Amazônia, a cobiça mundial

Os últimos acontecimentos ocorridos na Região Norte, onde fica a maior floresta tropical do planeta, tem mexido com a imaginação dos ambientalistas como nós que passamos a maior parte de nossa existência por lá, defendendo as fronteiras desguarnecidas e ajudando os povos tradicionais da bela e luxuriante selva amazônica.

De três meses para cá, o Exército destruiu pistas de pouso clandestinas, garimpos ilegais e a Polícia Federal fez o mesmo com grupos de madeireiros ilegais que roubam madeiras de lei das reservas indígenas.

Sem falar dos diamantes e ouro da reserva dos índios Cintas Largas e Suruís, em Cacoal, no estado de Rondônia, como o ocorrido estes dias com a intervenção de forças federais. Há anos, dali saem bilhões de reais em diamantes que vão para outras nações, sem pagar impostos, sai contrabandeado e deixa como ônus para nós a mata devastada e sem recuperação, como as barragens que se romperam em Mariana.

É por isso que digo que a Amazônia tem sido maltratada como mulher de malandro, apanha diariamente, tem que servir aos seus algozes como madeireiros irresponsáveis e garimpeiros ilegais que  a rasgam com suas máquinas clandestinas, com auxílio de índios e caboclos ignorantes, que corrompidos por uma garrafa de pinga ou um prato de comida ajudam na derrubada de sua flora e a depredar sua fauna e a roubarem nossas riquezas minerais, que saem  por fronteiras que não são vigiadas como deveriam ser.

Falta vontade política dos governantes e muita falta de senso de nacionalismo, que seja  democrático, mas firme na manutenção do nosso patrimônio, que é surrupiado diariamente por grupos de empresários nacionais e financiados por grupos estrangeiros que levam nossos diamantes, ouro, estanho, urânio, nióbio, animais silvestres e até colhem e contrabandeiam sangue de nossos índios para levantar sua genética.

Não existe ética, decência, amor patriótico, senso de justiça, não existe autoridades, tanto do Legislativo como do Executivo no Brasil, que empunhe uma bandeira de proteger de vez nossa Amazônia, pelo contrário, ajudam a derrubar suas árvores centenárias, inclusive as matas ciliares, aquelas que protegem as margens dos rios e igarapés. Tudo para tirar vantagens financeiras em troca da venda ilegal de terras para grileiros que, no lugar que onde outrora fora uma frondosa selva verde e luxuriante, agora impera o agronegócio, cujo dinheiro vai para o propinoduto dos políticos e maus servidores.

Enquanto houver políticos desonestos, governantes que mentem para a nação, roubam descaradamente bilhões de nossas estatais e vão gastar no exterior, o Brasil, considerado por nós que o conhecemos palmo a palmo, como a nação mundial que tem toda a matéria prima para ser auto suficiente e, ao invés disso, por falta de caráter e honestidade de nossos governantes, ficamos sem crescer e a mercê de uma quadrilha de metralhas que vão vender toda nossa Amazônia para o agronegócio.

O pior, é que nossos netos não terão a sensação do deslumbramento de vê-la, mais ou menos intacta como ainda é possível vê-la hoje. Uma hora nossa paciência vai acabar e, ai o filósofo das selvas vai perguntar: E agora, adianta chorar o leite derramado? PROTEJA A AMAZÔNIA E SALVE O PLANETA! DESMATE ZERO JÁ! Vou! Fui! Inté!

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