O ônus que a natureza cobra do homem

presidente

 

A cada dia, cada hora, minuto ou segundos que vivemos, a cada giro da Terra no espaço sideral, mais se confirma a tese sobre o ciclo vital que a humanidade tem que passar. Seja a tese científica ou religiosa, o bicho homem que tem o maior cérebro, o único com inteligência sapiens, é o maior responsável por tudo de ruim que vem acontecendo no nosso belo ainda planeta azul.

Diz minha amada Santa Tambura, que está lamentando a chacina ocorrida na área rural de Vilhena, lá no interior de Rondônia,fato ocorrido há quatro dias, onde a disputa pela terra, há décadas, vem regando aquele solo maravilhoso com sangue, suor e lágrimas de pessoas inocentes. Aqui e alhures, a violência grassa sem qualquer resquício de piedade ou benevolência.

O homem que deveria cultuar as florestas, rios, mares e erguer cidades planejadas voltadas para o bem-estar deles próprios, se corrompem pelo Poder ou pelo dinheiro, para ele hoje, só isso conta. Ele não quer fazer nada que seja pragmático ou voltado para o bem comum.

Diz o sábio seringalista Sissi lá dos cafundós do seu seringal na Amazônia, que o bicho homem só se interessa com o que pode angariar agora, neste instante para encher seu cofre. Ele não se importa se seu vizinho está passando fome ou precisando de uma simples pílula para aplacar sua enxaqueca. É cada um por si e, se acreditar em um Deus, que ponham a conta em seu nome. O macaco tá certo…

Disse, por outro lado, o filósofo das selvas, o Zé Praxedes que, se o Homem desde o princípio, quando se tornou o homus erectus e passou a conviver em sociedade nas cavernas, formando as primeiras famílias, tivesse adotado o sistema de proteger a natureza para viver somente dela, a Europa, Rússia, Sibéria, Alasca, Estados Unidos, Oriente Médio, África e Ásia, teriam nos dias atuais, outras configurações geofísicas.

Acrescentou o filósofo ainda, que se o Homem tivesse seguido estes princípios desde priscas eras, hoje ele estaria desfrutando de ambientes próximos ao do paraíso tão decantado pelas religiões. Estariam seus rios com águas límpidas, suas florestas verdes e compactas servindo apenas o necessário para a humanidade, as cidades seriam construídas com mais planejamento e em harmonia com o Meio Ambiente.

Até o pajé Miratinga lá da tribo dos Uru Eu Uau Uau, nas selvas rondonienses, deu seu pitaco: “Cara pálida, muito burro, primeiro ele destrói tudo com guerras desnecessárias, bombas de destruição em massa, depois pede dinheiro pras outras nações pra reconstruir tudo novamente, é burro ou não? Então por que não apenas resolver conversando? Índio foi mais burro ainda, brigava contra outra tribo, matava seus irmãos apenas para roubar mulher do outro, mas mulher vale a pena não é verdade?” Tá certo o pajé? Arre égua! Acreditar em quem hoje em dia?

Bem, o brasileiro tem várias opções, não? Vamos acreditar no Sarney, no Collor de Mello, no FHC, no Zé Dirceu, no Genoino, no Jefferson, no Lula, na Dilma, no Pedro Stedile, no Vaccari, na turma que depenou a Petrobras juntamente com os maiores empresários do país que estão presos na Operação Lava Jato.

Ah, ainda temos os honestos e éticos presidentes do Congresso Nacional Renan Calheiros e Eduardo Cunha para acrescentarmos. Suas teses são de pessoas integras e éticas, como os seus acólitos que encerraram a CPI da Petrobras no Senado, sem pedir o indiciamento de nenhum envolvido.

Temos ou não, um Senado pervertido como o da Roma Antiga? Pior, disse o Nézin Manguaça, num momento de lucidez, os nossos políticos usam óleo de peroba pra enganar seus eleitores; os romanos pelo menos davam vinho de boa qualidade quando lhes convinha atrair algum voto no parlamento imperial.

Enquanto  o caldeirão ferve aqui, dona Dilma tenta na Suécia atrair empresários para investir no país que ela destruiu e vai conversando com os reis e apelando para a rainha Silvia, que morou dez anos em São Paulo antes de se casar com o monarca sueco. Apela pra Deus e o diabo ao mesmo tempo, para não perder o osso chamado Brasil que vai roendo, mas não o larga nem com as ameaças de impeachment que está batendo em sua porta, ou melhor, na porta do Palácio do Planalto.

Por enquanto, a única coisa que está funcionando na atualidade, é a Justiça Federal. De resto, poderíamos colocar o que sobrou num liquidificar, ligar no máximo e, essa mistura de impureza, cremar em fornos gigantes com super filtros para não poluir a atmosfera já tão contaminada do planeta Terra.

Ai sim, dá para  acreditar que o Planeta Azul teria uma chance de ter uma sobrevida maior. Vamos acreditar num mundo onde o Meio Ambiente será respeitado um dia? Quem sabe? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\palestras: 17-99186-7015.

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