Amazônia no fim?

Ao que parece, pelo andar da carruagem, o fim da Amazônia está irremediavelmente no fim mesmo! Nenhum governo brasileiro ou a ONU, até hoje conseguiu frear o ímpeto avassalador dos poderosos inescrupulosos, sejam políticos ou empresários, a por fim ao desmatamento na maior biodiversidade verde do planeta. As últimas notícias acabam arrefecendo o ânimo do mais impetuoso ambientalista, tirando-o de suas analises normais, para as mais absurdas tentativas de encontrar palavras certas que vão penetrar nas mentes dos grandes mandatários mundiais. E estes estão vendo, minuto a minuto, o degelo e, consequentemente, o fim do planeta terra. É fogo, terremotos, tempestades de neves, de areia, chuvas em demasia num lugar e seca noutro, o ar irrespirável em grande parte do globo terrestre, e, o homos sapiens, cada dia mais orgulhoso de suas conquistas tecnológicas alcançando outros astros até mesmo fora do nosso Sistema Solar. Ele esqueceu do seu bem maior, a natureza que o rodeia e que lhe dá vida.

Luto há décadas na mídia nacional e internacional e em tentativas pessoais com governantes e políticos com quem tenho acesso e, imploro para fazerem um decreto-lei de “Desmate Zero Já.” Todavia, todos fazem ouvidos de mercador e riem nas minhas costas da minha luta inglória  para salvar inclusive, a vida dos próprios descendentes destes poderosos… Vã filosofia diria Sócrates em seu túmulo…

Tomara que o novo governante brasileiro tenha mais visão ou um assessor inteligente que o convença a fazer este tão sonhado Decreto-Lei do “Desmate Zero Já” para dar um pouquinho de ânimo não apenas aos ambientalistas, mas a toda a humanidade que sabe que, sem a Amazônia o mundo secará e, o degelo vai matar quase toda a humanidade. O que sobrar vai viver como os primatas que habitam as copas das árvores, ma ao invés de árvores, os que sobreviverem estarão habitando o cume das montanhas mais altas da terra, as que não forem submergidas pelas águas dos polos do planeta.

Nem minha Santa Tambura, nem as rezas e a sabedoria do seringalista Sissi, nem o filósofo das selvas, o Zé Praxedes ou as danças loucas do pajé Miratinga e seu assessor|Nezim Manguaça, ao redor da fogueira iluminando uma praia de um igarapé irão salvar a Amazônia. Vou! Fui! inté…

Amazônia dos ladrões

Como morador e defensor da Amazônia e dos povos tradicionais da maior floresta do planeta, que nela vivem, me sinto neste momento na obrigação de dizer que estou injuriado, bravo, com sentimentos belicosos desde priscas eras quando em página dupla no grande jornal de Rondônia, O Jornal da Amazônia, dei uma entrevista ao jornalista Zeca Traca. Pois bem, para simplificar, naquela época tínhamos descobertos que os Estados Unidos haviam lançado na sua rede público de ensino, que a Amazônia pertencia a eles por direito, porque ela era o pulmão do mundo e que os países que a possuíam, não tinham condições de protege-la e, por isso eles viriam tomar conta DA MAIOR FLORESTA DO MUNDO. Fiquei tão indignado  que disse na entrevista e, guardo o jornal em meus arquivos até hoje, que diz na manchete: “Se houvesse invasão ou internalização, eu transformaria a Amazônia num novo Vietnã, montaria um força guerrilheira e não permitiria que nenhum coturno, não fosse das forças armadas do Brasil  poria os pés em nosso solo sem sofrer graves consequências”.
Hoje, vivo numa ilha de mata atlântica no interior de São Paulo, minha terra natal, onde vim curar uma terrível doença da qual estou curado, mas acompanho tudo que se passa na mais linda, úmida e gotejante selva, como disse o JOTATÉ, jornalista e membro da Academia de Letras de Rondônia, meu eterno amigo e guru. Assessores de comunicação do IMPA de Manaus, órgão sério e bem adaptado a este trabalho, deram um número assustador para o desmate do ano passado para cá. Todavia, o Governo Central  nada faz para proteger verdadeiramente a Amazônia, o pulmão do mundo, desmentiu o IMPA e ainda deu números diferentes, querendo tapar o sol com a peneira. E   recentemente, em Rondônia, onde já destruíram a Reserva Bom Futuro, com beneplácito da Igreja católica e de Associações Rurais,  além da invasão e mortes provocadas por grileiros que recentemente invadiram até uma reserva, que sempre foi intocável, a de Paacas Novos. Incrível o que grileiros, madeireiros e grupos financiados por associações fazem para destruir a Amazônia.
Quando ainda em Porto Velho tive uma longa conversa com o Bispo Dom Moacir Greggi (já morreu) disse  que ele apoiava uma cambada de invasores financiados pelo MST. Além disso, falei  que a Igreja Católica, na Amazônia, tinha dois projetos distintos: u m bom outro ruim.
O bom é do CIME que ajuda evangelizar os povos tradicionais das florestas, porém, o segundo trabalho da Igreja eu não aprovo até hoje, ou seja, de implantar colônias agrícolas na floresta. Para isso, tem de derrubar a mata e também sou radicalmente contra até o Plano de Manejo, por que o IBAMA não tem como fiscalizá-lo, apesar dele ser bom para proteger a Amazônia. O mundo está enfermo, na UTI,  por causa do efeito estufa. Sem a Amazônia, ele não terá como sobreviver, por isso venho lutando há anos para que o Governo Federal faça um Decreto-Lei: “DESMATE ZERO JÁ”.
No Estado de Rondônia, início da década de 70, fui chefe da Segurança do Grupo Paranapanema. Recém dado baixa do Exército, fiquei quatro anos nesta função viajando quase diariamente com o comandante Sedney num Seneca II para as minerações de Mato Grosso, Amazonas e Rondônia, apaziguando garimpeiros em levantes nas minerações. Foi uma luta árdua, trabalhava sozinho, mas aprendi muito.Depois voltei aos jornais. Me sai bem pois fui bom foquinha nos jornais de São José do Rio Preto, na A Notícia e no Correio da Araraquarense. Era jovem mas filho de pai culto e trabalhei 12 anos no melhor escritório de advocacia na época com o dr. Geraldo Fortes, até me formar e ser levado para o Exército em Brasília por ser insubmisso e refratário.
Saindo da área de segurança pública onde participei da redação do estatuto da Polícia Militar, criada em setembro de 75 e da Academia de Polícia Militar, fui assessor do Superintendente do INCRA Renato Rodrigues,  que caiu numa desgraça administrativa porque acreditava em seus assessores e assinava todos os despachos sem lê-los. Me lembrei também que as polícias Civil e Militar de Rondônia não tinham símbolos, por isso com  o apoio do comércio local consegui vários prêmios e o Secretário de Segurança Pública do Estado, já vendo que eu havia colocado o carro diante dos bois, não comunicando-o  em primeiro lugar e a imprensa me prestigiando, ele foi obrigado a baixar um requerimento me nomeando presidente da comissão e também o saudoso Luiz Glaissman como vice-presidente para me orientar nos termos jurídicos tanto na Polícia Militar como na  Civil hoje as instituições têm seus símbolos.
Depois que deixei a área de segurança pública  fui para Rondônia assessorar o INCRA com o objetivo de  assentar centenas de famílias sulistas nas cidades de Apui e Santo Antônio do Natupi, na transamazônica depois de Humaitá, uma linda cidade à beira do rio. Depois disso assessorei no Incra Raul Jungmam (hoje ministro de Segurança), que me oportunizou fazer quatro Seminários sobre Assessoria de Comunicação Social em Brasília e dois Congressos Brasileiros em São Paulo.
A minha luta, no entanto,  para DESMATE ZERO da selva amazônica continua e conto com a ajuda de todos que lerem o meu blog.. VOU! fUI! iNTÉ!

Santa Tambura da Amazônia

 

Perdoa minha Santa Tambura da Amazônia,
A burrice dos governantes
E dos parlamentares também...
Castigue os grileiros, os madeireiros, os garimpeiros e
Os fazendeiros e graneleiros também...
Proteja os moradores tradicionais das selvas,
Os índios, ribeirinhos, caboclos e extrativistas...
Proteja a rica flora e a rica fauna...
De traficantes e falsos patriotas...
Proteja o Mapinguari, o curupira e o rei da mata
Proteja suas lendas, contos e mistérios...
Proteja Santa Tambura os Quilombolas
E os viajantes dos rios, lagos e igarapés...
Proteja a arara azul e a vermelha também
Não apague dos ouvidos dos seringueiros,
O som maravilhoso do uirapuru...
Proteja também o Urumará que está em extinção...
Proteja as madeiras de lei que são abatidas
Diariamente ilegalmente e vendidas do mesmo jeito...
Proteja a Amazônia toda minha querida Santa Tambura
Proteja as nascentes e as matas ciliares dos 
Demais rios e nascentes antes que a morte
Assole o Brasil e o Planeta em busca por água...
Acode os seringueiros e seringalistas...
O Sissi e o Zé Praxedes também!
E não esqueça do pajé Miratinga e do
Tuxuauá Gay que defendem a redondeza...
Proteja a Amazônia com ferro e fogo minha santinha,
Antes que vire um caos e o mundo se acabe de vez!
Salve Santa Tambura a Amazônia...
E proteja o Planeta...
Por isso, vos peço Santa Tambura, decrete
O DESMATE ZERO, JÁ!

 

NINGUÉM PENSA OU FALA SOBRE A AMAZÔNIA?

Às vezes fico matutando o que pensa um político brasileiro quando não está projetando ou arquitetando um novo golpe no combalido cofre do tesouro nacional, que é recheado por impostos pagos por milhões de desempregados, com suas famílias passando todo tipo de privações.

Nem mesmo no atual governo se falou em combater a pirataria na Amazônia. A fronteira agrícola e pastoril continuou avançando sobre a bela e luxuriante floresta verde, até então intocável, por causa de grileiros, madeireiros inescrupulosos, funcionários públicos e políticos corruptos. A fronteira entre a ganância e o amor nacionalista ninguém viu em embates nos parlamentos ou na grande mídia. Na hora de repartir o tesouro, somente os olhos e a ambição aparecem…

É por essa e outras razões, além da minha saúde frágil, que não estou escrevendo no blog. Todavia, agora mesmo combalido, mas com a situação crítica vivida por todos os brasileiros, com a intervenção dos caminhoneiros bloqueando as estradas, não pude ficar inerte por causa do joelho, da coluna ou do coração. O amor por um país digno e uma Nação forte, dirigida por homens sérios, me trouxe à realidade de continuar a defender as famílias dos desempregados, que mesmo passando necessidades, pagam  impostos pesados para reparar os erros de governantes inescrupulosos. Estes  deveriam estarem na cadeia, mas continuam em liberdade por causa de uma Justiça conflitante e lenta.

O absurdo do que aconteceu ainda pode nos trazer problemas sérios com a greve dos caminhoneiros,  transformando este país numa segunda Venezuela, aqui no Hemisfério Sul. Não sei se quando eu terminar este artigo a greve dos transportadores já terá terminado, ou se ainda vai continuar a problemática  que gerou sérias situações por falta de combustíveis e de bens de consumo em poucos dias como  dantes nunca se vira no Brasil, nem nos piores momentos da última crise dos desgovernos civis, que assumiram o poder depois do governo militar. É por isso que a esquerda não se vinga no Brasil, quando ela tem  uma chance, a joga no lixo.

Todavia, não se cria um Centrão e nem a direita consegue se organizar sem mácula em suas tratativas para ter o poder absoluto e governar este baita navio chamado Brasil, que continua dormindo em berço esplêndido e com o leme quebrado.

Eles não chegam a um consenso patriótico-nacionalista ou mesmo que seja humanamente racional para acalmar os milhões de desempregados, e lhes dar um pouquinho de esperança por dias melhores.

Do jeito que está, não sei se Freud, Sócrates ou Calígula achariam uma solução para uma pátria despatriada de amor cívico e moral. Quiçá a proteção da Amazônia que só tem uma solução: “Desmate zero, já!”

 

 

Tragédia anunciada

A tragédia acontecida recentemente em Humaitá-AM, envolvendo garimpeiros do Rio Madeira, agentes do IBAMA e do Instituto Chico Mendes, sem sombra de duvida, era para mim uma tragédia anunciada há muito tempo.

Há menos de um ano, fui fazer uma visita abaixo de Humaitá no seringal do saudoso Tio Elias e, no retorno, subindo o rio, tivemos problemas com a nossa lancha e, nos remos conseguimos aportar numa destas lanchas apoitada no meio do Madeira onde tentavam extrair ouro. A pobreza dos garimpeiros era uma coisa irracional, tanta riqueza no leito do rio e, acima, pobreza e fome além de desespero.

Como ambientalista via a situação como uma faca de dois gumes. De um lado a ânsia de sair da miséria e, por outro lado o metal intangível, distante, difícil de ser extraído e, por fim o medo de ficarem sem meios de trabalhar para tirar o sustento da balsa, da família e dos credores. Mas o pior pesadelo dos garimpeiros, não era isso que foi alencado, o pior foi o que aconteceu, os dois órgãos que protegem o Meio Ambiente agiram cumprindo a lei e, deu no que deu. Garimpeiros bateram o pé e não acataram a determinação de saírem do rio com suas balsas e dragas que foram incendiadas. Por outro lado, os órgãos cumpriram suas determinações embasadas não sei em que lei e, a balburdia e o trágico aconteceram.

E, pasmem, quem pagou o pato, ou melhor, o prejuízo foi a bela cidade de Humaitá, tranquila, pacifica, fincada solenemente na margem esquerda do lendário Rio Madeira. Cidade antiga, com edificações lendárias e berço de homens e mulheres que em priscas eras ganharam destaques no Sul do Estado do Amazonas e deu até um ministro de estado e vice-governador do estado mais rico da federação, São Paulo. O Senhor Almino Afonso… Dentre outros…

Voltando à tragédia da violência envolvendo os garimpeiros, foi a segunda vez que Humaitá se destacou na grande mídia do país. Quem não se lembra há aproximadamente dois anos da outra tragédia que envolveu esta pacifica cidade quando ouve entrevero com os índios Tenharins e parte da população humaitaense na ocasião sofreram quando dois brancos foram mortos pelos índios e prédios públicos também foram incendiados e as forças federais tiveram que agir para acalmar os ânimos.

A verdade é uma só: enquanto os políticos, se é que existe um apenas, honesto e com vontade de fazer as coisas certas, este terá a oportunidade de salvar o maior bioma do planeta, a floresta Amazônica, com apenas um Decreto Lei: “Desmate Zero Já” e chega de mentiras, violências inúteis e embromação, ou salvamos a Amazônia ou vamos todos do planeta azul sucumbir com ela. Vou! Fui! Inté!

Mineração em Renca: pressão de artistas faz governo recuar

Um grupo de artistas fez pressão para que o governo federal suspendesse o decreto autorizando a exploração de minério na reserva ambiental de Renca, na região amazônica. A iniciativa dos artistas surtiu efeito e o presidente Michel Temer recuou e suspendeu o decreto. Este blogueiro, por conhecer a região amazônica como poucos, apoiou e sempre apoiará qualquer iniciativa que tem por objetivo proteger a selva amazônica, um tesouro verde que tem de ser preservado para as futuras gerações. Veja abaixo o texto enviado aos artistas por meio do site http://www.342amazonia.org

Vi o vídeo de vocês e fiquei encantado. Afinal, fiquei na Amazônia por 44 anos fazendo a defesa dela, de suas fronteiras, dos povos tradicionais das florestas, tais como índios, ribeirinhos, extrativistas e caboclos que nasceram e viveram sempre extraindo suas subsistências sem prejudicar o meio ambiente.

Agora vem o senhor Temer querendo jogar no lixo a RENCA. Ele só não falou que além de ouro, pedras preciosas, manganês, cassiterita e outros minerais, deixou de lado a explanação sobre urânio e nióbio, minerais que o Brasil detém a maior reserva mundial.
Só para vcs terem uma ideia,  a nossa moeda, deveria ser de nióbio o minério que detemos 98% da produção mundial e não se fabrica uma turbina de jato ou foguetes sem ele.
Sou veterano do Exército, mas antes sempre fui jornalista e escritor, participei da criação dos estados de Rondônia, Roraima e morei em Pacaraima atrás da Alfandega por seis anos. Fui para Tocantis na época de sua criação, e fundei vários jornais, inclusive a Gazeta do Acre em 1977. Tive mulher índia com quem tenho um filho, fiquei viúvo dela há anos, e tenho três filhos em Porto Velho, um formado e dois cursando faculdades,
É pena, na década de 90 dei entrevista de página inteira no Diário da Amazônia onde disse: “não aceito outros coturnos em nosso solo que não são das nossas Forças Armadas, se houver internacionalização ou invasão, transformarei a Amazônia num novo Vietnã, comandarei a maior guerra de guerrilha”. Quem me entrevistou foi o famoso colunista porto-velhense Zeca Traca. Tá documentado.
Por favor, não parem de combater este crime, caso contrário o mundo perderá seu pulmão e nossos netos conhecerão um novo Saara que substituirá a maior biodiversidade verde do planeta.
Estou com um livro de 450 páginas para editar, tudo sobre a Amazônia, entrem no meu Blog e conheçam mais um pouco do meu trabalho. Hoje faço palestras sobre meio ambiente em colégios sem cobrar um centavo.
Meu contato além de email são meus celulares: 17-991867015 – 99647-1717
Parabéns mais uma vez!!!
Vismar Kfouri
OB: Depois que me aposentei vivo na Chácara “A Toca do Guerreiro”, na Estância Vitória, em São José do Rio Preto-SP

Onde fica mesmo a Amazônia?

Alguém pode me dizer onde fica a Amazônia, Brasília ou o Vaticano? Não sei! Ou melhor, plagiando o grande filósofo do passado, Sócrates, eu diria que “só sei que nada sei”.

A Amazônia está sendo devastada com mais celeridade nos dias atuais. Os velhacos que habitam o Congresso Nacional, só fazem leis para que plantadores de grãos e de pastagens, em conluio com madeireiros tão corruptos quanto eles. Estão aprovando um decreto que vai ser leiloado entre os “associados” e  é uma área do tamanho do principado de Mônaco ou do país caribenho, o Panamá. Que falta de vergonha! Dá vontade de fuzilar a todos estes corruptos…

Mas onde não existe corrupção? Se até dentro do Vaticano há corruptos e pedófilos, como vamos sobrevier num planeta como a Terra que está em extinção? É por isso que as grandes potencias já estão trabalhando para explorar a Lua e o planeta Marte? Será que estão pensando na sobrevivência da raça humana? É claro que sim! Sabem que aqui, com este povo que tem sangue nos cérebros e só pensam em destruição, as chances de sobrevivência são mínimas. Que se dane o mundo que não me chamo Raimundo! E que é que os pobres dos Raimundos têm com isso? Nada!

Pobre dos meus amigos da Amazônia. o seringalista Sissi, o Pajé Miratinga dos Uru Eu Wau Wau, o Nézin Manguaça e a minha Santa Tambura que resolveu ir dançar forró nos bailes do Nordeste e deixaram a todos sem lenço e sem documento neste país onde, encontrar político honesto é sinônimo de… De que mesmo? Perguntou o filósofo das selvas, o Zé Praxedes! Isso ainda existe neste planeta em extinção? Se existe ainda, pelo menos um, que este faça um  Decreto-Lei proibindo o DESMATE ZERO JÁ! Ou a Amazônia não vai existir amanhã! Vou! Fui! Inté!

 

Amazônia perto do fim

Estive recentemente no Sul do Estado do Amazônas, mais precisamente no município de Humaitá, por onde passa a BR-230 a Transamazônica e, depois de um grande período ausente, fiquei estarrecido com o que vi. Onde há menos de uma década havia belas árvores na selva, principalmente na divisa com a tribo do índios Tenharins, hoje impera a destruição e uma ganancia desenfreada por madeira, pastagens e grilagens por terras agricultáveis. A ausência do Governo Federal continua  Tudo Dantes como no Quartel de Abrantes. A FUNAI desde que foi incendiada segundo uma velha índia me confidenciou, ninguém sabe onde anda, para que serve ou se existiu de fato.

E os grandes chefes das maiores potências do planeta continuam fazendo birra não querendo ajudar o planeta se livrar do efeito estufa que, devido o aumento da temperatura, vem ocasionando o degelo que, brevemente, ocasionará o sumiço de milhares de cidades litorâneas em todos os continentes.

Também estive no dia 15 de abril em Porto Velho onde fui participar do aniversário dos 100 anos do jornal Alto Madeira do meu amigo Euro Tourinho que, com seus 95 janeiros ainda administra e edita este aguerrido jornal do Estado de Rondônia, terra onde morei e trabalhei por 42 anos de minha vida.

Voltando dia 20 para minha elegante terra natal, São José do Rio Preto, depois fui até a cidade de Sales-SP onde nos dias 23, 24 e 25 ministrei três palestras sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade na Escola Estadual Maria Cardoso Castilho. Fiquei feliz com a receptividade da diretoria e com a clientela formada por jovens e adultos.  Depois disso fiquei por uma semana na minha casa de verão no condomínio Clube Recreativo Barra Mansa onde degustei boa alimentação e curti o rio Tietê.

Hoje estou descansando em S.J. Rio Preto, na minha chácara “A Toca do Guerreiro” de onde, só sairei para outras palestras que estão sendo agendadas.

Até lá, espero que minha Santa Tambura, o seringalista Sissi e o filósofo Zé Praxedes, continuam tentando proteger a Calha Norte dos criminosos que devastam sem dó nem piedade a maior biodiversidade do planeta e a maior riqueza do Brasil Se quiserem salvar o planeta, protejam a Amazônia, por isso continuo pedindo aos políticos de bom sendo e patriotismo, se é que existe algum. DESMATE ZERO JÁ! Vou! Fui! Inté!

Aqui @ Acolá

                    Mais um ano de angústia para o Brasil

                                                  

Qualquer articulista que se preza, futurólogo, cientista político ou vidente, por melhor que sejam, só sabem uma coisa sobre o futuro do país no que tange sua administração desde o início do governo petista ou, quiçá, dos tucanos também. Tudo é incerto, Temer pode dar certo e pode também não dar.

O Brasil acompanha o caos que impera no resto do planeta. Mas pra nós só interessa responsabilizar quem riscou nosso novo carro aqui, do que milhares de mortes que assistimos impávidos pelo mundo diariamente através da mídia internacional.

Mais um ano se finda e com ele a esperança dos brasileiros que não vislumbram a curto prazo uma luz no final do túnel. Aliás, daqui do antes chamado Sul Maravilha, nem o saudoso Stanislaw Ponte Preta teria meios de fazer uma caricatura dos maus políticos que estão no Poder.

Não haveria espaço na mídia disse o pajé Miratinga lá da tribo dos Uruê Uau Uau, nos confins das selvas rondonienses. O Nézin Manguaça é que parece estar certo ao dizer: “o que importa é não faltar manguaça na cuia, peixe frito na beira dos igarapés e farinha de puba pra fazê o xibé”. O macaco tá certo…

Acolá, segundo meu filho Júnior que mora em Porto Velho e trabalha no Tribunal de Justiça de Rondônia, este Estado em que dei uma pequena parte de minha vida para criá-lo, juntamente com uma plêiade de bons jornalistas, uns já estão no andar de cima e outros ainda mourejam nos teclados diariamente para tirar o sustento de suas famílias e informar os rondonienses do que se passa nas esferas administrativas, pois somente assim, o cidadão desiludido de hoje pode ou não fazer suas conjecturas sobre o futuro do seu estado ou do país no seu todo. Este navega como um navio sem comando, com o leme que dá direção, totalmente avariado deixando os passageiros angustiados com o futuro.

Assim pensamos nós da mídia daqui do Sul e, com certeza os grandes jornalistas de acolá pensam igualmente. Assim disse o seringalista Sissi e o filósofo das selvas, o Zé Praxedes, que espera encontrar a Amazônia intacta quando forem no dia 15 de abril comemorar os 100 anos de fundação do prestigiado e imbatível jornal “Alto Madeira” e beber uma manguaçazinha com o querido amigo Euro Tourinho (foto acima) e seus colaboradores mais fieis. Vou! Fui! Inté!

Brasil vai sair da UTI?

Quem acompanha a política nacional pela mídia e tem qualquer resquício de neurônios em seu cérebro fica neurótico, raivoso e, finalmente, impotente e com espasmos homicidas. Segundo a querida Santa Tambura e outros pensadores famosos do passado, tudo isso junto é motivo para desencadear uma guerra civil em qualquer nação que tenha políticos e autoridades patriotas e íntegros, que desejam o bem do povo como um todo, e que tenham também pelos na venta. Se tivéssemos já teríamos resolvido este caos que vivemos aqui na terra que Cabral descobriu por acaso.

Mas tanto aqui como acolá, de acordo com o sábio seringalista Sissi, lá do interior rondoniense, e o filósofo Zé Praxedes, também lá dos peraus amazônicos, chegaram à conclusão que nesta terra que já teve pau-brasil à beça, hoje falta até madeira para fazer palitinho pra limpar a dentadura. Toda madeira do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo a Mata Atlântica, já foram para as cucuias e, agora com os desmandos e desgovernos que vivemos nos últimos 30 anos, o que ainda sobra na floresta Amazônica está indo para o mesmo destino.

Já que lei no Brasil não é cumprida mesmo, políticos e grandes executivos se unem para limpar os cofres da nação. Para que deixar pau em pé nas florestas? Vamos faturar dim dim, né, não? Onde estão os homens íntegros que possam mudar o quadro de corrupção que vivemos? Existe isto no Brasil?

A Justiça resolveu fazer alguma coisa com a Operação Lava Jato, todavia, ela é tão lenta que o Zé Povinho não acredita mais nessa corja que está aí tentando enganar a nação, e nem em Pai de Santo que faça milagre para fazer este gigante adormecido voltar a acordar e prosperar como já ocorreu em tempos não tão distante assim.

Como dizem os atuais parlamentares que fazem de tudo para não perderem o Congresso Nacional para os patriotas, inclusive negociam até com o Ali Babá para fazer convênios que os mantenham no poder. Não importam os meios, eles julgam que qualquer meio vai futuramente justificar os desmandos de hoje. Arre égua! Isso é uma ignomínia!

Como no Brasil tudo é possível em termos políticos, pode até acontecer que o Eduardo Cunha seja mesmo inocentado e prove que não tenha contas no exterior e que sua mulher Cláudia Cruz (foto acima) é uma pobre esposa tão inocente quanto ele e acredita que milagres abasteçam sua conta no exterior para ela usar com gastos em boutiques de alto luxo em Paris, Dubai, Londres, Milão, Nova Iorque e Miami.

O pior é que quem paga a conta disso tudo é o povo brasileiro que está com 12 milhões de desempregados, milhares de fábricas fechadas e os apaniguados dos governos que fizeram tudo isso acontecer vão para as ruas pedirem para os responsáveis voltarem ao poder.  Será que todo este povaréu que faz estas passeatas recebem bolsas famílias ou têm cargos comissionados no partido dos trabalhadores? Não são eles que lesaram o país todo e dizem que só receberam doações legais? A Justiça não tem culpa quando referendou todo este dinheirão no TSE, sem perguntar sua origem? Não é hora de passarmos uma borracha nisto tudo?

Borracha? Sei lá… Como aqui é terra de lalaus, quem sabe uma prisão perpétua não resolva? Só isso? Vou! Fui! Inté!

Vismar Kfouri – jornalista, escritor e ambientalista. Kfouriamazonia39@gmail.com – Blog: https:\\kfouriamazonia.wordpress.com – Contatos P\Palestras: 17-99186-7015.