Eu e o meu leitor

colonia
Pois é, eu sempre digo aqui nesta página que tenho meia dúzia de leitores fieis que têm o trabalho diário de ler meus alfarrábios. Um deles mandou uma carta ao DHOJE endereçada a mim, massageou pra caramba meu ego. Depois de 44 anos escrevendo para o Brasil e para o mundo, em quatro línguas, desde a minha amada e saqueada diariamente Amazônia e agora na minha própria terra, me senti recompensado e contente por ter voltado. Obrigado meu guru!
Meu leitor se identificou apenas com as iniciais WR e redigiu como se estivesse sob o comando espiritual de um Rui Barbosa ou de um Platão ou, ainda, de um Érico Veríssimo, para sermos mais atuais. Gostei tanto de seu trabalho que vou transcrevê-lo na íntegra, para meus parcos leitores.
“Como título, WR escreveu o seguinte: “É proibido sair pelas vias públicas (rodovias, ruas, avenidas etc)”. E foi além:
“O regime político, a partir do desgoverno FHC, passando pelo sistema Lula e Dilma, vendeu o país em pedaços, para atender o imperialismo anglo-europeu. O colonialismo iniciou suas invasões na África e na Ásia há 1300 anos. Nas Américas do Sul e Central, seguem ipsis litteris virgulisque, o figurino keinesiano, formulado por Keines, um indivíduo de sofríveis costumes éticos-morais. Via de regra, o sistema de Keines, de início, eleva a economia dos países que o adotam. Na sequência, porém, ele destrói tudo,  e sobrevém inflações galopantes, desempregos,  desabastecimentos, destruição de salários etc, tudo acrescido de peculatos, estelionatos, roubos, sequestros etc etc”.
(Minha Santa Tambura tá arrepiada!) Mas vou em frente porque meu leitor sabe das coisas. E continua ele: “É quando governos desastrados e apaniguados passam a vender o próprio país para cobrir os rombos. O governo depois da “democratização de 88”, com o escopo de sustentar a orgia demagógica, passou a vender tudo. O pretexto erigido pela claque governista foi o de diminuir o “tamanho do estado”, expressão hipócrita, tanto quanto a de “direitos humanos”. Venderam, assim, todas as rodovias que outros governos construíram; venderam os aeroportos e companhias aéreas; venderam e estão vendendo os campos de petróleo; a ANP anunciou a pretensão de vender cerca de 260 locais de perfurações de petróleo.
Anuncia-se agora que se pretende vender terrenos e locais que seriam pertencentes à Marinha, na orla do mar e dos rios. Anuncia-se a pretensão de vender as hidrelétricas e as redes de transmissão de energia. Além dos pedágios, o Brasilino é afrontado por milhares de radares multadores postados em vias públicas dos municípios, como os de Rio Preto, Catanduva etc.”
“Resolveram inclusive, transformar o IPTU e as taxas de águas em verdadeiras minas de faturamento. Para tanto, criaram procuradorias, sem concursos públicos, representados por 20/25/30 procuradores, quando antes só existia um para todos os serviços. Para maior gravame os tributadores são favorecidos por interpretações sórdidas em detrimento do povo.
As indústrias automobilísticas estrangeiras mandam para o Brasil milhões de veículos encaixotados. Os excessos tornaram incontroláveis os crimes patrimoniais e os crimes do volante, além de que o país se vê onerado pela manutenção de combustíveis, saúde pública, hospitais etc, enquanto a grande mídia faz o papel de protetora dessa orgia, asseverando que teria havido um grande avanço industrial-automobilístico.
O controle estrangeiro da nação se revela, também, nos atos das “ageências de riscos”, e bem assim nos falaciosos programas ambientais que só não travam o “agronegócio”, sistema que expulsou os moradores do campo para a periferia das cidades, onde, sem auto suficiência, sem moradia e sem manutenção, transformaram-se em ladrões, sequestradores, latrocidas, homicidas. O próprio governo, para abrir uma estrada, tem que pedir licença ambiental que, por vezes, demoram cerca de dois anos para ser deferida”.E nosso leitor foi mais além:
“Margarete Thatcher, certa vez declarou que se o Brasil não pudesse pagar suas dívidas internacionais, deveria entregar a Amazônia” aos credores internacionais.” E o leitor concluiu:
“Só uma reforma política total, com redução drástica de deputados federais, senadores, legisladores estaduais e vereadores poderá dar resultados. Mas a que eles querem é “democracia”, o regime do roubo e do peculato. Por enquanto, eles estão vendendo o país. E quando não houver mais nada para vender? Mais impostos? Até quando?”
Caramba, até o filósofo Zé Praxedes e o seringalista Sissi, lá dos cafundós da Amazônia, aprovaram em gênero, número e grau a dissertação do meu caro e culto leitor. Vou! Fui! Inté!
Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. <kfouriamazonia39@gmail.com >  Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.
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