu leitor ao contexto que ele pretende passar com isenção de ânimo e imparcialidade total.

Pois é o que acontece comigo e vários outros colegas, até mesmo da grande mídia com quem mantenho contato profissional ou os conheço pessoalmente. E, olhe que são muitos, todos precisamos, de uma muleta, alguém do ramo, que seja amigo, companheiro e tenha cultura ou conhecimento à altura para nos ensinar como escrever o be a bá diário. A minha muleta a quem chamo carinhosamente de seringalista Sissi, na verdade é um jornalista muito competente e com renome merecido, mas aposentado como eu. Um irmão, um amigo do coração.

Quando estou com meu monomotor perdido entre nuvens, ligo pra ele e recebo sua orientação do momento. Ele é mais antenado que todas as TVs do planeta ligadas ao mesmo tempo. Depois dele vem a minha Santa Tambura que, nada mais é do que uma psicopedagoga muito calma, concentrada e com conhecimentos benéficos para toda a humanidade a quem procura ajudar como pode.

Se vocês pensam que meus gurus são apenas esses, estão enganados, há aqueles que residem em vários lugares da minha amada Amazônia. Muitos estão em Rondônia, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre e em outras regiões da Calha Norte. Quando falta assunto, ou está tudo embaralhado na minha mente, converso com todos, envio sinais de fumaça, ou via tambores e, é um Deus nos acuda. Todos se movimentam para ajudar.

Hoje, por exemplo, acordei “P” da vida. Não suporto mais ligar a TV e ver a cara de pau do bundão do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, negar que não tem cinco milhões de dólares de corrupção em contas secretas na Suíça. O mesmo digo do presidente do Senado Renan Calheiros, ou do vice-presidente Michel Temer, achacando a incompetente da nossa presidente Dilma Rousseff. Esta mais parece uma galinha choca correndo atrás dos galos que a vão manter no comando do galinheiro. Dá pena e raiva ao mesmo tempo.

Já imaginaram o pajé Miratinga da tribo dos Uru Eu Uau Uau, lá dos cafundós das selvas rondonienses juntamente com Nézin Manguaça, fazendo pajelança pra tirar a Dilma do poder? Só vocês minha meia dúzia de leitores pra aguentar tanta desgraça acontecendo ao mesmo tempo, né, não? Mas tão desejando que os dois desmiolados da floresta consigam fazer com que a pajelança dê certo, ou não?

Enquanto desabafo, o mundo e o Brasil incluído, estão pegando fogo. Por exemplo, o presidente Putin, da Rússia, desafiou o poderoso Barack Obama dos Estados Unidos e mandou seus aviões bombardear a pobre população da Síria para ajudar o ditador Bashar Assad a combater os rebeldes que têm o apoio norte-americano. É o inferno de Dante, podem crer!

E os americanos ainda combatem os terroristas do Estado Islâmico ao mesmo tempo na Síria e no Iraque que, também solicitou ajuda dos poderosos aviões russos para combater estes mesmos terroristas que tomaram parte do seu território. Viram que imbróglio?

Se lá por aquelas bandas do Oriente Médio o fogo é provocado por guerras, aqui na América do Sul, é também o bicho homem que tenta acabar com nosso Meio Ambiente. É fogo em quase todas as regiões, a exceção é o Rio Grande do Sul que, pelo contrário, sofre com excesso de chuvas, temporais e ventos fortes que castigam os gaúchos e seus vizinhos catarinenses.

No Centro Oeste e estados da Região Amazônica, o homem derruba clandestinamente a floresta tropical, rouba a madeira, põem fogo na derrubada, surrupiam também minérios pelas nossas desguarnecidas fronteiras e, o Governo Federal nada faz para coibir tais desmandos ecológicos e desvios de nossos recursos naturais. Está mais preocupado em castigar o Zé Povinho com seus esquemas corruptos e aumentando impostos ou fazendo indústrias falirem e colocarem operários na rua da amargura.

Nunca em 44 anos de Amazônia, vi Manaus coberta de fumaça, de água sim, por lá é natural, chove muito numa parte do ano, os grandes, médios e pequenos rios e lagos transbordam e castigam as cidades ribeirinhas. Mas os amazonidas são fortes, tanto quanto nossos irmãos nordestinos que sofrem com a falta de água. E ainda dizem que Deus é brasileiro! Isso é uma ignomínia!

Enquanto isso, no palácio do Ali Babá, as tramas, mutretas e troca-troca continuam como Dantes no Quartel de Abrantes. Arre égua! Não suporto mais, vou mimbora prá  Passagardas! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

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