Antes o chorinho, depois o chororô para pagar as contas

Carnaval é a festa do brasileiro, ele espera um ano, deixa de comer, pagar contas de água, luz, levar pão pra mesa a fim de saciar a fome dos rebentos, mas ferve nos sambódromos, ruas e avenidas do país todo atrás de uma escola de samba ou de trios elétricos. Depois, é depois, diz a querida Santa Tambura, aí chora e lamenta não ter dinheiro para pagar as contas…

Esta chegando a hora da onça beber água, diz lá do interior rondoniense o sábio seringalista Sissi, o país, salientou ele, vai ferver em duas direções, a política e a do populacho que vai correr para cobrir contas, cheques, explicar ao padeiro e donos de quitandas, que o ladrão roubou seu dinheiro que estava em baixo do colchão, mas que vai pagando aos pouquinhos. Que mentira, que lorota boa… Êita carnaval porreta, gente!

A outra hora da onça beber água vai ser depois da quarta-feira de Cinzas, o Congresso Nacional e o Executivo vão acionar Deus e o Diabo ao mesmo tempo, numa acirrada disputa para aprovar projetos, cassar ou não cassar o deputado Eduardo Cunha e o Renan Calheiros e os demais parlamentares corruptos.

Uma tropa de choque da Operação Lava Jato investiga outras frentes de corrupção e, numa delas, vamos saber se vai ou não denunciar o senhor Lula da Silva, pedir novamente o impeachment da senhora Dilma Rousseff, investigar para saber o obvio ululante, de quem são os imóveis de Guarujá e Atibaia (o tríplex e o mega-sítio) que estão em nome de dois laranjas, sócios do filho do ex-presidente.

O filósofo Zé Praxedes, também lá das entranhas amazônicas de onde o coronel Totó perdeu os coturnos, pergunta ao Zé Povinho, se vamos ter que aturar por muito tempo este lengalenga  de cassar ou não cassar os parlamentares envolvidos em corrupção, se aprova ou as novas diretrizes da política econômica e a famigerada CPMF para cobrir os rombos que este desgoverno petista vem promovendo desde que assumiram o poder há mais de 13 anos.

De acordo com Zé Praxedes e Sissi, o brasileiro tá como peixe sendo frito em frigideira rasa pelo Nézin Manguaça, que, está sempre ameaçando cair na brasa. Ou seja, não tem saída, estamos sendo usados como na fábula em que o macaco pega nas patinhas do gato para tirar as castanhas que estão sendo assadas na fogueira. Arre égua! Brasileiro sofre…

Disse ao finalizar estas abestadas conjecturas o pajé Miratinga, da tribo dos Uru Eu Uau Uau, que tribo sem morubixaba (cacique) é como carro de cara pálida sem ninguém no volante, não se sabe que rumo ele vai tomar e tampouco onde ele irá colidir. Tá certo o macaco diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta…

Será que vamos ter que abrir as portas das cadeias do país inteiro para deixar entrar os lalaus da Lava Jato e das demais operações da Polícia e da Justiça Federal? O tempo dirá, a briga começa a ferver politicamente agora depois das festas de Momo… Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – Jornalista, escritor e ambientalista. kfouriamazonia39@gmail.com Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contatos P\Palestras: 17-99186079=015.

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