Redes que sussurram…

O verde luxuriante da floresta,

Teus grandes rios…

Teus lagos e igarapés…

Teus pássaros multicoloridos…

Com teus cantos que encantam…

Meninas moças que suspiram no silêncio das redes…

Em noites de luar…

Por seus amores distantes…

Sonhos que procuram realizar…

Igual as fantasias que todas fazem quando amam…

A noite cai na floresta,

Apenas o clarão da lua e estrelas…

 E os pirilampos pra lumiar os caminhos…

Caminhos do amor não realizado…

Caminhos também dos amores realizados…

Areia branca nas margens de rios e igarapés…

Fogueiras que clareiam com ajuda da lua cheia…

Carimbo, sirimbo e lambada ecoam pela noite toda…

Pernas que se movem freneticamente,

Saias que esvoaçam ao sabor frenético do ritmo,

Areia que se levanta e roçam pernas e coxas ardentes…

Sorrisos matreiros nos lábios das caboclas…

Peitos arfantes nos jovens que amam e sofrem por elas…

Amores distantes, viagens de canoas cansantes.

Tudo vale a pena quando se ama…

As distâncias ficam curtas…

Os lábios se juntam em frenesi encontros clandestinos…

O boto perdeu o feitiço…

Disfarçadamente prende o chapéu branco…

Caminha em direção à água e desaparece misteriosamente…

Como apareceu, também desapareceu…

Mas ficou o sabor e a marca da enganação…

Uma rapariga chora a ausência do namorado misterioso…

A noite mágica está no fim…

Os corações arfantes diminuem o frenesi…

 O cansaço e o prazer venceram…

O rio continua correndo, corpos largados na areia branca e fina…

São testemunhas de muitos amores…

Muitos ribombares de corações se realizando…

A magia que faz o ser humano continuar existindo…

Amando na Amazônia, em outros lugares também…

As guerras são ali esquecidas…

A fome e a miséria não existem…

O amor é invencível, os corpos suados são testemunhas…

 As línguas e suores que se misturaram…

Jamais se desfazem ou se esquecem…

São como cobras que também amam e se enroscam em infinitos momentos de êxtase…

Assim é o amor na verde e luxuriante Amazônia…

Infinito quanto dura…

Mágica que não se acaba…

Assim como os amores que acontecem…

Em noites de redes que balançam e suspiram em silêncio…

Mas fazem os corações ribombares eternamente….

Tomara que os amores e a Amazônia…

Não se acabem jamais!

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