2015, ano maldito para a classe média brasileira

Não sei se felizmente ou infelizmente, 2015 está próximo do fim. Foi o pior ano para os brasileiros depois do governo militar, tão combatido pelos civis que o sucederam, mas que hoje deveriam  ficar de joelhos e pedir desculpas para toda a nação por causa do descalabro econômico e político que infligiram a maior potência latina. Isso é uma verdade que gostaríamos de não ter tido, não ter passado. Isso é uma ignomínia!

De todos os governantes que passaram depois do governo militar de João Baptista Figueiredo (foto acima), a união do PT de Lula da Silva com o PMDB de Michel Temer, no segundo mandato da senhora Dilma Rousseff, sucessora e herdeira política do fundador do Partido dos Trabalhadores, sem dúvida alguma, tanto para nós da mídia nacional como da internacional, foi a pior que houve e levou a sétima economia mundial à bancarrota.

Lembrou entristecida a minha querida Santa Tambura, que o país jamais passou um Natal tão pobre quanto o atual. Estamos no limiar de um Ano Novo e, as perspectivas, lembrou ela, não são nada alvissareiras.

Disse o sábio seringalista Sissi, lá dos cafundós de onde o coronel perdeu as botas, que tudo o que o articulista quer dizer agora, já foi exaustivamente lembrado neste dinâmico e imparcial DHOJE. Bem lembrado meu caro, mas eu insisto e lembro, naquele velho jargão que diz, desde que mundo é mundo, ninguém esquece, todo mundo lembra: “água mole em pedra dura, tanto bate até kfouri”. Gostaram?

O filósofo Zé Praxedes, lá das entranhas da perdida e pirateada Amazônia, lembrou que o eleitor tem memória curta, e que na próxima eleição, eles vão continuar a trocar seus votos por cestas básicas, receitas de remédios, dentaduras, panelas de pressão e, volto a repetir, vão trocar até pela peruca da vovó. Faz parte da tradição do eleitor inculto brasileiro… Arre égua! O Pelé disse isso no século passado e ele está atual até hoje!

Como vamos iniciar um Ano Novo com uma inflação de 11% que tivemos em 2015? Como vamos iniciar um Ano Novo com deflação e milhões de operários desempregados, milhares de pequenas e médias indústrias fechadas? Como começar o ano sem que a classe média B e C não consiga colocar pão, leite, carne, tomate, frutas e outros produtos, até mesmo os da cesta básica na mesa?

Como vamos lidar com um Senado Federal que tem seu presidente denunciado por crimes desde 2008 e, é mais sujo que poleiro de galinheiro? O mesmo acontece com o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, o homem de cinco milhões de dólares em bancos suíços que diz ser legais, ao contrário do que diz o governo Suíço e a Procuradoria Geral da União e está sendo denunciado pela Operação Lava Jato?

O mais trágico é que no Brasil, a lei tem aplicado dois pesos e duas medidas para receptadores. Quando o receptador é pobre, não pode pagar bom advogado, ele vai preso e fica inchando os espaços nas cadeias públicas. Se ele é um político poderoso, como o vice-presidente da República, senhor Michel Temer, também presidente do PMDB, aliado do PT de Lula e Dilma Rousseff, recebeu cinco milhões dos corruptos da Petrobras para fazer campanha política na reeleição da presidente e, registrou esta “pequena” quantia no Tribunal Superior Eleitoral – TSE – e foi à mídia nacional informar que a doação foi legítima. Todos os políticos do PT e do PMDB que foram beneficiados pela corrupção, dizem a mesma coisa. Que tudo foi legal, não é mesmo senhor Rui Falcão, presidente do PT? Só não pode roubar galinhas, viu gente boa?

Caracas, se eu recebesse esta mesma quantia eu iria legalizá-la onde? Na cadeia! Não é lá que os pobres, negros, pardos,  desempregados e aposentados pagam suas dívidas no Brasil? Nihil est clarior!

E vamos começar um Ano Novo com um déficit de quantos bilhões mesmo? Aguardemos dia 1º de Janeiro e ficaremos sabendo! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazoniaworpress.com – Contatos P\Palestras: 17 – 99186-7015.

 

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