Ninguém acredita no Brasil

Não há nenhum tipo de operação cirúrgica ou espiritual, que resolva o câncer que atingiu o Brasil nestes últimos anos de política e administração econômica desastrosa que nos tornou num país de alta corrupção.

Para tentar achar uma saída deste imbróglio que os governos petistas colocaram a maior potência da América Latina, a Santa Tambura reuniu seus experts em política lá na Calha Norte, em plena floresta Amazônica. E queimaram neurônios…

Reunidos na beira do rio Porequete, entre Lábrea, no Sul do Amazonas com Rondônia, enquanto degustavam saborosos peixes fisgados na hora e com acompanhamento de uma gostosa pinga de cauim, sentados na areia em volta da fogueira, estavam, além de Santa Tambura, o filósoso Zé Praxedes, o sábio seringalista Sissi, o Pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau do interior das selvas rondoniense, o Nézin Manguaça e, até o coronel Totó que um dia perdeu seus coturnos lá na divisa do Amazonas com o Suriname.

A Santa Tambura explicou que o coronel Totó é da cidade paulista de São José do Rio Preto-SP, mas sempre viveu nas entranhas da maior floresta tropical do planeta fazendo sua defesa e também dos povos tradicionais que nela vivem. Após acalorada discussão, todos chegaram a um resultado devido  notícias colhidas nas principais redes da mídia nacional e internacional nas últimas horas. Eis o resultado da “Carta da Selva” que todos assinaram e vão mandar para o Congresso Nacional:

“Depois dos resultados das três maiores empresas especializadas em economia mundial terem rebaixado a economia e o grau de confiabilidade dos investidores estrangeiros no Brasil, não adianta contratar nem a Madame Min pra fazer feitiçaria para tentar tirar nosso país da situação caótica em que os petistas o colocaram”. E, mais…

“As últimas pesquisas lançadas pela mídia nacional, as operações que a Lava Jato realizou nos últimos 10 dias, inviabiliza qualquer chance de defesa da presidente Dilma, do ex-presidente Lula, dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Eduardo Cunha, e de outros congressistas que estão enrolados na Justiça”.

“Nem o casuísmo do vice-presidente Michel Temer e também presidente do PMDB e maior aliado dos petistas, tentando enganar os eleitores com suas mensagens na mídia nacional, só demonstrou que o Brasil não tem saída política no momento e que estamos realmente no bico do urubu”.

Outrossim, os “cultos e experientes analistas políticos das selvas amazônicas chegaram a conclusão que nenhum cientista político do Sul ou Sudeste, Europa ou Estados Unidos, serão capazes de encontrar uma solução a curto ou médio prazo que consiga resolver a crise política e econômica que atravessa o Brasil”.

O filósofo Zé Praxedes e o seringalista Sissi finalmente deram suas conclusões sobre a situação política e econômica: “Não há situação que resolva esse imbróglio econômico e político em menos de 10 anos. Primeiro é preciso diminuir o número de partidos, ministérios, de deputados federais e de senadores para a metade, nova eleição em tempo curto e que a Operação Lava Jato e o Poder Judiciário não deixem escapar nenhum figurão enquadrado na corrupção nacional ou que seja inocentado e vá usufruir o butim da Petrobras em praias do Nordeste ou do Caribe”. É, quem disse que o pessoal da Calha Norte não está por dentro da política nacional? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com  Contatos P\Palestras: 17-99186-7015.

PMDB e PT usam a TV para mudar o óbvio ululante

Os partidos da situação PMDB e PT algemados um ao outro, mas não presos na mesma cela, por enquanto, usam o horário gratuito nas TVs do país para passar uma nova mensagem, procurando é claro, mudar o óbvio ululante que a nação sabe que é mais mentiras soltas ao vento para tentar mudar o quadro caótico em que colocaram a sétima economia mundial.

Todavia, parece que a espingarda que usaram não é de boa qualidade e o tiro saiu pela culatra. Bem feito para quem mente e engana o povo, disse a querida Santa Tambura lá das entranhas da linda e pirateada Amazônia

Já o velho e sábio seringalista Sissi, do interior rondoniense foi mais claro e objetivo. Esperto e tarimbado na política partidária, explicou que tanto o programa do PT como o do PMDB, tentou tapar o sol com a peneira mentindo e fazendo novas promessas como faziam os velhos coronéis de barranco no século XIX em seus currais eleitorais.

Já o filósofo Zé Praxedes, também lá das entranhas da bela floresta tropical da Calha Norte, foi mais enfático e disse que, o brasileiro já viu este filme. Acrescentou que se as promessas feitas na mídia televisiva nas últimas horas pelos políticos desastrados que estão no poder não surtirem efeitos positivos em tempo curto, a situação social vai recrudesceder e, o estopim que foi colocado pelos governos petistas com a colaboração dos peemedebistas no barril de pólvora, pode fazê-lo explodir a qualquer instante.  

Já o pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau, falando com o Nézin Manguaça que nesta hora não havia bebido nenhum tiquinho de pinga de cauim, filosofou como cara pálida: “Tanto cara pálida quanto índio, não fica muito tempo com barriga vazia. A gente não pensa direito, fica nervoso porque curumim e mulher passam fome, não tem remédio pra dor de dente ou pra cortar dor de barriga, aí o poraquê pega pra valer, os políticos cara pálidas têm que procurar uma saída logo se não quiserem virar comida de piranha preta, tenho dito”. É, o macaco tá certo!

Realmente, tanto o PT quanto o PMDB mostraram em suas mensagens televisivas que estão destoados do Zé Povinho, não mostraram nada de novo no Quartel de Abrantes que continua como dantes. Ou seja, está mais perdido que cachorro que caiu do caminhão de mudança.

Se não houvesse as Operações Mensalão e mais recentemente a Lava Jato e a Zelotes, o Brasil estaria numa situação pior e, com a sangria ainda sendo feita pelos responsáveis com atos de rapinagem do dinheiro público. Se formos citar nomes de políticos, executivos e empresários presos pelo rombo feito aos cofres nacionais, o jornal não teria espaço para editá-los.

Se tivessemos políticos mais pragmáticos, ou mesmo ortodoxos, com ideias voltadas à sociedade, quiçá o Brasil não teria caído nas falsas promessas dos responsáveis que nos jogaram no abismo da inflação alta, desemprego, falências, juros escorchantes, famílias sem meios de se alimentarem descentemente e, isto sem falar na péssima qualidade da educação, da saúde e da segurança pública que inexistem hoje.

Quem acreditou nas mensagens televisivas dos dois partidos que (des) governam esta baita nação, é um sonhador ou, no mínimo um astronauta que vive na lua. Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. <kfouriamazonia39@gnmail,com> Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com –  Contato P|Palestras: 17-99186-7015.

Brasil foi rebaixado pra bumbum de sapo

Políticos neste país que Cabral encontrou por acaso com suas três caravelas abarrotadas de degredados e criminosos expulsos de Portugal em 1500, parece que mantém os genes dos desbravadores até agora. Quem disse isto foi a Santa Tambura lá dos cafundós da velha, bela e pirateada Amazônia.

Também pudera, ponderou o velho e sábio seringalista Sissi lá do interior rondoniense, onde, anos atrás ficou sem suas terras desapropriadas para a Reforma Agrária. “Quem vai acreditar em políticos caras de paus que vão à televisão em rede nacional para tentar explicar o inexplicável sobre o que fizeram de errado, pensando que todos os brasileiros de hoje são ignorantes e não estão ligados nos acontecimentos nacionais e internacionais?”.

 Ele só não disse que em troca de suas terras recebeu papeis que até hoje só servem para fazer uma coisa. Se tu caro leitor pensou pra que servem os precatórios federais, tá certo, só servem  pra isso mesmo.

O marqueteiro atual do PT errou feio ao pensar que Lula, Rui Falcão e outros comparsas do diretório deste partido simplesmente iriam mentir novamente em rede nacional de TV e receber aplausos e mudar o sentimento de um povo espoliado, roubado, vilipendiado pelas duas administrações deste partido que somente enganou e mentiu durante os últimos  13 anos.

O panelaço que receberam como “prêmio” durante o horário eleitoral gratuito na última terça-feira de todas as capitais e de várias cidades brasileiras, foi pouco, disse o filósofo Zé Praxedes, lá das entranhas molhadas e gotejantes da luxuriante Amazônia, cujas fronteiras continuam sem vigilância e por onde escapam nossas principais riquezas minerais, da flora e da fauna.

Enquanto as doenças vencem o descaso das autoridades federais, estaduais e municipais, de Norte a Sul, simplesmente porque o dinheiro foi desviado dos hospitais por prefeitos, governadores e demais políticos que se unem em quadrilhas para semear ódio e discórdia e mortes de inocentes contribuintes.

Com atitudes ilícitas não sabem que semeiam também o ódio, porque deixam à mercê da própria sorte milhares de vítimas de câncer e de outras doenças terminais sem receber tratamento digno em hospitais sem médicos, enfermeiras e de todo tipo de remédios, simplesmente porque a verba foi desviada ou usada para finalidades criminosas?

E quando chega a nova eleição ainda têm a coragem de irem à casa dos eleitores pedir votos para a reeleição. Os políticos de hoje usam óleo de peroba para lavar suas caras, como fazem Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Collor de Mello, Delcídio do Amaral, Lula, Dilma, Aécio, Palocci, Maluf e tantos outros que ainda não foram presos pela Operação Lava Jato.

Precisamos ficar atentos para matar as ervas daninhas, antes que elas tomem conta de nossa lavoura. Aliás, quem disse isso há milhares de anos foi o sábio filósofo e pensador Confúcio (foto acima): “Não são as ervas daninhas que matam a semente. Quem mata a semente é a negligência do lavrador.” Ele está certo até hoje, principalmente aqui no Brasil onde precisamos matar as ervas daninhas da política brasileira aprendendo a votar com responsabilidade. Vou! Fui! Inté!

Leis sérias, país mais justo

O Brasil passa por momento altamente conturbado em sua política administrativa e econômica, mercê de homens e mulheres engajados em partidos sem ideologia alguma. A não ser, disse nossa querida Santa Tambura, lá dos rincões amazônicos, quando se unem para roubar o dinheiro dos impostos pagos com sangue, suor e lágrimas pelos munícipes que, na atualidade estão desempregados e sem acesso a boa alimentação, segurança pública, saúde e escola de qualidade. É repetitivo? É! Mas o macaco ta certo!

De décadas em décadas, vivemos um momento difícil, uma crise política e econômica, já repararam? Mas de tamanha dimensão como a atual há pelo menos umas três ou mais décadas que não víamos.

Disse o sábio Sissi, lá do interior rondoniense, que hoje estamos sabendo mais dos estragos feitos por políticos de todos os escalões, porque, diga-se de passagem, o Judiciário se auto moralizou e está cumprindo fielmente seu papel na balança que mede o peso dos transgressores, sem distinção alguma e dá sentenças duras, mas justas, pro ou contra, não importando o grau do crime ou de quem o praticou.

Finalmente, acrescentou o filósofo também lá das selvas da Calha Norte, o Zé Praxedes: “o velho jargão latino, Dura Lex Sed Lex, está fazendo história hoje, antes, era simplesmente um jargão que os advogados usavam para enfeitar suas petições”. Mais uma vez está certo o macaco, diria o saudoso jornalista e crítico Stanislaw Ponte Preta, que fez história no jornalismo nacional décadas atrás, sem medo e com humor e inteligência.

A última ação da Operação Lava Jato deixou explícito que não há político pro ou contra este ou aquele partido, seja de esquerda, centro ou de direita, todos têm alguém mancomunado com os executivos da Petrobras e das grandes empreiteiras que desviaram bilhões de reais da maior empresa nacional, que foi a décima no ranking mundial.

Vai ficar difícil para o PT escapar incólume das últimas acusações contra seus maiores personagens que abrange o governo Dilma e de seu antecessor senhor Lula da Silva.

Além de pessoas próximas e outras que pegaram pesado no desvio de verba que patrocinou as campanhas vitoriosas destes dois à Presidência da República, que se dizem trabalhistas, mas está se comprovando que tudo foi feito com dinheiro surrupiado da Petrobras e com apoio do TSE, que colocou selo de qualidade na dinheirama registrada como doação de campanha para as eleições.

Enquanto isso, as cadeias do Brasil estão abarrotadas por presos que roubaram uma galinha e, a maioria nem julgada ainda foi. Isso é uma ignomínia!

Os marqueteiros de Lula e Dilma Rousseff, João Santana e sua mulher Mônica Moura (foto acima), chegaram da República Dominicana onde estavam fazendo a campanha a reeleição do atual presidente e já estão presos em Curitiba. Outro preso esta semana na Suíça, Fernando Miggliacio, executivo da empreiteira Odebrecht, também foi preso lá e deve ser trazido para ser julgado também pelo juiz federal Sergio Moro, que comanda a Operação Lava Jato. Lula continua negando que o sítio de Atibaia-SP e o tríplex de Guarujá também não são dele. É seu? Não? Nem meu! Vou! Fui! Inté!

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Juntos pelo Brasil

Há momentos na vida de um jornalista que trabalha há anos defendendo a democracia e quando ele percebe seu país está um caos, a política e a sua economia foram parar no ralo por causa de maus brasileiros que ocupam os cargos da administração pública sem responsabilidade, sem ética e sem moral.

Assim acredito que pensamos todos nós que fazemos jornalismo sério, tanto aqui no Sudeste quanto no Norte do país. Imagino como não está a cabeça de meu velho amigo de guerra Euro Tourinho, editor e diretor do combativo diário de Porto Velho-RO, O Alto Madeira, quase centenário quanto seu editor. Ambos estão para fazer 100 anos de existência e sempre lutando em favor de uma democracia com responsabilidade como fazemos nós daqui do prestigiado jornal diário DHOHE de São José do Rio Preto-SP.

Disseram lá dos cafundós da bela e pirateada Amazônia, o sábio seringalista Sissi e o filósofo Zé Praxedes, que o imponderável acontece na política brasileira e passa despercebida, ou a falta de cultura do povo é uma realidade triste que não percebe a realidade do momento crucial que vivemos.

Acrescentaram que os sambódromos e os estádios de futebol ficam lotados de gente para ver mulheres belas e seminuas e jogadores correndo atrás de uma bola e todos ficam felizes, no entanto, quando convidados para participarem de manifestação contra os malfeitos dos políticos, só uma meia dúzia comparece. Não importa que em casa seus filhos não tenham comida na mesa, a conta da água, aluguel e energia estão atrasadas, as indústrias foram fechadas e quase 10 milhões de operários perderam o emprego. Brasileiro gosta é de festa mesmo… Completou minha querida santinha lá dos peraus da Amazônia, a Santa Tambura.

É por isso que uma das maiores potências econômicas do mundo está à frente apenas da Venezuela na América do Sul. Isso é uma ignomínia!

Disse o seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, que o Brasil precisa de mais homens e mulheres comprometidos com o ambiente sustentável, a verdade e, igualmente comprometidos com a cultura, com a educação, a saúde da família para fazer o engajamento delas num compromisso com a ética e a realidade e, não viver de momentos utópicos de felicidade.

Salientou ainda o sábio rondoniense, que é possível ensinar ao Zé Povinho, o que é democracia com responsabilidade e não fazer do seu voto objeto de troca com políticos sem escrúpulos. É por isso, ponderou ele também, que hoje temos um Congresso Nacional e um Governo Federal desacreditados, pois a maioria de seus membros ou ex-membros estão sendo processados num dos maiores julgamentos da política nacional como pessoas sem escrúpulos, ética e moral, a maioria por desvios de dinheiro dos impostos pagos com sangue, suor e lágrimas pelos brasileiros.

Aí completou o filósofo Zé Praxedes: “o pior é que estes políticos são além de desonestos, desprovidos de ética e sem qualquer resquício de humanidade, caso contrário não fariam o que fizeram.”

Só para complementar, pegaram bilhões de reais desviados da Petrobras, mandaram para paraísos fiscais, compraram mansões em Nova Iorque e Paris ou Miami, apartamento tríplex em Guaruja e sítio de alto luxo em Atibaia-SP (foto acima) e, depois de tudo comprovado dizem com a maior cara de pau: “Não é meu! Não vi! Não sei de nada! Tá tudo registrado no TSE, tudo tá legal! Os políticos brasileiros ressuscitaram o grande mágico Houdini! Nossas armas são os votos, saibam usá-los com inteligência e parcimônia, irmãos! Vou! Fui! Inté!

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Povos tradicionais da Amazônia são esquecidos, mas do saque da floresta, não!

O mundo vive de olhos na maior floresta tropical do planeta e muitas nações a saqueiam por seus milhares de quilômetros desprotegidos, levando madeira de lei, minérios e demais produtos da flora e da fauna e, em tempos passados não tão distante, os Estados Unidos contrabandearam até sangue dos índios yanomamis para levantar seu genoma. Uma vergonha para qualquer país que tivesse políticos íntegros ou com resquícios de patriotismo ou nacionalista.

Mas como disse nossa amiga Santa Tambura, lá do interior desta linda, verde e gotejante floresta tropical (assim disse o imortal Jotatê – João Teixeira de Souza – da Academia de Letras  de Rondônia, quando prefaciou um livro de minha autoria que falava sobre seus mistérios belezas e riquezas naturais), ela se expressou assim: “Vai chegar um dia em que os brasileiros não terão condições ou vontade própria de proteger o bioma da floresta e as grandes potências vão cair como urubus sobre  carniça, nossos governantes só enxergam até a ponta do próprio nariz e a maioria não é confiável!”  Tá certinha a nossa santinha…

Já disse em artigos anteriores que o governo militar e a Igreja cometeram erros ao apoiar o assentamento de pequenos colonos na Calha Norte e que isso precipitaria a destruição de seu bioma. Sei que estava certo, mas eu e outros jornalistas do Nortão Verde, fomos descartadas e defenestrados do jogo que tinha cartas marcadas.

E, como servidor público federal, ainda fui obrigado a trabalhar para assentar milhares de famílias em Rondônia e Sul do Amazonas onde hoje são as cidades de Santo Antonio do Matupi e Apuí. Nesta última cidade, em 1982, levamos mais de uma centena de colonos do Sul e alocamos naquela bela região. Hoje, Apuí é uma bela cidade de estilo germânico, com relativo conforto das cidades do Sul.  E no Km 180, que foi rebatizado de Santo Antonio do Matupi, estão formando uma cidade que já conta com umas oito mil almas, e está também sendo estruturada com tudo que é moderno. O único problema para estas cidades, é que no “inverno amazônico” elas ficam isoladas porque a BR-230 (Transamazônica) fica sem meios de ser transitada e os problemas são resolvidos por via aérea.

Nesta região, lembrou o sábio Sissi, a floresta é abatida e dá lugar a grandes pastagens e lavouras que usam aviões para pulverizar com agrotóxicos e lançar sementes.

Lembrou também Sissi, que lá proliferam madeireiras que beneficiam e vendem madeira de lei, algumas com planos de manejos alugados por atravessadores que lotam as distribuidoras do país com o produto legalizado através de notas frias e, só de vez em quando, alguma é flagrada e sofre as sanções da lei.

O filósofo Zé Praxedes também lembrou que o Estado do Mato Grosso é campeão em desmatamento porque sofreu forte influência do atual senador Blairo Maggie e ex-governador, e da ministra atual da Agricultura, Katia Abreu, do PMDB do Tocantins, ajudaram a fazer a maior devassa nas florestas destes dois estados e onde hoje estão as maiores pastagens de gado do país.

Enquanto isso, os países limítrofes que também têm matas amazônicas protegem suas florestas e compram madeira do vizinho Brasil, que entram em seus territórios clandestinamente por rios ou fronteiras secas. São eles a Guiana, o Suriname, a Guiana Francesa, o Peru cujos contrabandistas até trocaram tiros com autoridades brasileiras tempos atrás, o Equador, a Bolívia e a Venezuela.

Para terminar é bom lembrar que o Mato Grosso é o maior emissor de CO² porque produz 46,4 toneladas a mais per capita, seis vezes mais que a média nacional  e, quase no mesmo nível do maior produtor que é o Qatar. Enquanto a política corroi nacionalmente o país na atualidade, na atualidade também, nossa Amazônia vai sendo derrubada e continua sendo surrupiada por toda sua longa fronteira. Eu quanto o Sissi estamos cansados de bater na mesma tecla, mas, como diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até Kfouri. Vou! Fui! Inté!

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A humanidade precisa salvar a Amazônia!

Amazônia, terra da cobiça e da pirataria

Quem conheceu a Calha Norte há meio século passado, entende por que hoje há tanta gente querendo defendê-la dos abutres que lá permeiam, saqueando-a e acabando com sua biodiversidade para enriquecer.

Tempos passados, nesta época que nos referimos, não havia a rodovia Transamazônica, a Rodovia do Estanho e nem a Porto Velho-Manaus. Tudo era feito por via rios e igarapés. Lembrou o velho e sábio seringalista Sissi, que havia os regatões que abasteciam os ribeirinhos com querosene, açúcar, café, sal, óleo de cozinha, fumo e papelinho pra enrolar o tabaco e fazer o cigarro artesanalmente. A pólvora, chumbo e espoleta eram imprescindíveis para o ribeirinho abastecer sua família com carne, lembrou nossa amiga Santa Tambura.

Todavia, não faltava material para pescar peixes em quantidade no verão e salgá-lo. O excesso era vendido ou trocado por mercadorias com os mercadores dos regatões que eram barcos maiores e seus proprietários eram chamados de biscateiros. Assim era a vida tranquila dos povos tradicionais que sobrevivem até hoje nas beiras dos grandes rios, lagos e igarapés. Assim lembrou o filósofo Zé Praxedes que está até hoje nos peraus daquela vasta, bela e luxuriante floresta verde e gotejante ajudando sua gente.

No entanto,  naquela época a maior floresta tropical do planeta era pouco visitada e conhecida apenas por fotos nos demais centros do país e do planeta, e sua biodiversidade  era protegida naturalmente.

Entretanto, quando as grandes nações passaram a cobiçá-la por suas riquezas minerais, flora e fauna, os militares que haviam tomado o Poder em 1964, resolveram abri-la e povoá-la para não entregá-la, por isso abriram as estradas que apenas piorou a situação.

Havia um projeto chamado Calha Norte, que deveria povoá-la pelas fronteiras com os países limítrofes, ou seja, com as cidades nas fronteiras, a defesa da Amazônia seria feita normalmente pelos cidadãos brasileiros, polícias civil, militar e federal que estariam consolidadas nestas cidades fronteiriças.

Ao invés disso, os militares abriram a BR-230 (Transamazônica), cortando o país pelo meio, desde Belém até a cidade de Boca do Acre na divisa dos Estados do Amazonas com o Acre. E construíram umas quatro vezes a BR-319 (Porto Velho-Manaus), a rodovia mais cara do planeta construída até hoje e, sempre inacabada.

Para fazer sua base de rolamento, o Exército, através do seu 5º Batalhão de Engenharia e Construção e a empreiteira Andrade Gutierrez, usaram milhares de sacos de cimento fechados para formar um tapete no qual depois jogavam cascalhos, aterros, terras que viajavam uns 500 quilômetros até chegar em determinados trechos onde só havia lamaçal.  Esta foi a saga que o mundo curtiu no governo militar.

Todavia, a ganância dos próprios brasileiros e o despreparo, falta de patriotismo de políticos e governantes, não a protegeram depois que os militares deixaram o poder. Assim a maior floresta tropical do planeta, considerada o pulmão do mundo, está inexoravelmente sofrendo uma diminuição catastrófica por causa de sua depredação e provocando o efeito estufa e o degelo.

Onde anda o patriotismo e o nacionalismo neste país sem governo, sem Congresso Nacional, onde todos apenas querem enriquecer às custas de um eleitorado inculto que ainda vende seus votos por cestas básicas, perucas, dentaduras e panelas de pressão? Todos sabem onde estão os responsáveis… Tomara que o Poder Judiciário dê jeito na situação que vivemos hoje. Vou! Fui! Inté!

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Justiça pode criar novo mártir para o Brasil

Tudo vai depender do Poder Judiciário para que a bactéria da corrupção, que infecta todos os “órgãos” da política e da economia deste país, seja dizimada. Se a Justiça fraquejar, a bactéria vai prosperar igual ao zika vírus que está assombrando o mundo, jogando a esperança do povo contra um iceberg do continente Antártico.

O ex-presidente Lula, por exemplo, se não ficar confirmado seu envolvimento com as empreiteiras que sugaram os cofres da Petrobras, poderá sair fortalecido deste imbróglio. Ou seja, se a Justiça não der o antibiótico correto e na dose certa, revelando à nação a quem pertence o tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, Lula saíra fortalecido para os próximos processos eleitorais.

Assim pensa também minha amada Santa Tambura que tenta proteger a Amazônia da pirataria e dos maus brasileiros que ajudam a depredá-la antes que o Governo Federal decrete uma lei de “Desmate Zero Já”.

Por outro lado, o filósofo Zé Praxedes, que vive nas entranhas desta bela e luxuriante floresta tropical, também pensa como este articulista e o sábio seringalista Sissi, ambos lá do interior rondoniense, mas que estão sempre em consonância com a política nacional, porque estão muito ligados com os acontecimentos de Brasília e dos outros grandes centros, via sinais de fumaça e tambores. Eita turma porreta!

Numa roda de amigos ali na margem do rio Azul, na divisa do Estado do Amazonas com o de Rondônia, degustando belos peixes assados numa fogueira com iguarias locais, Praxedes, Sissi, Pajé Miratinga, Nézim Manguaça, coronel Totó (que encontrou seus coturnos recentemente), o morubixaba Mapinguari, e a Santa Tambura, representando o sexo forte, afinal a mulher hoje é que é forte deveras, comentavam a política nacional e a situação em que o Brasil está vivendo.

Usando da palavra, o sábio Sissi disse enfaticamente, que estamos como os peixes que estamos fritando na frigideira e degustando com farinha de puba. Se o peixinho pular da frigideira vai cair na brasa da fogueira e, não há uma saída emergente no momento para salvar a vida dele, que metaforicamente, representa hoje a nação mais rica e violentada politicamente do planeta, ou seja, o nosso país.

A política e a economia no Brasil hoje é uma ficção cientifica ou uma baita utopia, é o único país presidencialista do mundo que parece um navio fantasma, navegando em águas turvas sem comandante e ninguém no leme. O comandante está à beira de sofrer um motim e, os mandatários que deveriam reger as leis e fazer a política do navio (Congresso Nacional) é parecido com a caverna do lendário Ali Babá e seus quarenta ladrões.

Disse o Sissi, que o tal de Congresso só funciona se houver pagamento em propina antecipada. Os seus chefes podem perder seus cargos por corrupção, assim como a comandante que deveria pilotar o baita navio, também está para sofrer uma ação jurídica chamada impeachment, uma saída legal que lhe tira o poder de dirigir este navio que ela mesma e seus comandados de partido colocaram à deriva. Arre égua!

Por outro lado, lembrou ainda o sábio Sissi, que a única coisa que funciona a contendo neste rico país-pobre é o Poder Judiciário que está fazendo um cerco para pegar o ex-presidente Lula da Silva que já deveria, segundo a opinião pública, ter sido defenestrado da vida pública e estar mofando atrás das grades.

Segundo Sissi, se nada ficar provado contra Lula sobre os desvios da Petrobras para sua campanha presidencial, sobre o tríplex de Guarujá e o sítio em Atibaia, o Judiciário vai ficar encrencado e pode tornar o escorregadio ex-presidente num novo mártir que vai sobrepujar o mito do mineiro esquartejado em Minas Gerais, o alferes Tiradentes (foto acima), que morreu para tornar livre o Brasil do jugo português. Este, sim, será nosso eterno mártir! Vou! Fui! Inté!

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Amazônia: proteção e desmate zero já!

Notícias recém chegadas ao meu blog informam que a Amazônia continua sendo pirateada tanto nas fronteiras desguarnecidas, quanto no seu interior. Madeiras de lei estão sendo marcadas para serem abatidas no verão.

Garimpos ilegais de ouro, diamantes e cassiterita (estanho) estão em plena atividade, aproveitando o volume de chuva que cai e que dá condição de se fazer a lavagem do cascalho nos jigs. Estes são aqueles aparelhos que são chamados também de “tremes-tremes”  que lavam o cascalho e apuram os minérios que são vendidos no mercado negro e saem do Brasil sem pagar impostos e enriquecem mais ainda  países como Estados Unidos, Índia, Israel e Holanda.

Estes são os maiores compradores de nossas riquezas minerais amazônicas, afirmam os caboclos das entranhas da maior floresta tropical. E dizem ainda  que os contrabandistas levam, além do ouro e pedras preciosas pelas fronteiras do Suriname e Venezuela, tipos de minérios que eles não sabem o que são, mas acreditam ser urânio e nióbio e que, em troca, recebem armas e drogas que vão abastecer o crime organizado nas grandes cidades brasileiras, via Belém no Pará.

Afirmam que desta capital saem também a maior parte de madeira ilegal esquentadas com notas frias e Planos de Manejos dos estados de Rondônia, Roraima e Amazonas, desviados por grandes quadrilhas de madeireiros que contam com ajuda financeira e estratégica das grandes empresas revendedoras de madeiras beneficiadas esparramadas pelo país inteiro. É um toma lá da cá informaram ex-arapongas que não perdem a oportunidade de defender as riquezas nacionais (através de denúncias), fato que deveria ser realizado por nossas forças de repressão ao descaminho e entrada de armas e drogas em nosso território.

A única saída para mantermos a incolumidade de nossa Amazônia e suas fronteiras seria o “desmate zero já”, slogan criado por este jornalista e ambientalista. Este slogan já foi lido num encontro na cidade suíça de Davos, mas no Brasil, onde temos um Congresso Nacional corrupto e sem resquícios de nacionalismo, ninguém deu bola até hoje. Só se a Santa Tambura fizer um milagre, mas como é uma santinha personagem das minhas escritas, vamos esperar que algum santo de verdade faça um milagre.

Vou! Fui! Inté!