Políticos perdem vergonha e nem usam mais o tapete

Ali baba

O momento em que vivem nossos políticos, só mostra uma coisa, o desamparado povo brasileiro, pois eles esqueceram como usar uma vassoura. Sabemos que há raríssimas exceções, mas do jeito que a situação está em Brasília, os que estão no Poder (aliás) brigando por ele, ou para não perdê-lo, redundância à parte, perderam a razão, a ética e a vergonha. Disse o sábio seringalista Sissi, lá do seu seringal na verde Amazônia, que antigamente, eles (os políticos), eram mais discretos e varriam a sujeira para baixo do tapete. Era raro um mal feito vir a público e, quando vinha, havia severidade e, em pouco tempo o malfeitor era defenestrado do seu partido pelo Conselho de Ética ou da Casa em que atuava.

Todavia, o que vemos hoje, é que os crimes dos políticos passam a fazer parte positiva no seu “curriculum vitae” e os enchem de orgulho. Isso porque há na atualidade uma inversão de valores morais; quanto mais o político rouba o dinheiro do contribuinte, mais famoso ele fica e dão desculpas esfarrapadas, e de tanto insistir que o seu ato é legitimo, fica parecendo que seu crime está eivado de verdades. Os errados somos todos nós, os contribuintes e seus eleitores que pagamos seus polpudos salários. Arre égua!

Tanto no Executivo quanto no Legislativo só têm inocentes, senão vejamos: O FHC e sua turma do PSDB são todos anjinhos perto do Lula e da presidente Dilma. Nunca usaram dinheiro desviado do governo ou da Petrobrás para fazerem campanha política. O Lula é super culto, vive pelo mundo fazendo palestras, seu filho Lulinha, virou prodígio em finanças, hoje não há cofre que caiba tudo que ele ganha por hora.

Os empresários, executivos e servidores federais, lobistas e doleiros das operações Mensalão e Lava Jato são tão inocentes quanto foi o lendário Ali Babá que comandava apenas 40 ladrões. Às vezes ele usava um tapete para voar, mas nunca para esconder seus tesouros. Até minha amada Santa Tambura, que hoje vai curtir uma lambada e carimbó numa praia do Madeira lá na comunidade de Assunção, disse que preferia voar no tapete  que varrer sujeira para baixo dele.

Afirmou o filósofo Zé Praxedes, também lá da úmida e gotejante Amazônia, que a desonra e a falta de ética está realmente estatizada nos meios políticos nacionais que, podemos até rasgar, queimar ou jogar no lixo a nossa sagrada constituição, que ela não vai fazer falta alguma na atualidade. Ela existe, mas fazem de conta que nunca foi redigida e impressa.

Que adianta, perguntou o filósofo com o semblante triste: “para que usá-la, se ninguém vai respeitá-la? Este Congresso Nacional, ou os demais legisladores das câmaras baixas, ou os chefes do Executivo? Todos a ignoram, estão no mesmo barco, jogaram os ratos que estavam navegando nele e tomaram seus lugares. Vivemos um momento de grande ignomínia! Desabafou o velho filósofo lá das selvas tropicais da Calha Norte que, segundo ele, perde um quilômetro quadrado de mata virgem por mês para os grileiros, madeireiros, pecuaristas e garimpeiros. Todos são verdadeiros mercenários, completou ele.

Se a meia dúzia de leitores que tenho, ainda têm dúvidas, vou lhes mostrar alguns bordões dos principais jornais do país na atualidade. “Rio de Janeiro, Liga da Justiça: Novo Chefe faz aliança inédita entre milícia e tráfico de drogas”. “Petrobras: Acordo sobre reservas do pré-sal vai ajudar na arrecadação do governo. União conta com 2,3 bilhões de barris de reserva em áreas leiloadas antes da descoberta do pré-sal para fazer caixa. A estatal negocia alugar terminais. A UFRJ diz que a estatal vai tirar até 2019, 62 bi, segundo seus estudos”.

Em contrapartida, mais fogo na lenha do caldeirão que cozinha o Brasil: “1.900 auditores fiscais entram em greve e a receita vai cair ainda mais, como pagar as contas e os salários dos aposentados que construíram este país?”

Todavia, “o canabidiol, remédio derivado da maconha, foi liberado pela Justiça que obriga a venda dele para doentes com prescrição médica.” Será que vai haver um derrame de receitas falsas futuramente? Só Deus sabe.

Guerras civis na Síria e outras nações árabes como na Terra Santa; refugiados em massa sendo rejeitados na Europa elitizada, ataques em Hebron e Jerusalem matam e ameaçam a paz e a convivência humana naquela terra que, já foi prometida há milhares de anos para uma tribo que se dividiu e, hoje não falam a mesma língua.

Enquanto isso, aqui na Terra Brasilis, que Cabral encontrou com suas três caravelas abarrotadas de degradados e criminosos de toda espécie, parece que a miscigenação só da certo quando se fala em carnaval, cachaça, samba, futebol e mulher. Falta aparecer uma classe política honesta, ética e nacionalista democrática, capaz de dirigir este baita país que ainda dorme em berço esplêndido! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniawordpress.com – Contatos P\Palestras: 17-99186-7015.

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