As injustiças da Justiça brasileira

Há quem assiste impávido as notícias nos jornais televisivos nas noites brasileiras e passa a acreditar menos na nossa Justiça. Uns chegam a duvidar de quem as aplicam, pois, analisam que há dois pesos e duas medidas para diferenciar as classes econômicas e sociais em nosso país. A querida Santa Tambura e o sábio seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, acreditam que realmente há duas classes de transgressores da lei que praticam o mesmo crime, mas são julgados e penalizados de formas diferentes.

E o não menos sábio filósofo Zé Praxedes, também lá dos peraus da linda e pirateada Amazônia, foi o escolhido para fazer a análise deste imbróglio criado pelos dois amigos da maior floresta tropical do planeta que precisa ser preservada para salvar o planeta, mas não há um congressista sequer que faça um Decreto-Lei pedindo o “Desmate Zero Já” para evitar a sua extinção. Pelo contrário, parece que a saudosa Maria Machadão da Transamazônica ressuscitou e quer só  derrubar pau como antigamente. Arre égua!

Disse o filósofo das selvas que realmente a Justiça atua com dois pesos e duas medidas para julgar os transgressores da lei no Brasil. Explicou ele que as cadeias do país estão abarrotadas por  brancos, negros, pardos, amarelos, vermelhos, cafuzos e toda espécie de raças e cores, porém, todos de uma classe desprotegida pela sorte, ou seja, são pobres que não têm como pagar um bom advogado como fazem os privilegiados, os políticos e executivos que estão sendo julgados pela Operação Lava Jato ou os implicados em  outras operações da Polícia Federal.

Todavia, explicou o filósofo lá das selvas da Calha Norte e, teve até o aval do pajé Miratinga da tribo dos Uru Eu Uau Uau, e também com a complacência do Nézin da Manguaça que, nesta hora não havia bebido nem um tiquinho de manguaça de cauim. Segundo o filósofo, se os acusados na Operação Lava Jato fossem todos da classe mais pobre do país, ela já teria terminado e estariam todos atrás das grades sem privilégios algum.

Entretanto, disse o Praxedes, como os acusados são altos executivos das maiores construtoras, congressistas, ex-ministros, ex-presidentes, doleiros, laranjas ricos que vivem nababescamente em luxuosos resorts no Panamá, Miami ou Cancum, e seus advogados são ex-ministros da Justiça ou, do mesmo nível, da OAB e Defesa dos Direitos Humanos, poucos são presos porque, quando vêem a miratinga vir para seus lados, fazem a tal “delação premiada” e vão curtir a “cana” em suas luxuosas casas usando uma tornozeleira eletrônica nas pernas. Mas nada impede de usarem suas piscinas, beber seus vinhos e uísques importados e comerem caviar.

Outrossim, explicou o filósofo lá das selvas pirateadas e saqueada diariamente, que, enquanto isso, aumentam os motins nas penitenciarias brasileiras devido a super população, comida que nem cão come quase sempre, celas onde cabem cinco estão vinte e se cotizam para encontrar um espaço para descansar seus maltratados ossos. Médicos? Só quando já estão à morte!

E, salientou ainda o filósofo, que a maioria já poderia estar na rua se a Justiça agisse com precisão e rapidez, muitos presos não têm advogados e dependem de defensores da Justiça gratuita, além disso são tão poucos e mal remunerados e talvez por isso também não se empenham como devia. Enquanto isso…

O senhor Lula da Silva, seus filhos, seus ex-ministros e apaniguados do PT e o mesmo de governos anteriores, senadores e deputados, por mais provas que há contra eles, parecem que são blindados e fica claro que apesar de ser óbvio que sejam verdadeiras as acusações, elas não viram em nada. Há ou não dois pesos e duas medidas? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalísta, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contatos P\Palestras: 17 – 9981-7015.

Brasil é vítima do Aedes e agora do caramujo africano

Dizem que Deus é brasileiro, mas parece que ultimamente Ele se esqueceu de nós. Temos a praga na política e economia que nem com as rezas da Santa Tambura se normaliza. Não há mais políticos e homens públicos em quem se possa confiar para tirar o país do atoleiro em que estamos por causa dos governos após o período militar. Se analisarmos com imparcialidade, naquela época havia menos corrupção que agora e mais gente para servir a pátria sem ideologias que não fosse o nacionalismo verdadeiro. Desculpem a comparação, posso estar errado, mas vou voltar ao tema deste artigo. É bem pior que política, o tema a ser abordado.

Estamos passando por várias crises além da política e econômia. Na saúde, na educação e na segurança pública os problemas são astronômicos e a solução na mesma proporção. Mas vamos nos ater ao problema da saúde em si.

Temos uma pandemia com o mosquito Aedes aegypti que se espalhou por vários países do mundo transmitindo doenças como a dengue, que tem um tipo mortal que é a hemorrágica. Agora, se descobriu além das doenças já conhecidas, o zika vírus, também transmitido pelo mesmo mosquito que entrou pela Venezuela pelo Posto BV-8, hoje cidade de Pacaraima, em Roraima, sede da alfândega que faz a passagem para a Venezuela, cuja cidade mais próxima dista 18 quilômetros, Santa Helena de Uiarem.

Ainda guardo foto de um velho Corolla da Toyota que o Brasil não podia importar, sendo dedetizado na divisa contra o mosquito que entrou no Brasil por este local e que hoje se espalhou pelo país e pelo mundo e vem matando aqui e alhures.

Na época eu era correspondente do jornal Alto Madeira na Venezuela e ilhas do Caribe. Este jornal centenário fazia parte dos Diários Associados e pertence até hoje à família Tourinho, em Porto Velho, capital de Rondônia.

Mas voltando ao Aedes aegypti, além do zika vírus que está ocasionando microcefalia nas gestantes brasileiras, o sábio seringalista Sissi informou que ele está infestando países mais evoluídos que os da América do Sul e África, como países europeus e até os Estados Unidos, levados por turistas brasileiros e demais turistas sul-americanos.

Todavia o filósofo Zé Praxedes, que viveu sua vida adulta toda na Região Amazônica, onde até hoje trabalha em prol dos povos tradicionais das florestas tropicais e da preservação da maior floresta do planeta, agora vivendo na sua terra natural brasilis, São José do Rio Preto-SP, por causa de problemas de saúde, informa que o Brasil tem outra praga que precisa ser combatida pelas autoridades e pela população, porque ela transmite também doenças que podem matar o ser humano.

Disse ele que o caramujo gigante africano, ou molusco (achatina Fulica), introduzida em 1988 no Brasil para substituir o escargot francês nas mesas dos bons restaurantes, transmite várias doenças entre elas a mortal meningite. Esse molusco pode colocar até 500 ovos por ano e é vegetariano e gosta de destruir hortas e plantações de lavouras de várias espécies.

Só para exemplificar, aqui na minha chácara, “Toca do Guerreiro”, onde vivo, plantei três vezes pés de couve e três vezes eles as comeram. Caçamos os moluscos e acabamos com mais de dois mil deles, usamos sal, cal de reboco e enterramos para não transmitir doenças.

Então é bom que as autoridades municipais do Brasil façam campanhas também contra esta praga que infestou nossa nação. Chega de mortes por doenças transmitidas por mosquitos ou outros tipos de contaminação. O molusco africano é praga sim, e pode transmitir doenças mortais também. O aviso tá dado, se cuidem, pois  prevenir é melhor que remediar! Vou! Fui! Inté!

Nem época de chuvas torrenciais protege Amazônia

Se pensam minha meia dúzia de leitores que mesmo com as chuvas torrenciais que caem na maior parte da nossa bela e luxuriante floresta amazônica nesta época do ano, ela está protegida contra os piratas, estão redondamente enganados.

Água que cai em abundância agora ajuda os garimpeiros a lavarem mais cascalhos onde estão o ouro, diamantes e cassiterita além de outras riquezas minerais. Quanto mais água, mais trabalho eles fazem e, menos fiscalização há, porque, não há estradas para o IBANA e o pessoal do Instituto Chico Mendes chegar onde se localizam os garimpos ilegais. Nem com ajuda da Santa Tambura. Só resta esperar o “inverno amazônico” terminar para fazer a localização dos ilegais, mas aí é tarde demais.

O ouro, o diamante e demais riquezas minerais já foram comercializados ilegalmente e saíram pelas fronteiras desguarnecidas da Calha Norte e foram abastecer as indústrias da Europa, Estados Unidos, Índia e Israel, os maiores compradores ilegais de nossas riquezas minerais.

Lembrou o sábio seringalista Sissi, lá do interior de Rondônia, que o “inverno amazônico”, que acontece no momento em quase toda a Calha Norte, prejudica os madeireiros ilegais, eles ficam sem estradas para retirar a madeira abatida fraudulentamente. Todavia, lembrou o filósofo Zé Praxedes, também lá dos cafundós da Amazônia, onde o coronel Totó perdeu os coturnos, os piratas estão demarcando as árvores que serão derrubadas no início do verão que vai secar as estradas para poderem escoar as madeiras escolhidas e marcadas neste momento de chuvas torrenciais.

Enquanto isso, os criminosos que fazem este tipo de pirataria com a nossa biodiversidade linda e verde da Região Amazônica, estão descansando em resorts no nordeste brasileiro ou no exterior, gastando nababescamente com o dinheiro sujo, outros, estão se reunindo com a maioria dos proprietários de madeireiras localizadas em inúmeras cidades de todos estados da Federação brasileira.

Neste momento, com certeza estão fazendo planos para ludibriar os órgãos oficiais de como irão enganar a fiscalização com novas notas fiscais frias e Planos de Manejos de uma região que irão escoar madeiras de regiões diferentes, como já ocorreu há pouco tempo e um deles foi preso por uma força tarefa combinada destes órgãos citados, além da Polícia Rodoviária Federal, que teve preponderante eficácia na localização dos criminosos que estavam com notas frias de uma região distante, de onde foram presos.

O IBAMA, O Instituto Chico Mendes e a própria Polícia Federal estão precisando de muita ajuda do Governo Federal para combater com eficácia este tipo de pirataria que acaba com nossas riquezas amazônicas e só contribui para a sua depredação.

São perdas imensuráveis que estão contribuindo para o fim da maior floresta tropical do planeta e essencial para a sobrevivência do próprio planeta. Há mais de 40 anos que vivo e trabalho contra o fim da floresta Amazônica e na proteção de seus povos tradicionais, cada dia mais abandonados a própria sorte.

Todavia, desde os governos militares, só fazem acabar com ela e, o pior, com projetos mal elaborados por congressistas e leis esdrúxulas emanadas do Poder Executivo, que beneficiam empresários corruptos que apenas desmatam para implantar o agronegócio que não leva comida para a mesa do brasileiro porque, tudo é exportado e a arrecadação dessa riqueza não volta ao seu lugar de origem. É ou não um motivo para se praticar uma ignomínia?

Por isso, ainda acredito que dá para salvar a Amazônia. Basta o Congresso ou a Presidência da República decretar através de leis o “Desmate Zero Já” e dobrar o efetivo do IBAMA, do Instituto Chico Mendes, da Polícia Federal com material humano e ajuda tecnológica, bem como também aumentar os poderes do Exército para agir com mais rigor na área de sua responsabilidade na segurança nacional além das fronteiras.

O pajé Miratinga disse, para finalizar, que é necessário usar armas mais modernas e pesadas contra o crime nas fronteiras da Calha Norte se quisermos proteger e evitar que nossas riquezas se esvaem como areia por entre nossos dedos. O macaco ta certo! Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contatos P\Palestras: 17-998186-7015.

O futuro é tão incerto quanto a rota de um cometa!

Uma pesquisa feita através da internet por este velho escriba a respeito do que pensam os brasileiros sobre a situação política e econômica do país foi tão terrível quanto ter uma diarreia no metrô e não ter tempo para ir ao banheiro. Arre égua!

Assim nem com a reza braba da Santa Tambura o Brasil vai se aprumar em curto ou médio prazo. Nada de novo no front para adoçar a boca dos nossos conterrâneos que vivem a pior crise econômica e política desde que Cabral aportou por aqui com seus degredados.

Depois que perdi o fim de semana fazendo a pesquisa, descobri que emissoras de TVs fizeram a mesma coisa e deram o mesmo resultado. O brasileiro mudou de opinião a respeito de suas preferências comportamentais sobre nossa política. Hoje eles repudiam em primeiro lugar a corrupção do que fatores que antes eram mais contundentes nas preferências da massa, por exemplo, a ausência de saúde, de boas escolas e de segurança.

O sábio Sissi, seringalista das selvas rondonienses e o filósofo Zé Praxedes também lá das entranhas das florestas amazônicas, acreditam que esta mudança de valores no eleitorado brasileiro tem a ver com a onda avassaladora de corrupção que felizmente a Justiça Federal (finalmente acordou ou saiu do ninho?) trouxe à luz com as operações do Petrolão, do Mensalão, da Lava Jato, da Zelotes e de outras que estão prendendo políticos do Congresso Nacional, executivos ligados ao Planalto, grandes empreiteiros e maus servidores federais que, de tão famintos que estavam por dólares e reais, limparam e faliram a maior empresa nacional, a Petrobras. 

 Pasmaram porque pela primeira vez o eleitorado está vendo resultados positivos, isto é, estão colocando nas jaulas também os gatões. Além destes, há também os milhares de ratinhos que ainda infestam as penitenciárias brasileiras, o que era motivo de piadas na voz do populacho, que afirmava que a Justiça só prendia pés de chinelos e ladrões de galinhas.

Hoje vemos nas cadeias até os vereadores e os prefeitos que corrompem licitações, e desviam dinheiro da merenda escolar e dos remédios de municípios tão pobres, mas tão pobres, que nem água e esgoto têm em suas sedes. Tudo isso de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Isto é digno de uma ignomínia!

Outrossim, o Banco Central, dizem que não, mas eu digo que sim, com a pressão da presidente Dilma Rousseff, segurou os juros lá em cima, não adiantou nem recuou. Agiu em surdina como faz seu governo petista. Todavia, a inflação e o dólar, o custo de vida, o desemprego, a miséria no país é cada vez mais crescente. E a população acordou e está indo para as ruas protestar.

A única notícia boa que posso dar aos meus parcos leitores, é que estou me preparando para ir a Rondônia ver a filharada, dizer aos amigos e inimigos que estou vivo, depois ir até Humaitá, no Sul do Amazonas, e subir a BR-230, a Transamazônica até perto de Apuí e virar à direita 28 quilômetros de areião e acampar na margem esquerda do rio Roosevelt e ficar pescando e admirando minha linda Amazônia por uns 30 dias ou mais.

Fazer o quê? E se o meteoro que navega pelo cosmos sem controle algum se chocar com a Terra? Acho melhor ir pescar mesmo, né, não?

E o Nézim Manguaça disse que vai ser meu pirangueiro, garantiu ele que só vai beber meia garrafa de pinga de cauim por dia. Tu acreditas Pajé Miratinga? Não? Nem eu! Vou! Fui! Inté!

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Um ano de companheirismo no Dhoje Interior

Para a meia dúzia de leitores que me acompanham neste prestigiado Dhoje Interior, quero agradecer a fidelidade deles e dos amigos Edson Paz e Edicléia Batista, presidente e diretora-geral deste diário que me recebeu de portas escancaradas e, também, por terem me aturado com meus argumentos que misturam a excelência da modernidade do Sudeste, com a minha sapiência da úmida e gotejante Amazônia, região linda e maravilhosa onde passei quatro décadas de feitos maravilhosos, sofrimentos e alegrias insofismáveis.

O DHOJE Interior soube compreender a ânsia de me recolocar na cidade onde fui gerado e que me viu crescer e sair pelo mundo depois de formado. E assim pude fazer o que mais gosto, escrever o que sai de dentro da minha alma, às vezes, críticas fortes contra os prepotentes e corruptos, outras vezes transformar em crônicas e poesias as minhas angústias, saudades, momentos tristes ou felizes que o tempo guarda em sua memória, ou me derramo em prantos silenciosos quando ouço ou vejo notícias que denigrem a imagem deste país continental, que tanto amo e que tem tudo para ser o melhor do mundo, mas que atualmente está num lodaçal sem tamanho e sem tempo para sair dele.

No momento, meu coração está arfante, arfante até demais por não termos boas notícias para passar à sociedade local ou nacional, inclusive aos meus irmãos da Calha Norte onde suas fronteiras desguarnecidas não seguram nossas riquezas naturais que saem sem pagar o ônus a que nossa nação faz jus e, por isso mesmo, nada ajuda aos nossos irmãos tradicionais das florestas tropicais que moram no interior da selva, nem os ribeirinhos e extrativistas e os índios que a cada dia se veem mais oprimidos devido a devastação que os inescrupulosos fazem com a nossa biodiversidade e, o pior, com aval das mais altas autoridades de Brasília.

Quero agradecer ao Edson e a Edicléia, não apenas o espaço concedido, mas pelo espírito democrático que demonstraram, quando permitiram que eu misturasse os meus personagens amazônicos com a realidade rio-pretense e interação com o Sudeste. Somente assim, meus leitores puderam conhecer minha amada Santa Tambura, o filósofo Zé Praxedes, o sábio seringalista Sissi, o pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau, o Nézin Manguaça e o Tuxauá Mapinguari de vários contos e lendas escritas durante estas quatro décadas que militei na Região Amazônia, por todos seus estados desde que deixei o Exército e me reintegrei a vida civil.

Não me arrependi de nada do que fiz, levei uma vida muito bem vivida na bela, verde, úmida e luxuriante floresta amazônica. Aliás, este final de frase é do imortal da Academia Rondoniense de Letras, João Teixeira de Souza, o Jotatê, jornalista, poeta e escritor que prefaciou um dos meus livros que está na Editora Kiron para ser impresso.

Quero deixar registrado aqui que, quando Jotatê esteve em Rio Preto há muito tempo, ele a classificou de “Bela e Altaneira” como gosto de usar quando me refiro a nossa cidade em meus artigos.

Todavia, depois deste ano maravilhoso em contato com os colegas de redação aqui no DHOJE, onde o espírito de camaradagem e as diferenças ideológicas não atrapalham nosso relacionamento, pelo contrário, nos aproximam e fazem-nos tornarmos uma equipe que veste uma só camisa com duas cores: a do Brasil e do DHOJE Interior. Assim acha também minha Santa Tambura e meu querido amigo Venâncio de Melo, o sábio seringalista Sissi. A todos que fazem este diário maravilhoso, dedico estas linhas escritas com as tintas que emanam de meu coração e de minha alma! Vou! Fui! Inté!

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Brasil chega ao fundo do poço

Não quero saber se o governo é do PT aliado ao PMDB, ou se recebeu herança do PSDB, se Lula, Collor de Mello (foto acima), FHC, Renan, Eduardo Cunha, Maluf, Delcídio, Palocci, Dilma, Ricardo Berzoini ou a Catifunda são os responsáveis em colocar o Brasil no fundo do poço e no bico do urubu.

Só eu e mais 199,99 milhões de brasileiros sabemos que sim, quem informou foi minha Santa Tambura lá das entranhas da floresta Amazônica, onde continuam derrubando árvores sem plano de manejo e os atravessadores as vendem para todas as distribuidoras no país como se estivesse tudo legal, mesmo as notas fiscais sendo frias.

Para complicar mais ainda a situação política e econômica do país, continuamos cada vez mais em baixa, não há uma notícia sequer positiva para nossa economia. A Bovespa despenca e leva junto as ações da Petrobras aos menores patamares de sua história. E, leva outras grandes empresas nacionais também para o fundo do poço de onde não saímos há bom tempo.

Diz o sábio seringalista Sissi, lá das entranhas rondonienses, que isso é reflexo da política internacional agora orquestrada pela China e pelos norte-americanos que caíram juntos e levaram o mundo inteiro para o fundo do mesmo poço em que estamos há tempos, mas a Europa foi junta também.

A Grã-Bretanha, leia-se Inglaterra, ameaça abandonar a comunidade europeia e ficar livre do euro que ainda vale menos que sua tradicional moeda, que nunca saiu de uso, a libra esterlina, enquanto o nosso real continua em queda livre, sem paraquedas que detenha o mesmo abaixo dos quatro dólares.

Também lá dos cafundós da bela e pirateada Amazônia, o filósofo das selvas, Zé Praxedes, manda avisos através de sinais de fumaça feitos pelo pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau, que enquanto o Brasil não tiver uma educação de Primeiro Mundo, a família reestruturada, políticos íntegros, um Congresso Nacional confiável, nós vamos realmente apenas sobreviver do futebol, da cachaça, do carnaval e, quiçá, da mendicância. Arre égua!

Ele disse ainda que os políticos brasileiros, de todos os partidos, deveriam se envergonhar por contribuir com o Governo Federal que leva um país continental como o nosso, dos mais ricos do planeta em biodiversidade, para um tormentoso oceano onde ficamos como um barquinho de papel levado pelas ondas bravias e ao sabor dos ventos que sopra em todas as direções, menos para o rumo que deveria ir, ou seja, o da ordem e do progresso.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, viajou para Davos na Suiça, onde se encontrará com lideranças mundiais e tentar o que a presidente Dilma não conseguiu, apesar de vir tentando há muito: trazer de volta os investidores estrangeiros que saíram do Brasil e levaram suas aplicações para os Estados Unidos e alguns países europeus que não estão em crise e continuam pagando juros mais altos que nós, desde que tivemos as notas de confiança rebaixadas pelas empresas que medem o grau de confiabilidade aos investidores.

Enquanto isso, aqui em solo tupiniquim, o Zé Povinho vai ficando sem ter como se alimentar, pagar alugueis, ônibus e metrô, açougue virou casa de luxo, não tem dinheiro para pagar água e energia elétrica. Isso é uma ignomínia!

Todavia, como dizem que Deus é brasileiro, não vai faltar dinheiro para brincar no carnaval, viajar, gastar com a folia, se embebezar e ficar feliz por uns três ou quatro dias. Isso é o Brasil minha gente! Vou! Fui! Onté!

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O ranger da rede

Dizem na verde e gotejante Amazônia que aonde vai o caboclo, sua casa vai junto. Nada mais que real.

O caboclo pega sua amada junto com seus quase nadas, coloca na canoinha e desce e sobe igarapés em busca de um lugar acolhedor.

Não há sabonetes ou shampoos, nem água de cheiro, tomam banho nas límpidas águas dos igarapés e lagos, se abraçam, se beijam, fazem amor no meio dos botos e riem como se o mundo fosse somente deles. Assim são os caboclos da Amazônia.

Depois escolhem um lugar para amarrar a rede do casal. Limpam com terçado o chão, fazem um rabo de jacu para evitar as gotas do sereno e deitam como se estivessem num hotel cinco estrelas, tendo estas como suas lampadas a testemunhar a união de um homem e uma mulher das selvas.

Minutos depois se ouve o ranger da rede no seu movimento solene. Ouvimos somente o ruido do vai e vem das cordas que sustentam a rede nos galhos o ribombar dos corações arfantes, arfantes até demais!

Assim fazem  os caboclos ribeirinhos e os índios na verde e luxuriante Amazônia, tendo em conluio, os gritos das aves noturnas e dos grilos, e também o coaxar dos anfíbios nas margens dos igarapés como testemunhas de um ato sublime que a natureza deu de presente aos que se amam.

Assim a vida se faz presente na bela floresta tropical da Amazônia verde e úmida, cheirosa e aconchegante para os que nela vivem, cuidam e amam. É a mão de Deus realizando milagres e espalhando o amor entre seus os seres vivos que colocou neste universo verde, em toda sua plenitude para serem felizes até que a eternidade chegue para todos.

Explode os corações, as paixões, os amores legais e ilegais, mas o ranger das redes é insofismavelmente presente nos melhores momentos em que um homem e uma mulher se unem. É a explosão do amor eterno naquele momento!

Na Amazônia, o ranger das redes dá o sinal da explosão do amor entre pessoas simples que se amam como todos os demais seres que se juntam para o deleite magistral do grito ufano dos corações em fúria carnal. Vou! Fui! Inté!