Ser brasileiro e político é um estigma?

As vezes me pego acordado altas horas da noite sem conseguir pregar os olhos por causa do redemoinho que se forma entre os meus parcos neurônios e fico a pensar se isso não é um estigma. Todavia, perguntei a minha querida Santa Tambura e ela me mandou pesquisar sobre esta palavra de fonia tão forte. E, após apurado levantamento, vou aproveitar somente um pouquinho da fonte que busquei para saber mais sobre este tema. É um tema interessante, porém, controverso, às vezes, paradoxal e, somente bons psicólogos o podem esmiuçar bem, e não um rábula que ficou quatro décadas na Calha Norte entre índios e caboclos ribeirinhos e trabalhando em jornais locais, diga-se de passagem, bons jornais.

Após os conselhos do meu sábio amigo e seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, busquei a internet como meio de pesquisa, envergonhado por saber tão pouco sobre tema tão conhecido de muitos e ignorado pela maioria dos simples mortais. Até o pajé Miratinga, dos Uru Eu Uau Uau, se interessou pelo tema e ficou atento enquanto eu tentava colocar no CP a matéria . Arre égua!

Quando tentava iniciar o tema, inesperadamente chegou o filósofo lá da linda e sempre pirateada Amazônia, o Zé Praxedes, que passou a me assessorar como se eu estivesse numa antiga sala do Mobral, se lembram desse programa que alfabetizou milhões de brasileiros?

Pois bem, há várias nuances de estigma, mas eu preferi desvendar e falar sobre o social. Segundo a fonte que encontrei, o estigma é uma forte desaprovação de características ou crenças pessoais, que vão contra normas culturais. Realmente esta palavra, é forte em princípios éticos, morais, raciais e culturais.

Ela fala sobre homossexualidade, diferenças raciais, éticas, política e até sobre religiões ou a falta delas. Por esse motivo, vou me ater apenas ao tema político devido à situação inusitada que o Brasil atravessa. O estigma da imoralidade na coisa pública, nos maus políticos e maus servidores da Federação Brasileira, de um Congresso Nacional e de um Executivo estigmatizados pela crença do poder e da corrupção a qualquer custo. Isto  é  que levou a maior potência latina à patamares negativos dantes nunca vistos, nem na época do Governo Sarney estivemos tão feios na fita internacional e nacional como no momento.

Por isso, o Nézin Manguaça, que somente havia ingerido meia garrafa de pinga de cauim, enquanto degustava meia dúzia de matrixãs, na beira de um igarapé lá perto de Humaitá, no Sul do Amazonas, disse: “Ôh, padim, não queima os miôlos não, o sinhô num sabe, que quase todos puliticus vendem até a arma (alma) pro Diabo na hora de pedi os vótus e depois de eleitus, não si lembra mais das caras dos eleitôs? É tudo a mesma coisa, vem tomá uma cumigo e cumê um peixinho frito, pego na hora, vem padim?”  Tá certo Nézin, tô indo…

Depois dessas e outras, o brasileiro, mais culto que alfabetizado, (gostaram da redundância?) vão pular o carnaval, esquecer das mentiras dos políticos, governantes, da inflação, do desemprego, das contas da energia e água, do preço do combustível e do supermercado e, vão fazer o quê hoje? Pular carnaval, ver mulher bonita e seminua na passarela e assistir um joguinho de futebol do seu time de coração. Depois se viram pra pagar as contas acumuladas. Assim é o brasileiro. Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.worpress.com – Contato P\Palestras: 17-99186-7015.

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